POLÍTICA NACIONAL

Medida provisória abre crédito de R$ 5 bilhões para apoiar exportações

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Uma medida provisória publicada nesta quarta-feira (29) destina R$ 5 bilhões adicionais para o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), reforçando o Plano Brasil Soberano, lançado no ano passado para conter os efeitos da alta de tarifas de importação imposta pelos Estados Unidos.

Publicada no Diário Oficial da União, a MP 1.352/2026 busca aumentar a capacidade de resposta do crédito à exportação em momentos de instabilidade no comércio global.

A MP permite a concessão de capital de giro e instrumentos de proteção contra riscos comerciais, políticos e extraordinários, com atenção especial às micro, pequenas e médias empresas. O crédito será financiado por meio do superávit financeiro do próprio FGE, de aproximadamente R$ 29,7 bilhões, apurado em 2025.

Segundo o governo, a abertura do crédito atende aos requisitos constitucionais de urgência, relevância e imprevisibilidade, por permitir uma resposta rápida do Estado diante de um cenário econômico internacional incerto e fora de seu controle.

Câmara dos Deputados e Senado Federal têm até 26 de junho para apreciar a MP. A partir de 13 de junho, 46º dia após a publicação, ela entra em regime de urgência, obstruindo a pauta.

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Por Bruno Augusto, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

TSE abre investigação sobre Lula e Alckmin por desfile de Carnaval com recursos públicos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu dar andamento a uma ação que coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) diante de um novo questionamento na Justiça Eleitoral. O processo, apresentado pelo Partido Novo, busca apurar se a utilização da imagem e da trajetória política de Lula em um desfile de Carnaval pode ter ultrapassado os limites legais e produzido vantagem eleitoral.

A controvérsia envolve a Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí, em fevereiro deste ano, um enredo dedicado à história política e pessoal de Lula. Para o Novo, a homenagem ganhou dimensão eleitoral justamente em um momento próximo ao início da disputa presidencial e teria contado com recursos públicos.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, entendeu que os fatos apresentados podem, em tese, justificar a investigação de possíveis práticas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Lula e Alckmin foram chamados a apresentar suas defesas.

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O episódio abre uma discussão que vai além do Carnaval: até que ponto dinheiro público e estruturas de grande alcance podem ser utilizados em eventos que promovam a imagem de um político que disputa a Presidência?

Na avaliação apresentada pelo Novo, a exposição de Lula não teria ocorrido simplesmente como uma homenagem cultural. O partido sustenta que a associação entre a imagem do presidente, o enredo da escola e a ampla divulgação do desfile poderia ter produzido uma vantagem eleitoral diante dos demais concorrentes.

Outro ponto levantado na ação é o financiamento do desfile. Segundo a legenda, cerca de R$ 9,65 milhões teriam sido destinados ao projeto por meio de recursos públicos de diferentes esferas. A tese apresentada à Justiça Eleitoral é que os repasses precisam ser analisados diante da exposição política proporcionada pelo evento.

A decisão do TSE, entretanto, ainda não representa uma condenação. O tribunal não declarou que Lula ou Alckmin cometeram irregularidades. A partir de agora, a Justiça deverá analisar as acusações, as provas e as defesas dos investigados.

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Mesmo assim, o processo cria um novo desgaste para o grupo governista em plena corrida eleitoral. Caso as acusações sejam comprovadas e a Justiça reconheça abuso de poder econômico ou uso indevido dos meios de comunicação, a ação poderá resultar em sanções eleitorais, incluindo pedidos formulados pelo Novo de cassação dos registros ou diplomas e inelegibilidade.

O caso também reforça uma cobrança frequente dos setores de oposição: a necessidade de separar ações de Estado, recursos públicos e promoção política durante o período eleitoral. Para a direita, a questão central é garantir que nenhum candidato tenha acesso privilegiado a estruturas financiadas pelo contribuinte para ampliar sua exposição diante do eleitor.

Por enquanto, porém, o processo está apenas começando. O que existe é uma investigação autorizada pelo TSE, e não uma decisão definitiva contra Lula ou Alckmin. A eventual responsabilização dependerá da comprovação das irregularidades apontadas na ação.

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