Mato Grosso

Operação da PM que reforçará policiamento durante o período de Carnaval começa neste fim de semana

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A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, na tarde desta sexta-feira (21.2), a Operação Tolerância Zero – Edição Carnaval 2025, com reforço de 1.200 militares em 13 municípios do Estado. A solenidade ocorreu na Praça Sarita Baracat, na Avenida Couto Magalhães, região central de Várzea Grande.

O subchefe do Estado Maior, coronel José Nildo, destacou que o efetivo estará empregado no patrulhamento tático, ostensivo e repressivo para garantir a segurança dos foliões durante as festividades que já se iniciam a partir deste fim de semana em diversas cidades do Estado.

“Estamos lançando a Operação Tolerância Zero edição Carnaval, onde atuaremos em vários pontos de carnavais com reforço do policiamento. A partir deste fim de semana tem o pré-Carnaval com desfile dos blocos aqui da Baixada Cuiabana, na Arena Pantanal. A Polícia Militar estará atuando com o policiamento voltado, principalmente, para essa atividade, não descuidando, logicamente, dos serviços diários, das operações regulares que já ocorrem”, destacou o coronel José Nildo.

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O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Claudio Fernando Tinoco, ressaltou a importância do reforço do policiamento devido ao grande número de aglomeração de pessoas, e que essa operação só foi possível a partir dos importantes investimentos aplicados na Segurança Pública por parte do Governo do Estado nos últimos anos.

“O Carnaval é uma festa que ocorre praticamente em todo país e a Polícia Militar, dentro das suas atribuições, irá garantir a segurança do público no nosso Estado, em especial na Baixada. Temos um importante número de militares nas ruas, de diversas unidades especializadas empregadas, uma frota renovada e equipamentos de ponta, que garantirão melhor desempenho do policial militar nas ruas”, reforçou coronel Fernando.

Reforço do policiamento ocorrerá em Cuiabá, Chapada Dos Guimarães, Guiratinga, Barra Do Garças, Acorizal, Cotriguaçu e Lucas do Rio Verde. Além de, Santa Terezinha, Canabrava Do Norte, Poconé, Santo Antônio Do Leverger, Barão De Melgaço e Nossa Senhora do Livramento.

Além do efetivo policial dos batalhões de área, equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Policiamento Montado (Cavalaria) e Proteção Ambiental (BPMPA), reforçarão os efetivos de rua, bem como as companhias de Força Tática, Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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