Mato Grosso

Governo de MT assina contrato com Hospital Geral e amplia em 75% procedimentos ofertados

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O Governo de Mato Grosso efetivou contrato com o Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá, nesta quinta-feira (5.6), em solenidade realizada no Palácio Paiaguás. Por meio deste contrato direto, o Estado amplia em 75% o número de procedimentos ofertados pela unidade no Sistema Único de Saúde (SUS), passando de 165.996 para 288.334 procedimentos por ano.

O Hospital Geral é referência em especialidades de média e alta complexidade. O novo contrato prevê um investimento de R$ 145,7 milhões ao ano, que passa a ser executado em 1º de julho de 2025.

“Com essa iniciativa, o Hospital Geral vai ofertar uma Saúde Pública melhor e com mais serviços disponíveis. É uma medida focada em eficiência, que vai facilitar a gestão desse contrato e, o mais importante, melhorar o atendimento de todos os cuiabanos e mato-grossenses que precisam de uma saúde que funcione”, disse o governador Mauro Mendes.

Em 2024, o Governo também assumiu a gestão do contrato do Hospital de Câncer, localizado em Cuiabá, e ampliou os procedimentos ofertados pela unidade de referência.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, a estratégia de estadualizar os contratos com os hospitais que atendem alta complexidade pelo SUS em Mato Grosso tem o objetivo de ampliar a rede e, principalmente, ofertar serviços mais completos à população.

“O Hospital Geral é altamente resolutivo e tem uma das maiores produções entre os hospitais de Mato Grosso. A partir de agora, o Governo estadualiza esse contrato, que até então era com a Prefeitura de Cuiabá. Vamos ampliar em 75% os procedimentos ofertados, com um investimento adicional de mais de R$ 65 milhões por ano e, logicamente, vamos ampliar a assistência em saúde e promover uma melhor assistência aos cidadãos”, explicou.

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O deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, Paulo Araújo, parabenizou a iniciativa e afirmou que a Casa de Leis reconhece todos os esforços do Governo para melhorar a Saúde Pública.

“Hoje todas as regiões estão sendo contempladas. Tenho certeza que, daqui uns anos, as preocupações com relação ao sistema público de saúde vão ser poucas, porque nós andamos em sete anos o que nós não andamos em 30 anos de Saúde Pública. Parabéns a todos e contem com a Assembleia Legislativa”, declarou.

A diretora do Hospital Geral, Flávia Galindo, destacou que o grande avanço dessa parceria está na ampliação efetiva do acesso da população a novos exames diagnósticos, consultas especializadas, atendimentos multiprofissionais e procedimentos.

“Hoje nós não celebramos apenas a assinatura de um contrato, celebramos o fortalecimento de um compromisso com a população mato-grossense. Um compromisso que foi construído com muito diálogo, com muita confiança e visão de futuro, baseado na responsabilidade, na seriedade e, acima de tudo, no desejo mútuo de oferecer uma saúde pública mais justa, mais eficiente, mais humana no nosso querido Estado de Mato Grosso”, ressaltou.

Já o promotor de Justiça, Milton Mattos, disse que a assinatura do contrato partiu de uma notificação recomendatória expedida pelo Ministério Público há cerca de um ano e que, a partir de agora, a unidade terá melhores condições para ofertar os serviços.

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“Esses contratos que eram feitos com o município, Cuiabá nunca colocou dinheiro, simplesmente o dinheiro vinha do Governo Federal e era repassado ao Hospital Geral e, muitas vezes, com atraso. Isso gerava um desgaste e um problema muito grande, porque o hospital ficava com atraso para receber, problema de fluxo de caixa, sem falar que os valores, que eram repassados meramente por tabela SUS, estavam muito defasados”, ponderou.

Também estiveram presentes no evento o secretário de Estado da Casa Civil, Fábio Garcia, a senadora Margareth Buzetti, os deputados estaduais Dr. João, Diego Guimarães, Xuxu Dal Molin e Valmir Moretto, o defensor público Fábio Barbosa, e o diretor clínico do Hospital Geral, dr. Antônio Figueiredo.

Sobre o contrato

Com a assinatura do contrato, o Hospital Geral passa a ofertar 203 leitos de internações pelo SUS, sendo 44 leitos intensivos – seja de Terapia Intensiva (UTI) ou Cuidados Intermediários (UCI).

Serão adicionados à rede 10 leitos de UTI Neonatal, 14 leitos de UCI Neonatal Convencional e 6 leitos de UCI Neonatal na modalidade canguru, em que a mãe pode acompanhar o seu bebê. Além disso, serão adicionados os serviços de diálise para pacientes internados, hemodiálise pediátrica, cintilografia e exames genéticos.

O contrato ainda prevê a oferta de 11 especialidades, são elas: cirurgia-geral, cirurgia vascular, cirurgia cardiovascular, cirurgia oncológica, neurocirurgia, otorrinolaringologia, intervencionista, hemodinâmica, cirurgia bucomaxilo, gestação de risco e alto risco e histocompatibilidade para transplantes.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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