A Polícia Militar de Mato Grosso recuperou uma caminhonete furtada e prendeu três homens, nesta terça-feira (4.2), suspeitos por tráfico de drogas, no município de General Carneiro (a 446 km de Cuiabá).
Na ação, foram apreendidos três porções de maconha, pasta base de cocaína, dois celulares e R$ 159 em espécie.
Durante patrulhamento tático em decorrência da Operação Tolerância Zero, as equipes flagraram os homens no veículo em atitude suspeita. O condutor do carro saiu em alta velocidade – o que deu início a uma perseguição policial.
Na fuga, o motorista acelerou bruscamente na direção de um policial, que precisou se esquivar. O militar efetuou um disparo contra o pneu para conter a ação criminosa. O condutor do carro seguiu com o veículo e, depois, desobedeceu às ordens de parada e quase colidiu com outro automóvel, em um posto de combustível, o que permitiu eles serem abordados em seguida.
O trio relatou que havia consumido drogas desde a madrugada de segunda-feira (3). A caminhonete teria sido obtida em troca de entorpecentes, sem informar a origem ilícita do veículo.
Durante a abordagem, um dos suspeitos sofreu uma parada cardiorrespiratória devido ao consumo excessivo de drogas. Ele foi socorrido pelos policiais e encaminhado ao hospital para atendimento médico. Os demais foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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