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Polícia Civil prende autor de furtos qualificados em residências e comércios em Alto Boa Vista

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Policiais civis da Delegacia de Polícia de Alto Boa Vista (1.059 km a nordeste de Cuiabá), realizaram a prisão de um homem que vinha praticando de forma reiterada, furtos qualificados em residências e comércios do município.

Na quarta-feira (12.10), o suspeito de 32 anos foi autuado em flagrante após cometer vários furtos mediante arrombamento utilizando ferramentas, em menos de 24 horas, bem como ainda tentou aplicar um golpe de estelionato.

Conforme apurado, em um dos crimes ele arrombou uma loja de autopeças, e subtraiu um talão de cheque. Horas depois, o suspeito preencheu e assinou uma das folhas do cheque, e tentou realizar uma compra em um supermercado, dizendo que precisava do troco.

Na ocasião o proprietário estranhou os fatos e não autorizou a venda. Logo que os policiais civis foram acionados, foi feita a análise das imagens captadas pelas câmeras de monitoramento, e identificado o autor do crime.

Durante diligências a equipe localizou o investigado em um depósito de gás, região central da cidade. Na abordagem foi encontrada a quantia de R$ 480 em dinheiro, um celular e uma folha de cheque preenchida no valor de R$ 4,5 mil.

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Em seguida o suspeito foi encaminhado até a Delegacia de Polícia, interrogado e autuado em fragrante delito. Após a confecção dos autos, o conduzido foi colocado à disposição da Justiça.
 

Fonte: PJC MT

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Facção usava empresas para esconder peças furtadas de caminhões, aponta investigação

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Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso desarticula, nesta quarta-feira (12), uma organização criminosa suspeita de furtar módulos eletrônicos de caminhões e alimentar um esquema de receptação e comércio clandestino de peças em Sinop.

Batizada de Operação Módulo Oculto, a ação cumpre 88 ordens judiciais, entre elas 13 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 11 milhões em contas bancárias, além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop aponta que o grupo atuava de forma organizada, identificando previamente caminhões estacionados em vias públicas e pátios de empresas para realizar os furtos.

Após a retirada dos módulos, os componentes eram encaminhados para receptadores e comerciantes. Segundo a Polícia Civil, empresas dos setores de mecânica e comércio de peças automotivas teriam sido utilizadas para receber, armazenar e revender os produtos.

Vítimas pagavam para recuperar peças furtadas

Um dos pontos identificados durante a investigação foi o chamado “resgate” dos módulos. Conforme as apurações, proprietários de oficinas atuavam como intermediários e cobravam das próprias vítimas para devolver as peças que haviam sido furtadas dos caminhões.

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Além da comercialização em Sinop, parte dos componentes era enviada para compradores de outros municípios e estados.

A investigação também apontou um mecanismo para ocultar o dinheiro obtido com os crimes. Os valores eram movimentados entre diferentes contas bancárias e, em alguns casos, passavam por empresas formalmente constituídas, dificultando a identificação da origem dos recursos.

Empresas são atingidas

As medidas judiciais alcançam pessoas físicas e jurídicas investigadas. Além do bloqueio financeiro e do sequestro de bens, a Justiça determinou a suspensão das atividades de quatro empresas e proibiu quatro investigados de exercer atividades empresariais.

A estratégia busca atingir diferentes etapas do esquema, desde os responsáveis pelos furtos até possíveis receptadores, comerciantes e pessoas envolvidas na movimentação e ocultação dos valores obtidos com os crimes.

Os presos e materiais apreendidos serão encaminhados à Derf-Sinop para os procedimentos legais. As provas coletadas serão analisadas e poderão integrar o inquérito policial.

Após os procedimentos, os presos ficarão à disposição da Justiça para audiência de custódia e demais atos processuais.

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Investigação mira toda a cadeia

A Polícia Civil afirma que a Operação Módulo Oculto não se concentra apenas nos autores dos furtos, mas busca atingir toda a estrutura responsável pela circulação e comercialização dos componentes.

O nome da operação faz referência aos módulos eletrônicos retirados dos caminhões e à suspeita de que a organização ocultava tanto a origem das peças quanto dos recursos obtidos com a atividade criminosa.

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