POLÍTICA NACIONAL
Autismo: debate reforça defesa de políticas públicas mais efetivas
Publicado em
2 de abril de 2025por
Da Redação
No Dia Nacional de Conscientização sobre o Autismo, celebrado nesta quarta-feira (2), especialistas, parlamentares, mães e representantes de instituições se uniram em defesa de mais respeito e efetividade nas políticas públicas voltadas a pessoas com o transtorno do espectro autista (TEA). Durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH), eles destacaram avanços na legislação, mas reforçaram a necessidade de novas medidas, como a aprovação da Política Nacional do Cuidado e a ampliação dos Centros de Referência para pessoas autistas no país.
A audiência pública faz parte do ciclo de debates sobre os direitos das pessoas com deficiência e doenças raras, requerido pela presidente da comissão, senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Para ela, o tema precisa estar na agenda de prioridades do país não apenas por meio de debates em datas especiais, mas precisa ser permanente, refletindo-se em ações efetivas que possibilitem mais inclusão e respeito com essas pessoas.
— A pauta tem que estar na mesa o tempo todo, tem que ser prioritária no Brasil. Ou o Brasil para e discute a pauta do autismo com seriedade, ou o Brasil para e discute a pauta com seriedade. Não tem opção B.
Apesar de reconhecer alguns avanços na legislação — como a Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, e a Lei Brasileira de Inclusão, que reconhece os autistas como pessoas com deficiência (PCDs) —, o secretário nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Antonio José Ferreira, lembrou que é preciso mais união de todos os Poderes, em todas as esferas de governo, para que as normas e ações estabelecidas possam chegar a quem precisa.
— O governo e a sociedade precisam compreender mais as especificidades das pessoas com autismo. A relevância das famílias, dos seus pais. A família da pessoa com autismo é totalmente envolvida nesse processo. É necessário construirmos consensos para que o próprio governo possa se organizar para atender. Não podemos continuar com muitos interlocutores com pensamentos distintos acerca de tratamentos, atendimentos e acolhimento da pessoa com autismo no nosso país.
Centros de referência
Mãe de Enzo, de 21 anos, e ativista da pauta do autismo, Márcia Maria Arruda Bueno César compartilhou os desafios enfrentados pelas famílias de pessoas com o transtorno. Para ela, a conscientização, o compartilhamento de informações, o funcionamento de centros de referência nos municípios e o acolhimento das famílias através de uma rede ou de instituições são fundamentais para o enfrentamento das barreiras.
Márcia defendeu, principalmente, a atenção ao diagnóstico precoce e a assistência às mães “atípicas” (que cuidam de filhos com deficiências ou doenças raras e que, segundo ela, são em sua grande maioria mães “solo”).
— Eu vejo às vezes mães com criança com 4 anos que ainda não fala, que ainda não tem diagnóstico, ou ainda não correram atrás. A gente precisa que isso seja feito na primeira infância. A gente precisa de laudos que sejam mais assertivos para que tenha estimulação precoce, mais centros de especialização em estimulação precoce. Que esses laudos cheguem antes, que essas mães sejam treinadas, para que a gente não faça só o papel de mãe, mas também de mãe terapeuta.
Política Nacional do Cuidado
A senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) reafirmou o compromisso para avançar na efetividade das políticas públicas, especialmente em relação à assistência financeira e psicológica para as famílias que, conforme ela, muitas vezes precisam abandonar seus empregos para cuidar dos filhos em tempo integral. Mara apresentou uma proposta para garantir esse apoio, por meio da instituição de uma Política Nacional do Cuidado (PL 2.797/2022).
— Essas mães e pais ainda têm pavor de morrer e deixar seus filhos sem nenhum cuidado ou tipo de apoio. Esse foi um medo que eu presenciei muito. A maioria das pessoas com deficiência que necessitam de cuidado permanente para a vida diária recebem cuidados de um familiar que precisa sacrificar a vida profissional. E aí a renda da família diminui, mas as despesas aumentam. Por isso a gente construiu uma proposta de Política Nacional de Cuidado bastante ampla e que possa oferecer apoio real às famílias.
