Mato Grosso

Visitantes são flagradas tentando entrar com entorpecentes em unidades prisionais do Estado

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Nove visitantes foram flagradas, neste último fim de semana, tentando entrar em unidades prisionais de Mato Grosso, levando substâncias entorpecentes e outros produtos de uso proibido nos estabelecimentos penais.

Na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, em Sinop, cinco visitantes foram flagradas durante revista eletrônica no escâner corporal, tentando levar fumo e drogas para seus familiares detidos na unidade prisional.

Uma das visitantes, após ser flagrada com seis porções de entorpecente, informou espontaneamente aos policiais que veio de outra cidade para a visita e seu parceiro a aguardava em um veículo na área externa da penitenciária. A equipe plantonista fez a abordagem e nas buscas, realizadas com apoio do Núcleo de Operações com Cães, foi encontrada uma porção de cocaína sob o câmbio do veículo. Todos os envolvidos e o material apreendido foram encaminhados ao plantão da Delegacia da Polícia Civil de Sinop.

Em Rondonópolis

A direção da Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis, intensificou as rondas nos perímetros interno e externo durante o período de visitas à unidade, o que resultou no flagrante de três visitantes com materiais ilícitos e um drone abatido.

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Durante os procedimentos de revista conduzidos pela equipe Alfa, policiais penais femininas flagraram três mulheres tentando entrar com porções de drogas na região íntima. Os invólucros foram apontados nas imagens do escâner corporal e as mulheres encaminhadas ao plantão da Polícia Civil.

Já o aparelho aéreo não-tripulado foi abatido durante rondas no perímetro interno da unidade.

“Conforme prevista na Lei de Execução Penal, a visita ao preso tem como finalidade a ressocialização. No entanto, esse direito não pode ser desvirtuado para a prática de atos ilícitos, como o tráfico de drogas”, salientou o diretor da penitenciária de Rondonópolis, Ailton Ferreira.

Todos os visitantes detidos com materiais ilícitos tiveram a carteira suspensa.

Em Cuiabá

Na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, policiais penais frustraram a entrada de oito celulares na carceragem. Os aparelhos estavam em um pacote que foi, possivelmente, lançado por drone, e caiu próximos ao um dos raios da unidade. Entre os aparelhos havia um IPhone 17, modelo recém-lançado pela fabricante.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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