Mato Grosso

MT Hemocentro promove conscientização sobre doação de medula óssea

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio do MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, realiza o IX Encontro de Conscientização sobre a Doação de Medula Óssea, o IV Encontro da Hemorrede Pública do Estado de Mato Grosso e o IV Encontro Hematológico e Hemoterápico Mato-Grossense no auditório do Conselho Regional de Medicina, de quarta a sexta-feira (28 a 30.5), das 8h às 17h.

O evento reúne profissionais da saúde, especialistas, gestores de todo o Estado e acadêmicos com o objetivo de promover a integração dos serviços hemoterápicos que integram a Hemorrede Pública do Estado de Mato Grosso, além da troca de conhecimentos e do alinhamento de estratégias para o desenvolvimento contínuo da assistência em saúde.

“Queremos fortalecer a doação de medula óssea e aprimorar as práticas hemoterápicas em Mato Grosso. Para isso, contamos com especialistas e com a presença das Unidades Hemoterápicas da Hemorrede para o compartilhamento de experiências na área hematológica”, explicou a secretária adjunta de Unidades Especializadas da SES, Patrícia Neves.

Segundo o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, esta é uma oportunidade ímpar para dialogar sobre os avanços, desafios e inovações que envolvem o cuidado ao paciente hematológico e as ações voltadas à segurança transfusional e à ampliação do cadastro de doadores voluntários de medula óssea.

“Vamos discutir Saúde Pública e trazer a vivência das pessoas, o que essas unidades passam e quais são os mecanismos que nós podemos trabalhar para melhorar a saúde do nosso Estado”, afirmou.

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O diretor também destacou a importância de conscientizar a população para que faça o cadastro no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

“Hoje nós convidamos as pessoas para fazer uma visita ao MT Hemocentro para conhecer nosso espaço. Além de falarmos sobre a questão da medula óssea, nós falamos também sobre a doação voluntária e altruísta de sangue. Então as pessoas podem conhecer um pouco do serviço e desmistificar o tema”, disse.


Após a abertura, a médica hematologista do MT Hemocentro, Paloma Valk, apresentou a palestra “Transplante de Medula Óssea: Critérios e Procedimentos”, em que abordou as regras para a doação de medula óssea e como os profissionais da saúde podem orientar e estimular a doação.

O oncologista pediátrico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), Carlos Eduardo Grecco, realizou a palestra “O Transplante de Medula Óssea no Tratamento da Doença Falciforme”.

“Acho que é importante discutir o transplante [de medula óssea] na doença falciforme pela incidência alta que a gente tem no nosso país e discutir o transplante, porque ele é a única opção terapêutica curativa que a gente tem. Então, a gente discutir os bons resultados que o transplante traz e as indicações é um meio muito rico de a gente direcionar esses pacientes”, avaliou.

De acordo com o médico, levar informações sobre a doação de medula óssea para a comunidade é fundamental. “Muitas vezes as pessoas se sensibilizam em campanhas pontuais, para conhecido, e dificilmente você vai ser doador para um conhecido. Você vai ser compatível com quem você não conhece. Então, divulgar isso acho que é importante”, afirmou.

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Até sexta-feira, o evento promoverá diversas palestras e rodas de conversa sobre temas como indicações de transplante de medula óssea em crianças, como funciona o Redome, desafios no diagnóstico das anemias, o papel da enfermagem no processo transfusional, cuidados na hemotransfusão pediátrica e neonatal, trombofilia, tratamento médico de Testemunhas de Jeová, a produção de hemoderivados do MT Hemocentro, hemorragia e distúrbios de coagulação e hemofilia, entre outros.

No primeiro dia, o grupo de siriri “Coração Atalaiense” realizou uma apresentação cultural para entreter o público. O encerramento do último dia de atividades terá a participação da Banda da Polícia Militar.

Confira mais informações sobre a programação do evento neste link.

Como cadastrar para doar medula óssea?

O voluntário pode realizar o agendamento para cadastro por meio deste link. É necessário ter entre 18 e 35 anos, não possuir doenças hematológicas ou neoplásicas, além de doenças infecciosas ou do sistema imunológico, e apresentar documento oficial com foto.

Após a coleta de sangue, o doador passa a integrar o Redome, e aguarda a convocação em caso de compatibilidade para doar medula óssea. Para isso, é importante que os dados de cadastro estejam sempre atualizados.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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