Luciana Medina de Souza, que é mãe atípica de Bernardo Martínez, concordou com a senadora Mara Gabrilli e afirmou que 80% das mães de autistas cuidam dos filhos sozinhas.
— Nós não podemos romantizar o autismo. É cansativo, é angustiante, dá trabalho; não posso deixar de falar que a gente precisa de apoio como mãe.
Bernardo Martínez confirmou o relato desafiador da mãe. Disse que ficou até os 6 anos sem falar e teve um diagnóstico tardio em razão do desconhecimento sobre a deficiência na época. No entanto, relatou que foi a partir do diagnóstico, da dedicação integral da mãe e das terapias que passou a ter progressos nas etapas de desenvolvimento. Hoje ele cursa bacharelado em Ciências Biológicas na Universidade de Brasília (UNB) e credita o seu desempenho ao amor e cuidado da mãe.
— Ela teve muito empenho, precisou ter muita força, precisou ter muita confiança em Deus, porque até os meus 6 anos de idade eu não mostrei melhoras. Eu era não verbal, eu me isolava muito, tinha muitos sintomas preocupantes, e ela ainda assim se empenhou em mim.
Como resposta, Damares informou que a CDH vai priorizar a votação do projeto.
— A gente tem que dar prioridade ao projeto de lei. Esse é o encaminhamento desta comissão. A mãe que cuida, o pai que cuida, que interrompe a vida para cuidar. E quando a pessoa, a criança que ele está cuidando parte, no outro dia de manhã já não tem mais direito ao BPC [Benefício de Prestação Continuada]. Então o que fazer? Então vem aí a Política do Cuidado.
Orçamento
Na avaliação dos participantes, um dos maiores desafios para que as políticas públicas sejam efetivadas é o baixo orçamento direcionado à área.
Segundo Antonio José Ferreira, o orçamento previsto para a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, é de R$ 26 milhões. Ele disse que a rede de cuidados e atenção à deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com os Centros Especializados em Reabilitação, tiveram reajuste dos valores dos procedimentos realizados em 35% em 2024, após mais de 12 anos sem esse incremento. Além disso, mais de 1 milhão de professores passaram por capacitação para que possam atuar nas unidades públicas.
Para a subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Estado de Saúde do DF, Fernanda Figueiredo Falcomer, o SUS tem uma participação fundamental nessa política, para se efetivar toda a linha de cuidado e proteção das pessoas com deficiência, do atendimento primário à assistência de reabilitação.
— As políticas públicas não vão conseguir, sozinhas, avançar e garantir esse acesso. Essa é uma pauta de todos nós. E quando a gente fala de saúde mental, não é só falar do tratamento, é falar de todas as outras condições envolvidas no bem-estar mental (…) Nosso objetivo é conseguir garantir o acesso a serviços que possam oferecer todos os cuidados necessários, desde o diagnóstico, o tratamento e todas as etapas para conseguir atender todas as necessidades das crianças e dando todo o suporte que as famílias precisam.
Observatório
Além das legislações existentes, o presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), Edilson Barbosa, sugeriu uma ideia de projeto de lei para a criação de um observatório dos direitos dos autistas. O observatório teria a função de fiscalizar o cumprimento das políticas públicas pelos estados e municípios.
Ele também pediu a divulgação, pelo IBGE, dos números sobre as pessoas com autismo no Brasil.
— A gente precisa ter esse observatório para dizer qual município, qual estado, que estão no ranking e que estão implementando realmente esses direitos, ou por que não estão implementando.
Além do discurso
Além de um dia de celebração e reconhecimento de alguns avanços, a data é especial também para trazer alguns alertas, como a necessidade de capacitação dos profissionais de educação, para o suporte aos alunos na escola, disse o deputado distrital Eduardo Pedrosa. Ele preside a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos e de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down na Câmara Legislativa do DF.
— Que não fique só no discurso bonito, que não fique só numa lei que está no papel. Que fique em ações práticas que realmente cheguem às pessoas, que atinjam quem precisa de cuidado. O que nós não queremos ver mais é, no Dia Mundial do Autismo, todo mundo falando muito bonito, e que amanhã tenha matéria na capa do jornal falando de algum problema dentro da escola que está acontecendo com uma criança com autismo, a mãe insegura em relação aos seus filhos. Isso a gente não quer ver mais.
