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TRE-MT lança Pardal 2026 com inteligência artificial para agilizar denúncias eleitorais

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) apresenta nesta quinta-feira (13) a nova versão do aplicativo Pardal, ferramenta utilizada pela Justiça Eleitoral para receber denúncias de possíveis irregularidades durante as eleições. O lançamento ocorre às 9h, em entrevista coletiva na Sala de Reuniões do Tribunal, em Cuiabá.

Entre as novidades do Pardal 2026 está a incorporação de uma aplicação de inteligência artificial (IA), que será utilizada para categorizar automaticamente as denúncias encaminhadas pelos eleitores de acordo com a natureza de cada ocorrência.

A tecnologia deverá auxiliar o trabalho dos analistas da Justiça Eleitoral, que terão as informações organizadas para facilitar a análise e o encaminhamento das denúncias aos órgãos responsáveis.

Além da inteligência artificial, o aplicativo também recebeu mudanças no layout para as Eleições Gerais de 2026.

O Pardal estará disponível a partir de 16 de agosto, data prevista para o início da propaganda eleitoral. Por meio da plataforma, cidadãos poderão comunicar diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais situações que considerem irregulares na propaganda eleitoral.

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A ferramenta faz parte das iniciativas da Justiça Eleitoral para ampliar a participação da população na fiscalização do processo eleitoral. As denúncias recebidas são analisadas e, quando necessário, encaminhadas às áreas competentes para as providências previstas na legislação.

A nova versão também busca tornar mais rápido o tratamento das informações recebidas, utilizando a tecnologia para organizar os relatos apresentados pelos eleitores.

Lançamento em Cuiabá

A apresentação do Pardal 2026 será realizada durante entrevista coletiva à imprensa nesta quinta-feira (13), às 9h, na Sala de Reuniões do TRE-MT, localizada na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, nº 4.750, no Centro Político e Administrativo, em Cuiabá.

O aplicativo poderá ser utilizado pelos eleitores a partir de 16 de agosto para o envio de denúncias relacionadas à propaganda eleitoral nas eleições deste ano.

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Política MT

Pivetta endurece discurso contra Wellington e promete levar disputa sobre emendas para campanha

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL), principal adversário na corrida ao Palácio Paiaguás. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), Pivetta rebateu críticas do senador, questionou sua trajetória política e afirmou que pretende transformar a discussão sobre emendas parlamentares em um dos principais temas da campanha.

A declaração representa uma mudança no discurso do governador, que vinha adotando uma postura mais moderada em relação aos adversários. O acirramento ocorre em meio à aproximação entre Wellington e lideranças que se afastaram do grupo governista, entre elas o senador Jayme Campos (União Brasil).

Ao responder sobre uma comparação feita entre as trajetórias dos dois candidatos, Pivetta afirmou que possui uma trajetória ligada à iniciativa privada e à administração pública, enquanto Wellington teria construído sua carreira predominantemente no Legislativo.

“Ele precisa comparar a trajetória dele com a minha. A minha é a trajetória de um trabalhador que começou aos 15 anos, produziu, gerou resultados e entrou para a política com a vida feita para servir ao povo”, afirmou.

Na sequência, o governador fez críticas à atuação política do senador e disse que Wellington teria concentrado sua carreira na política e na negociação de recursos por meio de emendas parlamentares.

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“Ele é um negociador voraz de emendas. Essa é a profissão dele”, declarou.

Pivetta questiona destino de emendas

Durante a entrevista, Pivetta afirmou que Wellington teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares nos últimos 12 anos e questionou onde os recursos teriam sido aplicados.

“Ele está há dez mandatos no Congresso. Só nos últimos 12 anos em que é senador, distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão em emendas. Procurem saber onde estão as emendas dele”, disse.

O governador comparou o valor mencionado ao custo de grandes obras de infraestrutura hospitalar e afirmou que o montante seria suficiente para construir quatro unidades semelhantes ao Hospital Central de Mato Grosso.

“Um bilhão e meio daria para fazer quatro hospitais centrais como esse que está sendo inaugurado. Tem algum hospital que ele fez?”, questionou.

Pivetta também afirmou que pretende explorar o assunto durante a campanha e prometeu apresentar informações sobre a destinação das emendas parlamentares.

“Durante a campanha, nós vamos mostrar muita coisa sobre emenda”, afirmou.

Críticas à trajetória política

O governador ainda questionou a atuação de Wellington no Congresso Nacional e afirmou que o senador não teria apresentado, ao longo da carreira, uma legislação de grande impacto para a sociedade brasileira.

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“Eu não vou suportar uma comparação com alguém que nunca trabalhou no Executivo, só no Legislativo, e não tem uma lei sequer na história dele que tenha sido importante para a sociedade brasileira”, declarou.

Pivetta também fez referência à passagem de Wellington por governos federais do PT e citou as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

“Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2. Ele mandava em todas as emendas, mandava em todas as áreas”, afirmou.

As declarações sobre corrupção, negociação de emendas e atuação de Wellington em governos anteriores foram feitas por Pivetta durante a entrevista e, no material apresentado, não foram acompanhadas de documentos que comprovem irregularidades. A reportagem deverá ouvir Wellington Fagundes para que apresente sua versão sobre as acusações.

O confronto entre os dois candidatos sinaliza uma mudança no ambiente da disputa pelo Governo de Mato Grosso. Com a aproximação do período de campanha, críticas relacionadas à experiência administrativa, uso de recursos públicos e atuação parlamentar tendem a ganhar espaço no debate eleitoral.

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