DAVID PINTOR

Expectativa econômica para o Comércio em 2025

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O ano de 2025 traz consigo um misto de desafios e oportunidades para o setor do comércio, especialmente em Mato Grosso. Os últimos anos foram marcados por oscilações econômicas significativas, impactadas por crises globais e ajustamentos internos. Em 2025, projetamos um crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, favorecido pela estabilidade política e avanços em reformas econômicas. O comércio, em particular, deve se beneficiar da expansão do mercado consumidor, impulsionada por políticas de incentivo ao crédito e pela desaceleração da inflação.

Entre os principais desafios, destaca-se a necessidade de maior digitalização dos pequenos e médios comércios. A pandemia acelerou a transformação digital, mas muitos lojistas ainda enfrentam dificuldades para competir em um ambiente cada vez mais on-line. Nesse sentido, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL-MT) tem incentivado e orientado para que os empresários invistam em capacitação e consultorias para adaptarem o seu negócio a essa nova realidade.

Outro ponto crítico é o custo Brasil, que inclui a alta carga tributária, burocracia e logística deficiente. Para que o comércio cresça de forma sustentável, é essencial que avancemos em medidas que reduzam esses entraves, permitindo maior competitividade aos nossos empreendedores.

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Oportunidades Locais
No contexto mato-grossense, temos um diferencial importante: a nossa localização estratégica e o papel do estado como um dos principais exportadores de commodities do país. A geração de renda no agronegócio reflete diretamente no consumo local, criando um ambiente favorável para o varejo. Além disso, o crescimento populacional e o fortalecimento de cidades-polo, como Cuiabá, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças, e Tangará da Serra ampliam as possibilidades de mercado.

Expectativa e Confiança
Apesar das incertezas globais, a Federação das CDLs mantém uma visão positiva para 2025. O empreendedor brasileiro é resiliente e criativo, qualidades que têm sustentado o comércio mesmo em tempos difíceis. Desta forma, reforçamos o compromisso da FCDL/MT em apoiar o setor com iniciativas que estimulem a inovação, a competitividade e o crescimento sustentável.
Convidamos os nossos associados e parceiros a abraçarem as oportunidades que o novo ano oferece, construindo juntos um futuro próspero para o comércio de Mato Grosso e do Brasil.

David Pintor
Empresário e presidente da FCDL/MT

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A ILUSÃO DA PICANHA: O PRATO VAZIO DO POVO E A FARTURA DOS MARAJÁS

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Prometeram picanha e cervejinha. O brasileiro, ingênuo como sempre, acreditou. Esqueceram de avisar um detalhezinho: a picanha era metafórica – Abóbora.

Na vida real, o trabalhador vai ao mercado, olha o preço da carne, do café, do gás, da energia, e faz aquela engenharia financeira de fim de mês: tira daqui, corta dali troca isso por aquilo. A cervejinha? Fica para o mês que vem — se sobrar. Enquanto o cidadão reorganiza o orçamento para pagar luz, água e aluguel, Brasília segue

morando na sua realidade paralela particular. É a verdadeira Ilha da Fantasia: para o povo, pede-se sacrifício; para a máquina pública, a conta nunca parece chegar. E quando falta dinheiro, a solução é sempre a mesma, batida e requentada: cobra-se mais de quem trabalha, produz e consome. Imposto aqui, taxa ali, “ajuste” acolá. O brasileiro virou sócio do Estado entra com o capital, mas nunca vê o lucro. E, como se não bastasse, abriram-se as portas para a epidemia das bets. O aplicativo que promete recuperar o mês em três toques de tela consome exatamente o dinheiro que deveria pagar comida e conta de luz. Perde-se R$ 50, tenta-se recuperar, perde-se R$ 100, aposta-se R$ 200. O vício nasce, o salário some, e fica só a esperança — que nunca se cumpre — de que a próxima rodada devolve tudo. Progresso, dizem.

O pequeno empresário, esse sim, faz malabarismo de verdade: juro alto, crédito caro, imposto, burocracia, folha de pagamento e um consumidor cada vez mais endividado. Depois perguntam por que tanta empresa fecha. Será que é falta de pensamento positivo?

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Pior que o imposto, pior que a aposta, é o deboche. O cidadão reclama, vem uma piada. Reclama de novo, vem uma gracinha. Governar virou stand-up comedy — só esqueceram

de avisar que quem está na plateia é quem paga o ingresso, o palco e o cachê dos artistas. O povo não quer piada. Quer respeito. Quer empreender sem o Estado agarrado na perna. Quer escola que ensine, segurança que proteja, oportunidade que exista. E, no entanto, existe algo mais espantoso do que tudo isso: a paixão cega por político. Tem gente que não avalia mais resultado, não compara promessa com entrega, virou torcida organizada. O político erra, gasta mais, taxa mais, decepciona — e o apaixonado segue na arquibancada, buzinando rumo ao precipício. Político se tornou ídolo. Acorda! Não é dono do seu voto. É funcionário temporário — e funcionário que não entrega resultado deve ser demitido. Simples assim.

Mas o auge do descaramento tem nome e sobrenome: a eleição da esposa a qualquer custo. Tem político que passa o mandato inteiro fazendo piada, posando de humilde, mas no fundo só pensa em blindar o próprio patrimônio e transformar o cargo em herança de família. Na cara mais dura, aparece pedindo: “me ajudem a eleger minha esposa”, “a família tem que continuar no poder”. E o eleitor, vai lá, bate palma, vibra e ajuda a montar o próximo capítulo da dinastia. Otário por opção, balança bandeira, grita nome de sobrenome e ainda aplaude de pé o enriquecimento do político sem-vergonha. No fim, quem se elege é a esposa; quem lucra é a família; e quem paga a conta, como sempre, é o povo.

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Precisamos quebrar esse círculo — e a pergunta que fica não é de quem você é fã, é qual país você está construindo com o seu voto. Porque governo passa, político passa, partido passa. Quem fica com a conta é você, é o seu filho, é o seu neto. Então fica o desafio: que país você quer deixar para eles? Um país onde se aprende a apostar em vez de trabalhar, a torcer em vez de fiscalizar, a aceitar migalhas, esmolas, bolsa família em vez de exigir resultado? Ou um país, um estado onde o voto é ferramenta de cobrança, não paixão de arquibancada?

A urna não pergunta de quem você gosta. Pergunta, em silêncio, que futuro você escolheu para quem vem depois de você. Só não reclame se, depois de mais quatro anos esperando a picanha prometida, seus netos herdarem apenas o prato vazio — e a conta dobanquete do seu político de estimação.

ACORDA! Você é responsável pelo futuro do Brasil.

Naime Márcio Martins Moraes – Advogado e Professor Universitário – planejamento sucessório e direito da família

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