OPINIÃO

Você sabe onde o Agro está na sua vida?

Publicado em

 

A agricultura não é apenas uma atividade econômica. Ela é um tema geopolítico, estratégico e de soberania nacional.

 

Um país que consegue produzir seu próprio alimento possui independência, estabilidade e segurança. Já um país que não consegue alimentar seu próprio povo se torna vulnerável, dependente e fragilizado diante do cenário internacional.

 

A segurança alimentar é uma das maiores forças de uma nação.

 

Quem controla a produção de alimentos controla parte importante da estabilidade econômica, da paz social e até das relações internacionais. Por isso, os países que já enfrentaram fome, miséria e escassez sabem exatamente o valor do produtor rural. Eles tratam a agricultura como prioridade absoluta, porque aprenderam, muitas vezes pela dor, que sem alimento não existe dignidade, desenvolvimento ou liberdade.

 

No Brasil, infelizmente, essa percepção ainda não é plenamente compreendida.

 

Como somos uma potência agrícola, muitos cresceram acostumados com a abundância nas prateleiras e passaram a enxergar isso como algo automático, como se o alimento simplesmente surgisse pronto, sem risco, sem esforço e sem sacrifício.

Leia Também:  Expectativa econômica para o Comércio em 2025

 

Essa falsa sensação de excesso fez nascer, em parte da sociedade, um preconceito injusto contra o produtor rural.

 

Muitos não enxergam o agricultor como alguém que sustenta a base da economia nacional, mas apenas como alguém ligado ao campo, distante da realidade urbana. Isso é um grave erro.

 

O agro está no prato, na roupa, no combustível, nos medicamentos, na exportação, na geração de empregos e na arrecadação que movimenta o país.

 

O agricultor não planta apenas para si.

 

Ele planta para milhões de pessoas que muitas vezes sequer percebem isso.

Quando o produtor rural está bem, há alimento mais acessível, estabilidade econômica, geração de empregos e desenvolvimento social. Quando ele está sufocado por juros altos, falta de crédito, ausência de incentivo, custos abusivos e insegurança jurídica, toda a sociedade paga essa conta.

 

O crédito rural, o custeio agrícola e o financiamento de maquinários não são privilégios. São investimentos diretos na segurança alimentar do Brasil.

 

O governo precisa compreender isso com seriedade.

Leia Também:  Quando uma cidade acredita nos sonhos de quem chega

 

Fomentar a agricultura não significa favorecer um setor específico, mas proteger um interesse homogêneo e coletivo de toda a população.

 

Defender o agricultor é defender a mesa da família brasileira.

 

É defender a economia.

 

É defender a soberania nacional.

 

Quem planta sustenta muito mais do que uma lavoura.

 

Sustenta um país inteiro.

 

Por isso, antes de criticar o agro, olhe para o seu prato.

 

E reconheça quem tornou aquilo possível.

FLAVIANE RAMALHO – advogada há 21 anos, com pós-graduações em Direito Agrário, Direito Previdenciário, e Direito do Agronegócio. E Membro da Academia Brasileira de Direito do Agronegócio – ABRADA. E Membro Certificada do LAQI, integrando o modelo de excelência latino-americano, e condecorada internacionalmente “The Lawyer of the Year 2025 – Highly Commended pelo Latin American Quality Institute, e Global Law Firm Quality Certification 2025.

Advertisement

Artigos

A ILUSÃO DA PICANHA: O PRATO VAZIO DO POVO E A FARTURA DOS MARAJÁS

Published

on

 

 

Prometeram picanha e cervejinha. O brasileiro, ingênuo como sempre, acreditou. Esqueceram de avisar um detalhezinho: a picanha era metafórica – Abóbora.

