As mulheres são maioria entre os pesquisadores cadastrados no sistema da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). Dos 19.871 pesquisadores registrados, 11.159 são mulheres, o que corresponde a 56% do total.
A participação feminina também se reflete na coordenação de projetos em várias áreas do conhecimento. Atualmente, 1.433 projetos de pesquisa científica em andamento no estado são coordenados por mulheres, o que representa 57% das coordenações ativas.
Entre vários resultados de grande importância na Ciência para a sociedade, temos como exemplo em Mato Grosso, a pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), professora doutora Rosane Hahn, que identificou uma nova espécie de fungo, denominado Paracoccidioides lutzii, causador da doença da Paracoccidioidomicose (PCM), uma micose sistêmica que afeta trabalhadores rurais, garimpeiros, tratoristas agrícolas e pessoas em contato direto ou indireto com o solo.
A descoberta ocorreu durante investigações realizadas no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT), a partir de isolados clínicos de pacientes atendidos no serviço de referência para diagnósticos clínicos, laboratorial e doenças infecto parasitárias no ambulatório 3 da unidade. A pesquisadora estuda essa doença há 29 anos, com apoio financeiro do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).
Esses investimentos da Fundação aos projetos abrangem pesquisas científicas, inovação, desenvolvimento tecnológico e ações de popularização da ciência. As iniciativas contemplam diferentes níveis de formação, desde o ensino fundamental até o doutorado, incluindo formação de recursos humanos e desenvolvimento de soluções voltadas a demandas sociais e tecnológicas.
Considerando a necessidade de ampliar a participação e a formação de meninas e mulheres nas áreas de ciências exatas, engenharias, computação e ciências da Terra, foram lançados editais específicos de incentivo durante o Governo Mauro Mendes.
No âmbito do programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a Fundação de Amparo à Pesquisado do Estado de Mato Grosso (Fapemat), foram lançados em 2021, 2022 e 2024 editais dirigidos com projetos voltados à mulheres e meninas na computação, engenharia e ciências exatas da terra.
Esses editais tiveram como objetivo incentivar o ingresso, a permanência e a formação de meninas e mulheres nessas áreas, além de estimular projetos de pesquisa e ações de extensão voltadas à redução da desigualdade de gênero em campos historicamente caracterizados por menor participação feminina.
Os dados integram o sistema institucional de acompanhamento da Fapemat e refletem o cenário atual da participação feminina na pesquisa científica em Mato Grosso
No Brasil, as mulheres têm ampliado sua presença na ciência, embora ainda enfrentem desigualdades em áreas das ciências exatas e tecnológicas. Dados de instituições como Capes, CNPq, IBGE e relatórios científicos da Elsevier indicam que as mulheres já representam 57% das pessoas tituladas na pós-graduação brasileira e cerca de 55% dos estudantes de mestrado e doutorado no país. Apesar dessa maioria na formação acadêmica, a participação feminina diminui em campos como engenharia, matemática e computação (STEM).
Estudos mostram que apenas 24% das publicações científicas em engenharia, 21% em ciência da computação e 19% em matemática têm autoria feminina. Ainda assim, a presença das mulheres na produção científica nacional tem crescido nas últimas duas décadas, chegando a 49% das publicações brasileiras com ao menos uma autora, o que coloca o Brasil entre os países com maior participação feminina na ciência.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) divulgou, na noite desta terça-feira (23.6), o resultado das inscrições e da análise de títulos do processo seletivo simplificado para contratação de brigadistas temporários. Ao todo, são ofertadas 150 vagas distribuídas em 29 municípios mato-grossenses. Os profissionais irão reforçar as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais durante o período de estiagem. O resultado está disponível no site da corporação. Veja aqui.
A publicação divulga a lista de inscrições deferidas e a pontuação obtida por cada candidato na fase de avaliação curricular. Nessa etapa, foram considerados critérios como experiência profissional na área, cursos de formação de brigadista e posse de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias D ou E.
Após essa fase, será publicada a convocação para o Teste de Aptidão Física (TAF), que consistirá em uma caminhada de 2,4 quilômetros com o transporte de uma bomba costal de combate a incêndios, com peso de até 24 quilos quando abastecida. A classificação final será definida pela soma das notas obtidas na avaliação curricular e no TAF, sendo esta última etapa de caráter eliminatório e com peso dois.
Uma vez aprovados e convocados, os contratados participarão de um curso de capacitação de brigadistas antes de iniciarem as atividades nos municípios para os quais forem designados pela corporação. As 150 vagas estão distribuídas entre os municípios de Cuiabá, Poconé, Gaúcha do Norte, Alto Paraguai, Feliz Natal, Nova Maringá, Nova Ubiratã, União do Sul, Cláudia, Barra do Garças, Confresa, Nova Xavantina, Água Boa, Canarana, Querência, Cáceres, Mirassol d’Oeste, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Comodoro, Aripuanã, Colniza, Juara, Castanheira, Tangará da Serra, Brasnorte, Alta Floresta, Colíder e Guarantã do Norte.
Entre as atribuições dos brigadistas estão o apoio às operações de combate a incêndios florestais, a abertura e manutenção de aceiros, estradas e caminhos utilizados pelas equipes, a realização de rondas em áreas rurais e a conservação de equipamentos e ferramentas empregados nas ações. A jornada de trabalho será em regime de escala de 12 horas de serviço por 36 horas de descanso. Os contratos terão duração de quatro meses, e a remuneração será de R$ 2,6 mil, acrescida dos valores proporcionais referentes ao terço constitucional de férias e ao 13º salário.
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