Mato Grosso

Rede Estadual terá Laboratório de Letramento para fortalecer alfabetização nos Anos Finais

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vai ampliar, em 2026, as ações do Plano Estadual de Recomposição da Aprendizagem e inicia ainda neste ano a implantação do Laboratório de Letramento Linguístico e Matemático (Lablet). A iniciativa deve alcançar 135 escolas da rede estadual ao longo do ano.

O projeto tem como objetivo reduzir a defasagem educacional, assegurar o direito à alfabetização, elevar os indicadores de aprendizagem e promover equidade e permanência escolar, conforme diretrizes da Secretaria de Estado de Educação.

Voltado a estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), o LabLet funciona como um espaço pedagógico transitório para alfabetização e fortalecimento do letramento em Língua Portuguesa e Matemática.

As atividades são desenvolvidas em espaço pedagógico específico, que estimulam o uso de metodologias ativas, recursos concretos e tecnologias educacionais, favorecendo uma aprendizagem mais significativa.

De acordo com a Secretaria de Educação, o funcionamento do Laboratório é fundamentado em evidências científicas sobre os processos de aprendizagem, com destaque para a aplicação de diferentes metodologias, adaptado à faixa etária dos estudantes.

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A seleção dos alunos vai ocorrer a partir de avaliações diagnósticas, que consideram resultados de avaliações internas e externas da rede, níveis de proficiência e observações pedagógicas feitas pelo professor regente.

Com base nesse diagnóstico, reforça a pasta, os estudantes serão organizados por níveis de aprendizagem, permitindo intervenções pedagógicas mais precisas e eficazes.

O trabalho desenvolvido no LabLet complementa a trajetória formativa dos estudantes, abrangendo desde a consciência fonológica e o domínio do sistema de escrita alfabética até a leitura orientada de palavras, frases e textos curtos, a produção escrita progressiva e a consolidação das operações matemáticas básicas.

A iniciativa está alinhada as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), do Currículo de Referência de Mato Grosso e do Plano Estadual de Recomposição da Aprendizagem.

“Com o Laboratório de Letramentos, estamos dando um passo decisivo para garantir que nenhum estudante fique para trás. O LabLet foi pensado para enfrentar, de forma direta e baseada em evidências científicas, as defasagens acumuladas na aprendizagem”, afirma o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.

Ele destaca que o projeto fortalece a recomposição da aprendizagem ao oferecer intervenções pedagógicas mais precisas, com metodologias ativas, acompanhamento contínuo e foco nas reais necessidades dos estudantes.

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“É uma política pública estruturante, que promove equidade, permanência escolar e melhora os indicadores da rede estadual, reafirmando o compromisso da Seduc com uma educação pública de qualidade”, completa Alan Porto.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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