Na vida real, o trabalhador vai ao mercado, olha o preço da carne, do café, do gás, da energia, e faz aquela engenharia financeira de fim de mês: tira daqui, corta dali troca isso por aquilo. A cervejinha? Fica para o mês que vem — se sobrar. Enquanto o cidadão reorganiza o orçamento para pagar luz, água e aluguel, Brasília segue

morando na sua realidade paralela particular. É a verdadeira Ilha da Fantasia: para o povo, pede-se sacrifício; para a máquina pública, a conta nunca parece chegar. E quando falta dinheiro, a solução é sempre a mesma, batida e requentada: cobra-se mais de quem trabalha, produz e consome. Imposto aqui, taxa ali, “ajuste” acolá. O brasileiro virou sócio do Estado entra com o capital, mas nunca vê o lucro. E, como se não bastasse, abriram-se as portas para a epidemia das bets. O aplicativo que promete recuperar o mês em três toques de tela consome exatamente o dinheiro que deveria pagar comida e conta de luz. Perde-se R$ 50, tenta-se recuperar, perde-se R$ 100, aposta-se R$ 200. O vício nasce, o salário some, e fica só a esperança — que nunca se cumpre — de que a próxima rodada devolve tudo. Progresso, dizem.

O pequeno empresário, esse sim, faz malabarismo de verdade: juro alto, crédito caro, imposto, burocracia, folha de pagamento e um consumidor cada vez mais endividado. Depois perguntam por que tanta empresa fecha. Será que é falta de pensamento positivo?

Leia Também:  Quando uma cidade acredita nos sonhos de quem chega

Pior que o imposto, pior que a aposta, é o deboche. O cidadão reclama, vem uma piada. Reclama de novo, vem uma gracinha. Governar virou stand-up comedy — só esqueceram

de avisar que quem está na plateia é quem paga o ingresso, o palco e o cachê dos artistas. O povo não quer piada. Quer respeito. Quer empreender sem o Estado agarrado na perna. Quer escola que ensine, segurança que proteja, oportunidade que exista. E, no entanto, existe algo mais espantoso do que tudo isso: a paixão cega por político. Tem gente que não avalia mais resultado, não compara promessa com entrega, virou torcida organizada. O político erra, gasta mais, taxa mais, decepciona — e o apaixonado segue na arquibancada, buzinando rumo ao precipício. Político se tornou ídolo. Acorda! Não é dono do seu voto. É funcionário temporário — e funcionário que não entrega resultado deve ser demitido. Simples assim.

Mas o auge do descaramento tem nome e sobrenome: a eleição da esposa a qualquer custo. Tem político que passa o mandato inteiro fazendo piada, posando de humilde, mas no fundo só pensa em blindar o próprio patrimônio e transformar o cargo em herança de família. Na cara mais dura, aparece pedindo: “me ajudem a eleger minha esposa”, “a família tem que continuar no poder”. E o eleitor, vai lá, bate palma, vibra e ajuda a montar o próximo capítulo da dinastia. Otário por opção, balança bandeira, grita nome de sobrenome e ainda aplaude de pé o enriquecimento do político sem-vergonha. No fim, quem se elege é a esposa; quem lucra é a família; e quem paga a conta, como sempre, é o povo.

Leia Também:  Revista corporal em servidores penitenciários: eficiência ou humilhação?

Precisamos quebrar esse círculo — e a pergunta que fica não é de quem você é fã, é qual país você está construindo com o seu voto. Porque governo passa, político passa, partido passa. Quem fica com a conta é você, é o seu filho, é o seu neto. Então fica o desafio: que país você quer deixar para eles? Um país onde se aprende a apostar em vez de trabalhar, a torcer em vez de fiscalizar, a aceitar migalhas, esmolas, bolsa família em vez de exigir resultado? Ou um país, um estado onde o voto é ferramenta de cobrança, não paixão de arquibancada?

A urna não pergunta de quem você gosta. Pergunta, em silêncio, que futuro você escolheu para quem vem depois de você. Só não reclame se, depois de mais quatro anos esperando a picanha prometida, seus netos herdarem apenas o prato vazio — e a conta dobanquete do seu político de estimação.

ACORDA! Você é responsável pelo futuro do Brasil.

Naime Márcio Martins Moraes – Advogado e Professor Universitário – planejamento sucessório e direito da família

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA