Mato Grosso

Setasc realiza 3º Encontro da Comissão Intergestores Bipartite de Assistência Social

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), realizou nesta quarta-feira (30.7), o III Encontro da Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Assistência Social (CIB/SUAS), em Cuiabá.

O evento tem como objetivo debater sobre políticas públicas já existentes, vivências nos municípios, e implementação de novas políticas para o enriquecimento do trabalho da assistência social entre municípios e Estado, fortalecendo todo um trabalho baseado no Sistema Único de Assistência Social em Mato Grosso.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou a importância do encontro como um espaço estratégico de pactuação entre Estado e municípios.


Klebson Gomes – Foto Por: Junior Silgueiro

“Aqui, discutimos os rumos da política de assistência social em Mato Grosso com foco no fortalecimento do SUAS, sempre buscando aprimorar os serviços, programas e benefícios ofertados à população. Nosso compromisso é trabalhar de forma integrada, respeitando as especificidades de cada território, para garantir que os direitos sociais cheguem a quem mais precisa”, afirmou o secretário.

Cristina Saito, secretária de Assistência Social de Várzea Grande, destaca a importância dos encontros da CIB/SUAS para o município.

Cristina Saito – Foto Por: Junior Silgueiro

“Participar das reuniões ordinárias da CIB é fundamental para as equipes técnicas, porque é onde conseguimos pactuar resoluções, trazer nossos anseios e dificuldades enquanto município, além de apresentar para todos os representantes do estado, as nossas vivências, e a partir disso realizar trocas que vão nos apoiar enquanto gestão municipal, isso vai ser traduzido em ações concretas da assistência social para a sociedade civil”, explicou Saito.

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Durante os encontros da CIB/SUAS, os gestores municipais da assistência social incrementam ações em conjunto para fortalecer as políticas públicas existentes, além de debater novas políticas públicas, baseadas nas ações referentes ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Os municípios participantes são divididos de acordo com o tamanho da cidade (pequeno, médio, grande e capital) e sua localização regional. Os representantes são indicados pelo Colegiado Estadual dos Gestores Municipais de Assistência Social (Coegemas-MT).

De acordo com a secretária de Assistência Social do de Juara, Cristina Mota, o encontro é um meio importante de trocar experiências vividas nos municípios, garantindo assim, a absorção de conhecimento e produção de um trabalho ainda mais eficiente, especialmente aos municípios de portes menores.


Cristina Mota – Foto Por: Junior Silgueiro

“É uma reunião importante para os municípios, para receber informações que o Estado tem para nos oferecer, dividir e aprimorar conhecimentos. Para o município de Juara, que fica a 800km da Capital, a CIB é imprescindível para aprimorar e nos atualizarmos sobre os trabalhos da assistência social em nossa região”, acrescentou a secretária.

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As reuniões ordinárias da CIB/SUAS são realizadas com enfoque em abordar políticas e questões importantes sobre as políticas socioassistenciais dos municípios em todo o Estado.

Os encontros não substituem os conselhos nem o papel do gestor municipal, mas ajudam a definir regras e procedimentos para melhorar os serviços sociais oferecidos à população. As reuniões são abertas ao público e acontecem de acordo com o calendário definido no início de cada ano.

Para o secretário de Assistência Social de Juína, Valteir Barreto Mariano, a CIB/SUAS é benéfica e eficaz para a manutenção do trabalho na área da assistência social e para o seu retorno à população.

“Sempre estamos presentes nas reuniões da CIB, porque sabemos que é onde as questões são esclarecidas e as resoluções decididas, os quais, trazem benefícios para os municípios e suas populações. É um espaço enriquecedor onde são trazidos os anseios e problemas dos municípios, para melhorarmos as políticas em relação ao sistema único de assistência social e assim, levar melhor atendimento a ser oferecido à população”, concluiu.

Com supervisão de Layse Ávila*

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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