ALAN PORTO

Pode entrar, a escola é sua!

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Neste dia 03 de fevereiro, mais de 310 mil alunos da rede estadual de ensino retornam às salas de aula, prontos para embarcar em novas jornadas de aprendizado. Contudo, o início do ano letivo de 2025 não é apenas um marco para os estudantes.

Vejo esse momento como uma celebração do esforço e dedicação de todos os profissionais que compõem a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), as diretorias regionais de educação, as 627 escolas da rede, parceiros, colaboradores e a comunidade. Como sempre digo: educação se faz de forma coletiva.

É imprescindível reconhecer que, por trás de cada aluno que retorna das férias escolares, há um grande time de pessoas comprometidas com a nossa educação pública. E elas não estão apenas na rede estadual. Há um verdadeiro batalhão de guerreiros da educação nas redes municipais, preparando as crianças que mais adiante estarão matriculados nas escolas estaduais.

São pessoas que se prepararam arduamente durante todo o ano para oferecer um ambiente acolhedor e estimulante, inspirando, motivando e guiando os alunos em suas descobertas para que se tornem protagonistas tanto na rotina escolar quanto em suas vidas.

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Confesso que sempre me emociono no primeiro dia de cada ano letivo e, fatalmente, me vem à mente lembranças de como foi no meu tempo de ensino fundamental. Não era muito diferente de hoje. Lógico que a vida, atualmente, é mais frenética e a educação caminha lado a lado com tecnologia embarcada na sala de aula.

Considero essencial o acolhimento que fazemos em nossas escolas nessa primeira semana de aula, pois, o retorno às aulas muitas vezes de torna um momento de ansiedade e expectativa. Por essa razão, a Seduc oferta um ambiente seguro e acolhedor.

Posso garantir que esse é o primeiro passo para garantir que os alunos se sintam confortáveis e prontos para interagirem com seus colegas e professores.

As boas-vindas a todos os envolvidos na educação são mais do que merecidas.

Cada palavra de incentivo e cada gesto de carinho neste momento fazem a diferença. Afinal, a educação é um esforço coletivo e cada um de nós tem um papel importante a desempenhar nessa jornada que ora se inicia.

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Pode entrar, a escola é sua!

Alan Porto é secretário de Estado de Educação de Mato Grosso

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A ILUSÃO DA PICANHA: O PRATO VAZIO DO POVO E A FARTURA DOS MARAJÁS

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Prometeram picanha e cervejinha. O brasileiro, ingênuo como sempre, acreditou. Esqueceram de avisar um detalhezinho: a picanha era metafórica – Abóbora.

Na vida real, o trabalhador vai ao mercado, olha o preço da carne, do café, do gás, da energia, e faz aquela engenharia financeira de fim de mês: tira daqui, corta dali troca isso por aquilo. A cervejinha? Fica para o mês que vem — se sobrar. Enquanto o cidadão reorganiza o orçamento para pagar luz, água e aluguel, Brasília segue

morando na sua realidade paralela particular. É a verdadeira Ilha da Fantasia: para o povo, pede-se sacrifício; para a máquina pública, a conta nunca parece chegar. E quando falta dinheiro, a solução é sempre a mesma, batida e requentada: cobra-se mais de quem trabalha, produz e consome. Imposto aqui, taxa ali, “ajuste” acolá. O brasileiro virou sócio do Estado entra com o capital, mas nunca vê o lucro. E, como se não bastasse, abriram-se as portas para a epidemia das bets. O aplicativo que promete recuperar o mês em três toques de tela consome exatamente o dinheiro que deveria pagar comida e conta de luz. Perde-se R$ 50, tenta-se recuperar, perde-se R$ 100, aposta-se R$ 200. O vício nasce, o salário some, e fica só a esperança — que nunca se cumpre — de que a próxima rodada devolve tudo. Progresso, dizem.

O pequeno empresário, esse sim, faz malabarismo de verdade: juro alto, crédito caro, imposto, burocracia, folha de pagamento e um consumidor cada vez mais endividado. Depois perguntam por que tanta empresa fecha. Será que é falta de pensamento positivo?

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Pior que o imposto, pior que a aposta, é o deboche. O cidadão reclama, vem uma piada. Reclama de novo, vem uma gracinha. Governar virou stand-up comedy — só esqueceram

de avisar que quem está na plateia é quem paga o ingresso, o palco e o cachê dos artistas. O povo não quer piada. Quer respeito. Quer empreender sem o Estado agarrado na perna. Quer escola que ensine, segurança que proteja, oportunidade que exista. E, no entanto, existe algo mais espantoso do que tudo isso: a paixão cega por político. Tem gente que não avalia mais resultado, não compara promessa com entrega, virou torcida organizada. O político erra, gasta mais, taxa mais, decepciona — e o apaixonado segue na arquibancada, buzinando rumo ao precipício. Político se tornou ídolo. Acorda! Não é dono do seu voto. É funcionário temporário — e funcionário que não entrega resultado deve ser demitido. Simples assim.

Mas o auge do descaramento tem nome e sobrenome: a eleição da esposa a qualquer custo. Tem político que passa o mandato inteiro fazendo piada, posando de humilde, mas no fundo só pensa em blindar o próprio patrimônio e transformar o cargo em herança de família. Na cara mais dura, aparece pedindo: “me ajudem a eleger minha esposa”, “a família tem que continuar no poder”. E o eleitor, vai lá, bate palma, vibra e ajuda a montar o próximo capítulo da dinastia. Otário por opção, balança bandeira, grita nome de sobrenome e ainda aplaude de pé o enriquecimento do político sem-vergonha. No fim, quem se elege é a esposa; quem lucra é a família; e quem paga a conta, como sempre, é o povo.

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Precisamos quebrar esse círculo — e a pergunta que fica não é de quem você é fã, é qual país você está construindo com o seu voto. Porque governo passa, político passa, partido passa. Quem fica com a conta é você, é o seu filho, é o seu neto. Então fica o desafio: que país você quer deixar para eles? Um país onde se aprende a apostar em vez de trabalhar, a torcer em vez de fiscalizar, a aceitar migalhas, esmolas, bolsa família em vez de exigir resultado? Ou um país, um estado onde o voto é ferramenta de cobrança, não paixão de arquibancada?

A urna não pergunta de quem você gosta. Pergunta, em silêncio, que futuro você escolheu para quem vem depois de você. Só não reclame se, depois de mais quatro anos esperando a picanha prometida, seus netos herdarem apenas o prato vazio — e a conta dobanquete do seu político de estimação.

ACORDA! Você é responsável pelo futuro do Brasil.

Naime Márcio Martins Moraes – Advogado e Professor Universitário – planejamento sucessório e direito da família

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