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ALMT discute a compra do prédio da Santa Casa de Cuiabá para solucionar execução trabalhista

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por intermédio da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social, realizou nova reunião para discutir, junto ao Governo do Estado, a dívida trabalhista da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Os processos estão em fase de execução e somam mais de 900 ações que tramitam nas varas do trabalho de Cuiabá. O valor da dívida total supera a casa dos R$ 48 milhões e, se não houver acordo, será feito o leilão do prédio para pagamento.

A proposta da Assembleia é de o Estado comprar a estrutura e depois desapropriá-la para fazer um hospital estadual. Com os recursos financeiros, quitar os débitos trabalhistas dos ex-funcionários.   O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), afirmou que os parlamentares e o Tribunal Regional do Trabalho vão trabalhar em conjunto para formalização do acordo que ponha fim às dívidas trabalhistas que a Santa Casa tem com os ex-funcionários da unidade. O pedido será formalizado e apresentado ao Governo do Estado até o final de outubro.

“Se não houver uma intervenção do Estado, o prédio vai a leilão e isso vai ocasionar praticamente no fim da Santa Casa”, avalia o presidente. “Estamos propondo que o governo adquira essa área, pague a dívida trabalhista e que lá continue a funcionar a Santa Casa como sempre foi”, defende Botelho. Segundo ele, “isso é reconhecer a importância histórica do hospital não só para Cuiabá, mas para todo estado”.

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A juíza do trabalho da Secretaria de Apoio à Efetividade da Execução do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-23), Eliane Xavier de Alcântara, destacou a importância de conseguir uma solução conciliatória para resolver a dívida trabalhista e manter o funcionamento do hospital no prédio original. “A justiça do trabalho veio buscar uma conciliação entre a sociedade e o poder público para resolver essa questão da melhor forma possível”, afirmou a juíza. Ela explicou que o prédio está avaliado em 34 milhões. “O valor está abaixo da dívida, mas os ex-funcionários estão dispostos a abrir mão de até 10% do valor da ação para por fim a essa situação”, adiantou.

Para o presidente da Comissão de Saúde, deputado Lúdio Cabral (PT), é preciso uma solução definitiva para a Santa Casa, que está desde 2019 sob administração do Estado, após mais de 200 anos de atividade. “Queremos manter a Santa casa funcionando. Não queremos correr o risco de quando o governo inaugurar o Hospital Central, eles fechem a Santa Casa, porque aí não resolve o problema assistencial da população”, defendeu. “Nem uma outra unidade é capaz de comportar todos os serviços oferecidos pela instituição”, avaliou.

O secretário estadual de saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que o Estado está aberto ao diálogo e que aguarda o pedido formal para avaliar a viabilidade da proposta, para então dar uma resposta definitiva para essa situação. “O Estado não é totalmente refratário a essa proposição, mas precisa analisar as implicações jurídicas que podem surgir por força dessa aquisição, como é o caso dos demais credores que não são do campo trabalhista, mas nas outras áreas da sociedade”, ponderou o secretário. “Tão logo o pedido seja encaminhado, ficou combinado que no prazo máximo de trinta dias daremos uma resposta definitiva”, concluiu Figueiredo.

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Para um dos representantes dos ex-funcionários da Santa Casa, André Luiz Lara, a proposta representa uma perspectiva de solução para um processo que se arrasta há quatro anos.  “Até hoje não houve uma definição correta sobre a nossa situação. Nós sabemos que temos o direito garantido, mas não sabemos quando ou até mesmo se será pago o valor devido”, afirmou.

Histórico

Os trabalhadores da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá ficaram sem receber salários entre outubro de 2018 e abril de 2019. A crise levou ao fechamento do hospital em 11 de março de 2019. Dois meses depois, em maio de 2019, o Governo do Estado assumiu o controle das instalações após a edição de um decreto de requisição administrativa de bens e serviços. 

Hoje, a unidade de saúde é gerida pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) e funciona como um hospital público estadual. 

Fonte: ALMT – MT

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“A verdadeira direita nasceu para servir, não para se aproveitar do povo”, diz Wiler Vitório

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A política brasileira vive um momento de transformação, e para o candidato do AGIR 36, Wiler Vitório, essa mudança passa pelo fortalecimento de lideranças comprometidas com a verdade, a transparência e os valores conservadores. Segundo ele, o partido nasceu justamente para atender ao clamor de uma população cansada da velha forma de fazer política e que busca representantes verdadeiramente comprometidos com os interesses da sociedade.

Ao explicar a origem da legenda, Wiler destacou que o AGIR surgiu a partir da reformulação do antigo Partido Trabalhista Cristão (PTC), mas com uma proposta muito mais ampla: construir um projeto político baseado na ética, na responsabilidade e na renovação.

“Vivemos um momento em que a sociedade pede pessoas novas na política. Durante muitos anos vimos a política ser conduzida pelas mesmas figuras, que prometem muito e entregam pouco. O AGIR nasceu para fazer diferente, trabalhando com a realidade e com a verdade, e não com a enganação”, afirmou.

Segundo o candidato, desde sua criação o partido buscou selecionar candidatos alinhados aos princípios defendidos pela legenda, priorizando nomes com histórico de trabalho e compromisso com a população.

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Para Wiler, a principal missão do AGIR é devolver credibilidade à política, aproximando os representantes da realidade vivida pelos cidadãos e defendendo pautas ligadas à família, à liberdade, ao empreendedorismo, ao respeito às leis e à boa gestão dos recursos públicos.

Durante a entrevista, o candidato também fez uma diferenciação entre o que chamou de “verdadeira direita” e grupos que, segundo ele, apenas utilizaram o movimento conservador como estratégia eleitoral.

“O crescimento da direita abriu espaço para muitas pessoas que passaram a vestir essa bandeira apenas durante as campanhas. Usaram símbolos e discursos para conquistar votos, mas depois de eleitos deixaram de representar aquilo que prometeram. O AGIR foi construído justamente por pessoas que permaneceram fiéis aos seus princípios”, declarou.

Wiler afirmou que muitos integrantes da legenda participaram da construção do movimento conservador em Mato Grosso antes mesmo de ele ganhar força nacional. Segundo ele, diversas lideranças acabaram ficando à margem dos grandes partidos, mas decidiram unir forças para criar uma legenda que representasse, de fato, os eleitores identificados com a direita.

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“O nosso compromisso é com as pessoas e não com projetos pessoais de poder. Quem está no AGIR acredita que fazer política é servir, ouvir a população e defender aquilo que prometeu durante a campanha. Não queremos iludir ninguém, queremos representar quem acredita em trabalho, honestidade e responsabilidade”, ressaltou.

Na avaliação de Wiler Vitório, o fortalecimento do AGIR nas eleições de 2026 representa uma oportunidade para renovar os quadros políticos de Mato Grosso e ampliar a presença de representantes comprometidos com os valores conservadores.

“O eleitor está mais atento. As pessoas querem coerência entre discurso e prática. É esse sentimento de mudança que fortalece o AGIR e nos motiva a construir um projeto político sério, transparente e conectado com a realidade da população”, concluiu.

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