O deputado ainda anunciou o compromisso feito pelo governador de Brasília, Ibaneis Rocha, para a criação e funcionamento do Centro de Referência para Autistas no Distrito Federal. Segundo o deputado, o centro estará em funcionamento em até 60 dias.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) manifestou o desejo que essa luta e conscientização possa estar cada vez presente nos municípios, contando com a participação das assembleias legislativas e das câmaras municipais. Para ele, essa não é uma pauta ideológica ou partidária, mas uma “defesa pelos direitos humanos”.
— Que esse dia não seja só um dia, que ela [essa luta] esteja nos nossos 365 dias.
A senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) reforçou o compromisso pela causa das pessoas com autismo e dos familiares que se dedicam a elas em tempo integral. Ivete pediu que as legislações existentes, como a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, sejam efetivamente implementadas. A senadora é autora de um projeto que estabelece validade indeterminada ao laudo de diagnóstico que identifica o transtorno do espectro autista (PL 2.352/2022).
— Cada pessoa com autismo possui uma maneira única de perceber e interagir com o mundo. Como sociedade, temos o dever de proporcionar um ambiente que respeite e valorize essas singularidades, promovendo a verdadeira inclusão social.
Luta permanente
Berenice Piana, que inspirou a lei que institui a Política Nacional dos Direitos da Pessoa com TEA, participou do debate por vídeo, em que ressaltou que ainda é preciso construir muito mais pela garantia de atendimento integral e apoio aos autistas e familiares. Ela também destacou o papel da CDH na aprovação da lei e na defesa dos direitos das pessoas com necessidades especiais.
— Tudo começou na Comissão de Direitos Humanos. Foi o primeiro lugar onde dei entrada com o processo que hoje é a Lei do Autista — relatou, agradecendo e pedindo às senadoras e aos senadores que “não desistam” da causa.
Também estiveram presentes na audiência representantes de diversas instituições que trabalham em defesa dos direitos das pessoas com autismo. A sala da comissão ainda exibiu em suas dependências uma exposição de obras de artistas com TEA, de mães atípicas e de pesquisadores, como o pintor Rafael e o escritor Oswaldo Freire da Fonseca Júnior, que é autor do livro O Desafiante Mundo do Autista.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Senado avalia MP sobre piso do frete e anistia por bloqueio de estradas
Published
2 dias agoon
19 de junho de 2026By
Da Redação
Chega ao Senado nos próximos dias a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que reforça os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário e institui um piso salarial nacional para motoristas de longa distância.
O texto também anistia caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias após as eleições de 2022. O perdão das multas, que não constava na medida editada pelo governo federal, foi incluído pela comissão mista que analisou a MP.
A matéria foi aprovada pelo Plenário da Câmara na quarta-feira (17) e, por causa das alterações, chega ao Senado na forma de projeto de lei de conversão (PLV 6/2026). O texto precisa ser votado pelos senadores até 16 de julho para ser convertido em lei e não perder a validade.
Entre as mudanças feitas pelo relator na comissão mista, deputado Zé Trovão (PL-SC), está a anistia para motoristas, transportadores de cargas e pessoas físicas e jurídicas que tenham participado de bloqueios de rodovias em 2022, após a derrota do então presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro.
Outra anistia converte em advertência as infrações administrativas relacionadas ao descumprimento das regras do frete mínimo cometidas até a publicação da futura lei, incluindo casos de pagamento abaixo dos valores previstos na Lei 13.703, de 2018. A medida vale para processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas ainda não quitadas.
A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. O projeto também preserva o direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei. Já os valores de multas pagas antes da publicação da futura lei não serão devolvidos.
Além das anistias, a proposta reúne uma série de mudanças para o transporte rodoviário de cargas, como criação de piso salarial nacional, alterações nas regras de fiscalização do setor e novas exigências para transportadores.
Piso e renovação da frota
A proposta cria piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas empregados no transporte rodoviário de cargas em operações de longa distância. A regra vale para os trabalhadores que permanecem fora da base da empresa ou de sua residência por mais de 24 horas.
