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Equipamentos agrícolas avaliados em R$ 2 milhões foram recuperados em Alto Boa Vista

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Tratores, maquinário, implementos e defensivos agrícolas, avaliados em aproximadamente R$ 2 milhões, foram recuperados pela Polícia Civil, na terça-feira (18.10), na zona rural do município de Alto Boa Vista, região nordeste do Estado.

A ação da Delegacia de Alto Boa Vista integrada com a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Confresa, resultou na prisão em flagrante de um homem de 39 anos por receptação.

As diligências iniciaram após informação de que 4 tratores de esteira, uma camionete Ford F400, cinco tambores com agrotóxicos tipos herbicidas e fungicidas e um maquinário de grade de disco, provenientes de roubos ocorridos em outros Estados, estavam em Alto Boa Vista.

Ainda conforme denúncia os veículos agrícolas estavam circulando com os sinais de identificação adulterados. Diante dos indícios foram feitas investigações, e os produtos localizados em uma propriedade rural na região. 

No local foi solicitada autorização para verificar todo maquinário, e após análise veicular da identificação e marcação, foram constatados vestígios de adulteração, além de apreendidos cinco tambores de agrotóxicos.

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Ao ser entrevistado, o indivíduo que estava na chácara indicou quem seria a pessoa responsável pelo maquinário. Em seguida os investigadores diligenciaram e abordaram o suposto dono, o qual confirmou os fatos.

Com base no flagrante, o suspeito foi conduzido até a Delegacia de Polícia de Alto Boa Vista, onde foi interrogado e autuado pelo crime de receptação.

Fonte: PJC MT

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Facção usava empresas para esconder peças furtadas de caminhões, aponta investigação

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Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso desarticula, nesta quarta-feira (12), uma organização criminosa suspeita de furtar módulos eletrônicos de caminhões e alimentar um esquema de receptação e comércio clandestino de peças em Sinop.

Batizada de Operação Módulo Oculto, a ação cumpre 88 ordens judiciais, entre elas 13 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 11 milhões em contas bancárias, além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop aponta que o grupo atuava de forma organizada, identificando previamente caminhões estacionados em vias públicas e pátios de empresas para realizar os furtos.

Após a retirada dos módulos, os componentes eram encaminhados para receptadores e comerciantes. Segundo a Polícia Civil, empresas dos setores de mecânica e comércio de peças automotivas teriam sido utilizadas para receber, armazenar e revender os produtos.

Vítimas pagavam para recuperar peças furtadas

Um dos pontos identificados durante a investigação foi o chamado “resgate” dos módulos. Conforme as apurações, proprietários de oficinas atuavam como intermediários e cobravam das próprias vítimas para devolver as peças que haviam sido furtadas dos caminhões.

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Além da comercialização em Sinop, parte dos componentes era enviada para compradores de outros municípios e estados.

A investigação também apontou um mecanismo para ocultar o dinheiro obtido com os crimes. Os valores eram movimentados entre diferentes contas bancárias e, em alguns casos, passavam por empresas formalmente constituídas, dificultando a identificação da origem dos recursos.

Empresas são atingidas

As medidas judiciais alcançam pessoas físicas e jurídicas investigadas. Além do bloqueio financeiro e do sequestro de bens, a Justiça determinou a suspensão das atividades de quatro empresas e proibiu quatro investigados de exercer atividades empresariais.

A estratégia busca atingir diferentes etapas do esquema, desde os responsáveis pelos furtos até possíveis receptadores, comerciantes e pessoas envolvidas na movimentação e ocultação dos valores obtidos com os crimes.

Os presos e materiais apreendidos serão encaminhados à Derf-Sinop para os procedimentos legais. As provas coletadas serão analisadas e poderão integrar o inquérito policial.

Após os procedimentos, os presos ficarão à disposição da Justiça para audiência de custódia e demais atos processuais.

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Investigação mira toda a cadeia

A Polícia Civil afirma que a Operação Módulo Oculto não se concentra apenas nos autores dos furtos, mas busca atingir toda a estrutura responsável pela circulação e comercialização dos componentes.

O nome da operação faz referência aos módulos eletrônicos retirados dos caminhões e à suspeita de que a organização ocultava tanto a origem das peças quanto dos recursos obtidos com a atividade criminosa.

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