A VASSOURADA

Mãe e madrasta são presas por agressões e maus-tratos contra crianças

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Policiais militares do 11º Batalhão prenderam, na terça-feira (4), duas mulheres suspeitas de maus-tratos e abandono de incapaz contra duas crianças, de 7 e 9 anos, em Sinop, a 500 km de Cuiabá. As suspeitas são a mãe e a madrasta das vítimas.

 

De acordo com o boletim de ocorrência, as crianças sofriam agressões constantes, eram deixadas sozinhas sem comida e chegaram a ter as mãos queimadas pela madrasta.

 

A Polícia Militar foi acionada pelo Conselho Tutelar e encontrou as vítimas na residência com medo e diversos hematomas pelo corpo.

 

Segundo relato das crianças, elas eram agredidas com socos, tapas e golpes de cabo de vassoura, além de sofrerem ameaças frequentes.

 

As vítimas contaram ainda que a mãe nunca intervia nas agressões e permitia que a madrasta cometesse os maus-tratos.

 

Diante da gravidade da situação, as duas mulheres foram encaminhadas à delegacia, onde devem responder pelos crimes de maus-tratos e abandono de incapaz.

 

Denúncias

 

A população pode denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes anonimamente por meio do telefone 190 ou do disque-denúncia 0800.065.3939.

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Polícia

Ouro extraído ilegalmente movimentou R$ 20,5 milhões e era inserido no mercado formal, aponta investigação

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Uma investigação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal revelou uma estrutura financeira que teria movimentado cerca de R$ 20,5 milhões para sustentar atividades relacionadas à extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O esquema é alvo da Operação Solo Sagrado, deflagrada nesta terça-feira (18).

A ofensiva busca atingir não apenas os responsáveis pela exploração mineral irregular, mas também a estrutura que permitia financiar o garimpo, transportar equipamentos, movimentar os recursos e inserir o ouro no mercado formal com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo as apurações, um dos núcleos financeiros identificados movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025. Os investigadores também encontraram mais de R$ 3,5 milhões em transações envolvendo instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

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A investigação aponta que o grupo utilizava empresas e cooperativas para dificultar a identificação da origem do ouro. O minério seria adquirido de produtores ou intermediários ligados ao garimpo e, posteriormente, passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial até chegar a estruturas formalmente constituídas no setor mineral.

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

A operação também revelou a existência de uma estrutura logística necessária para manter as áreas de exploração em funcionamento. Segundo os investigadores, o esquema envolvia escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

A atuação integrada entre PF, MPF e Receita permitiu cruzar informações bancárias, fiscais, patrimoniais, policiais e telemáticas. A estratégia busca identificar todos os integrantes da cadeia, desde os responsáveis pelo financiamento e suporte ao garimpo até aqueles envolvidos na circulação e comercialização do minério.

Além de interromper o fluxo financeiro, a Operação Solo Sagrado pretende recuperar recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes da exploração ilegal de ouro e ampliar a identificação de outros possíveis envolvidos.

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Até o momento, os investigados são alvos de apuração e as suspeitas ainda deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

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