O texto também amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas). Entre as iniciativas que poderão receber apoio, estão a renovação de caminhões e implementos rodoviários, a capacitação de motoristas, a adoção de novas tecnologias e projetos voltados à saúde e à segurança dos profissionais do setor.
Outra medida cria a Política Nacional Permanente de Renovação da Frota de Veículos de Transporte Rodoviário de Cargas. Transportadores autônomos e cooperativas terão prioridade no acesso a financiamentos e incentivos previstos pelo programa.
Frete mínimo
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte, com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas; e de carga a granel pressurizada, categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado.
A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.
Penalidades
Empresas que pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso temporariamente. A medida poderá ser aplicada nos casos de descumprimento reiterado, com mais de quatro infrações em seis meses.
O texto também aumenta as penalidades para reincidentes. As multas poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão, com possibilidade de aplicação em dobro em caso de nova reincidência.
Nos casos mais graves, o registro da empresa no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses. A extensão da penalidade a empresas do mesmo grupo econômico dependerá da comprovação de fraude ou outras irregularidades em processo administrativo.
A MP ainda reforça a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete, com adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos.
Contribuição previdenciária
O projeto de lei de conversão permite que o transportador autônomo recolha diretamente sua contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize essa opção perante o governo federal. Após a adesão ao novo modelo, a responsabilidade pelo recolhimento passa a ser do próprio profissional. As demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes permanecem inalteradas.
Para manter a autorização, o transportador deverá comprovar regularidade previdenciária na renovação do registro. A opção também poderá ser cancelada a pedido do próprio caminhoneiro.
Registro dos transportadores
O texto estabelece a revalidação anual do RNTRC, conforme regulamentação da ANTT. A inscrição, a atualização e a manutenção do cadastro poderão ser realizadas gratuitamente por plataforma digital do governo federal. A proposta autoriza ainda acordos de cooperação entre a ANTT e entidades do setor para auxiliar no atendimento aos transportadores.
O projeto reforça a obrigatoriedade do piso mínimo na contratação de transportadores autônomos, prevê regras específicas para operações com contêineres e amplia a fiscalização sobre empresas que administram bancos de dados de motoristas.
Fiscalização e trânsito
O projeto altera as regras de fiscalização do excesso de peso para veículos com peso bruto total regulamentar de até 74 toneladas. O limite para aplicação da exceção ao método padrão de aferição do Contran passa de 50 para 74 toneladas.
Nesses casos, a fiscalização verificará inicialmente apenas o peso bruto total do veículo. O peso por eixo só será aferido quando o peso total ultrapassar a tolerância de 5% ou em outras situações definidas pelo Contran. A tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do limite regulamentar.
Segundo a legislação, a medição do peso por eixo busca proteger a infraestrutura rodoviária, aumentar a segurança no trânsito e evitar danos aos veículos e ao pavimento causados pela distribuição inadequada da carga. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo e autoriza o uso dos dados do tacógrafo para comprovar infrações por excesso de velocidade.
Excesso de peso
O texto converte em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a data de publicação da futura lei. A medida alcança processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas já aplicadas, mas que permaneçam sem pagamento. Nesses casos, as sanções deixam de produzir efeitos financeiros.
Assim como ocorre com as infrações relativas ao piso mínimo do frete, as multas e autuações por excesso de peso por eixo serão convertidas em advertência. O projeto estabelece que valores já pagos não serão devolvidos, não havendo direito à restituição ou compensação.
Transição das novas regras
A MP mantém em funcionamento os sistemas, registros e autorizações atuais até que sejam concluídas as regulamentações e adaptações tecnológicas necessárias. O Poder Executivo e os órgãos responsáveis terão até 180 dias para regulamentar a futura lei. Novas exigências que dependam de regulamentação só poderão ser cobradas após a publicação das normas correspondentes.
Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações. Contratos em vigor poderão ser ajustados em até 90 dias.
Durante o período de transição, a fiscalização deverá priorizar orientação e regularização. As novas penalidades poderão ser aplicadas somente a fatos ocorridos após a regulamentação das medidas.
Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly
Com Agência Câmara
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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