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Chico Guarnieri cobra diálogo antes de decisão sobre futuro da concessão de energia em MT

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Na audiência pública sobre o serviço da Energisa em Mato Grosso, em Tangará da Serra, o deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) cobrou que a população seja ouvida antes que o contrato de concessão do serviço elétrico seja renovado com a concessionária.

“Não podemos ter uma renovação automática sem que Mato Grosso discuta e ouça a população sobre os serviços prestados pela concessionária. De antemão já anunciamos que se essa renovação da concessão da Energisa acontecer sem ouvir a Assembleia Legislativa, sem ouvir a população de Mato Grosso”, cobrou o deputado Chico Guarnieri.

A sessão pública requerida pelo deputado da região do médio-norte, Chico Guarnieri, em coautoria com os parlamentares Wilson Santos (PSD) e Dr João (MDB), ocorreu em Tangará da Serra, nessa quinta-feira (02.10), e marcou o início de um ciclo de audiências públicas a serem realizadas no estado para levantar as reclamações dos consumidores. As próximas serão em Rondonópolis, dia 16 e, em 23 de outubro, será a vez de Cuiabá receber o debate.

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O levantamento embasará o relatório da Comissão Especial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, da qual Chico Guarnieri é membro titular, Wilson Santos (PSD) , o vice-presidente e Eduardo Botelho (União), o relator. O grupo acompanha a possível renovação do contrato com a Energisa por mais 30 anos. O atual acordo está vigente até 2027.

No encontro dessa quinta-feira, que contou com a participação, além de Chico Guarnieri, dos deputados Wilson Santos (PSD), Dr. João (MDB) e Eduardo Botelho (União), os parlamentares reforçaram que cláusulas contratuais não foram integralmente cumpridas, como a universalização da rede trifásica em todo o estado e a manutenção de agências físicas em cidades com mais de 50 mil habitantes.

“Hoje Mato Grosso tem mais de 2/3 de rede de energia monofásica, causando enormes prejuízos para o nosso Estado, onde muitos produtores assim como a agroindústria, são prejudicados com uma energia de má qualidade. Nessa audiência pública recebemos inúmeras reclamações”, completou Chico Guarnieri.

Durante as discussões, moradores e lideranças políticas destacaram problemas recorrentes de instabilidade e quedas de energia em diversas regiões do estado, especialmente em áreas rurais, o que impacta diretamente produtores e a agroindústria.

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O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson (União), acredita que ainda é possível fazer as adequações necessárias para que a renovação seja efetivada. “Se não cumpriram as regras, ainda há tempo para corrigir”.

Luiz Carlos Moreira Junior, assessor Institucional e Governamental da Energisa, esteve presente na audiência e garantiu que novos investimentos serão feitos. “Já temos vários mecanismos acompanhando a satisfação da população, tanto pesquisas internas, quanto pesquisas externas e esses mecanismos geram planos de ação e o que estamos fazendo aqui nesta audiência complementar os planos de ação para melhoria contínua na qualidade do fornecimento”, salientou.

Fonte: ALMT – MT

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Júlio Campos aponta risco de repetir erro de Dante e questiona estratégia de Mauro Mendes

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O deputado estadual Júlio Campos (União) recorreu à história política de Mato Grosso para chamar atenção para os riscos de uma campanha conduzida com excesso de confiança e pouca articulação. Em entrevista à imprensa, o parlamentar comparou a atual disputa pelas duas vagas ao Senado com a eleição de 2002, marcada pela derrota inesperada do então governador Dante de Oliveira.

Segundo Júlio, o resultado daquele pleito mostrou que índices elevados de aprovação e a força de um grupo político não garantem, por si só, uma vitória nas urnas. Na avaliação apresentada pelo deputado, a falta de diálogo com aliados e a concentração das decisões contribuíram para o desfecho desfavorável ao grupo governista.

Ao relembrar aquele episódio, Júlio afirmou que Dante, após deixar o governo com elevada aprovação popular, teria optado por uma composição eleitoral sem ampliar as negociações com os demais partidos.

“O Dante, na época, devido a sua empáfia de ter saído do governo com 80% de aprovação favorável, impôs uma chapa, destituiu Roberto França da governança e lançou Antero Paes de Barros que tinha mais quatro anos de mandato pela frente”, afirmou.

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O deputado também recordou a composição dos suplentes e destacou que, segundo sua leitura daquele cenário, a falta de uma articulação mais ampla acabou prejudicando a candidatura considerada favorita.

“Como suplentes colocou o Avalone e o empresário Eraí Maggi, da soja, e não conversou com os outros partidos, achou que já estava eleito e deu no que deu”, disse Júlio.

A lembrança da eleição de 2002 ocorre em um momento de novas movimentações no cenário político de Mato Grosso. O União Brasil, sob a presidência estadual do ex-governador Mauro Mendes, decidiu apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo do Estado.

A decisão contrariou a expectativa em torno de uma eventual candidatura do senador Jayme Campos, também do União Brasil, ao Palácio Paiaguás.

Ao estabelecer o paralelo histórico, Júlio Campos coloca a articulação política e a construção de alianças no centro do debate eleitoral. A referência à derrota de Dante serve, segundo o próprio parlamentar, como um alerta de que cenários considerados favoráveis podem mudar durante a campanha e que a disputa majoritária exige diálogo permanente com diferentes grupos políticos.

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