O Governo de Mato Grosso lançou a licitação para contratar a empresa que vai realizar as obras de implantação do Anel Viário de Cáceres. A nova via será construída com o objetivo de desafogar o fluxo de caminhões pesados de dentro da cidade, contribuindo tanto para o trânsito dentro da cidade, quanto para os caminhoneiros que poderão seguir viagem sem passar pelo trecho urbano.
O Anel Viário de Cáceres terá 6,25 quilômetros de extensão, sendo uma obra com valor estimado em R$ 21,8 milhões. A via vai proporcionar uma ligação entre a BR-070, na saída para Cuiabá, com a MT-343, na saída para Barra do Bugres.
A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, afirmou em suas redes sociais que o sentimento da população com o lançamento da obra é de gratidão. Ela lembrou que o projeto foi elaborado pela prefeitura e vem sendo discutido há alguns anos, com o objetivo de resolver uma das principais demandas de infraestrutura da cidade.
“O lançamento dessa licitação só foi possível porque o Estado assumiu essa importante obra. O rodoanel vai tirar o fluxo das carretas de dentro da cidade, para fazer esse caminho por fora da cidade”, explicou.
O governo do Estado concluiu na atual gestão a pavimentação da MT-343 que liga Cáceres até Barra do Bugres. Com essa obra, o município deixou de ser ligado só com a região Oeste e passou a ser conectado com o médio-norte, o que aumentou o trânsito dos veículos.
A obra será licitada no dia 15 de setembro, às 9h, por meio do Sistema Siag, da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag).
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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