Polícia

Criminosos envolvidos em homicídios a mando de facção são presos pela Polícia Civil em Sapezal

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Três criminosos, autores de dois homicídios ocorridos no final do mês de outubro, em Sapezal, na região noroeste do estado, foram presos pela Polícia Civil nesta semana. Os mandados de prisão temporária foram cumpridos pela equipe da delegacia do município entre quarta-feira e sábado.

Um dos criminosos, de 18 anos, foi localizado pela equipe de investigação em uma boate, em uma região conhecida como ‘Cinzeiro’, no início da manhã deste sábado (12.11).

Outro envolvido nos homicídios, de 34 anos, foi preso na quarta-feira, em uma via pública da cidade.

Já o terceiro investigado, de 29 anos, se apresentou na Delegacia de Sapezal, acompanhado por advogado, na quinta-feira, onde foi dado cumprimento ao mandado de prisão.

Crimes

Matias da Silva Trindade, de 23 anos, foi morto com disparos de arma de fogo e um jovem, de 22 anos, foi vítima de tentativa de homicídio.

No início da manhã do domingo do dia 30 de outubro, a equipe plantonista da Delegacia de Sapezal foi acionada pela Polícia Militar sobre uma pessoa em óbito, em uma lavoura no município, e outra pessoa estava próxima ao corpo da vítima, também ensanguentada e pedindo ajuda.

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Os policiais seguiram ao local indicado e o Samu atestou o óbito de Matias e encaminhou o outro jovem para atendimento, que apresentava graves lesões no rosto e na cabeça.

Durante a investigação, a Polícia Civil apurou que os suspeitos utilizaram o carro do jovem de 22 anos, um veículo Gol, para levar as vítimas onde ambos foram torturados antes de receber os disparos. O veículo foi depois abandonado em um bairro da cidade.

O delegado Heberth Hugo Montenegro explica que durante as diligências foi apurado que os crimes têm relação uma facção criminosa. “A vítima que foi a óbito foi cruelmente torturada antes de ser morta”.

Fonte: PJC MT

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Polícia

Facção usava empresas para esconder peças furtadas de caminhões, aponta investigação

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Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso desarticula, nesta quarta-feira (12), uma organização criminosa suspeita de furtar módulos eletrônicos de caminhões e alimentar um esquema de receptação e comércio clandestino de peças em Sinop.

Batizada de Operação Módulo Oculto, a ação cumpre 88 ordens judiciais, entre elas 13 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 11 milhões em contas bancárias, além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop aponta que o grupo atuava de forma organizada, identificando previamente caminhões estacionados em vias públicas e pátios de empresas para realizar os furtos.

Após a retirada dos módulos, os componentes eram encaminhados para receptadores e comerciantes. Segundo a Polícia Civil, empresas dos setores de mecânica e comércio de peças automotivas teriam sido utilizadas para receber, armazenar e revender os produtos.

Vítimas pagavam para recuperar peças furtadas

Um dos pontos identificados durante a investigação foi o chamado “resgate” dos módulos. Conforme as apurações, proprietários de oficinas atuavam como intermediários e cobravam das próprias vítimas para devolver as peças que haviam sido furtadas dos caminhões.

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Além da comercialização em Sinop, parte dos componentes era enviada para compradores de outros municípios e estados.

A investigação também apontou um mecanismo para ocultar o dinheiro obtido com os crimes. Os valores eram movimentados entre diferentes contas bancárias e, em alguns casos, passavam por empresas formalmente constituídas, dificultando a identificação da origem dos recursos.

Empresas são atingidas

As medidas judiciais alcançam pessoas físicas e jurídicas investigadas. Além do bloqueio financeiro e do sequestro de bens, a Justiça determinou a suspensão das atividades de quatro empresas e proibiu quatro investigados de exercer atividades empresariais.

A estratégia busca atingir diferentes etapas do esquema, desde os responsáveis pelos furtos até possíveis receptadores, comerciantes e pessoas envolvidas na movimentação e ocultação dos valores obtidos com os crimes.

Os presos e materiais apreendidos serão encaminhados à Derf-Sinop para os procedimentos legais. As provas coletadas serão analisadas e poderão integrar o inquérito policial.

Após os procedimentos, os presos ficarão à disposição da Justiça para audiência de custódia e demais atos processuais.

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Investigação mira toda a cadeia

A Polícia Civil afirma que a Operação Módulo Oculto não se concentra apenas nos autores dos furtos, mas busca atingir toda a estrutura responsável pela circulação e comercialização dos componentes.

O nome da operação faz referência aos módulos eletrônicos retirados dos caminhões e à suspeita de que a organização ocultava tanto a origem das peças quanto dos recursos obtidos com a atividade criminosa.

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