Mato Grosso

Secretarias de Saúde e Segurança Pública firmam parceria para agilizar atendimentos pré-hospitalares em MT

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As Secretarias de Estado de Saúde e de Segurança Pública assinaram, na manhã desta terça-feira (24.6), um Termo de Cooperação para a implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar em Mato Grosso. A parceria vai ofertar um serviço mais rápido, completo e eficiente à população.

“Nós temos absoluta convicção de que essa nova modalidade de serviço, que começa a migração nos próximos dias, vai trazer uma melhora substancial de rapidez, de eficiência, além das tecnologias que nós estaremos incorporando”, afirmou o governador Mauro Mendes, durante a formatura de 102 bombeiros temporários no curso de Atendimento Pré-Hospitalar, no Palácio Paiaguás.

Com a cooperação entre instituições, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passa a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) de Mato Grosso.

Dentre os objetivos da implementação, estão: ampliar a cobertura de atendimento e regulação na Baixada Cuiabana; diminuir o tempo-resposta às chamadas; qualificar o atendimento pré-hospitalar por meio da integração das forças de atendimento (Samu, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e etc); otimizar os recursos públicos e ofertar um serviço pré-hospitalar digital.

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“Essa iniciativa de cooperação coloca o cidadão no centro, como foco principal. A gente sai de 14 para 23 municípios no atendimento do Samu. Logo mais, adicionaremos mais 10 municípios a essa cobertura. A nossa meta é reduzir em 50% o tempo de resposta do atendimento aos pacientes que precisam dessa assistência”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Já o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, destacou que o Ciosp pode colaborar para o aprimoramento do atendimento pré-hospitalar.

“Nós temos muita tecnologia envolvida nesse atendimento [do Ciosp], com rádio digital, e o médico dentro dessa sala vai poder falar para qualquer local do estado de Mato Grosso, podendo dar assistência para os nossos bombeiros e otimizar o atendimento, melhorar a qualidade desse atendimento. No final do dia, o que importa é o cidadão ser bem atendido, pelo Bombeiro, pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, pela Politec”, declarou.

A transição iniciará em 25 de junho, mas a ativação da nova estrutura no Ciosp só ocorrerá a partir de 7 de julho. A mudança não afetará os atendimentos, que continuarão sendo prestados pelo número 192.

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Também compuseram o dispositivo o deputado estadual Paulo Araújo; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Glêdson Bezerra; a delegada geral da Polícia Civil, Daniela Maidel; e o diretor-geral da Politec, Jayme Trevisan.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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