Mato Grosso

MT Ciências leva conhecimento científico para mais de 12 mil pessoas

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Com o objetivo de popularizar a ciência e a tecnologia no Estado, o projeto Circuito Itinerante da Ciência de Mato Grosso, o MT Ciências, atendeu de janeiro a agosto deste ano 12.874 visitantes em 14 municípios/comunidades. Somente no mês de agosto, 2.344 pessoas conheceram as ações do projeto que, entre outras atividades, conta com experimentos científicos interativos e óculos de realidade virtual.

Unindo diversão e conhecimento, o MT Ciências é uma iniciativa do Governo de Mato Grosso, realizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), em convênio com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). As ações itinerantes têm como objetivo levar para os 141 municípios conhecimentos importantes que cercam a ciência e mobilizam o cotidiano das pessoas.

A estrutura do projeto é composta por uma unidade móvel (carreta com baú adaptado), dividida em quatro salas de visitação, com 22 instalações e um escritório. Além dela, em todos os pontos de parada são montados, na parte externa, duas tendas infláveis com 10 instalações e um planetário digital. Durante o período em que permanece no município, toda a estrutura é utilizada para sensibilizar os visitantes sobre a importância da ciência e da biodiversidade do Estado.

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Em Cuiabá foram registrados 3.788 atendimentos desde janeiro de 2023. Neste mesmo período, o município de Tangará da Serra contou com 1.785 visitantes, além de 1.591 em Nova Mutum, 1.280 no município de Juína e 833 em Água Boa.

A ação também percorreu as comunidades de Barão de Melgaço, Porto Brandão, São Pedro de Joselândia, São Lourenço de Fátima e Araguaína. Já durante o mês de agosto o projeto passou por mais quatro cidades, sendo elas Nova Brasilândia, Poxoréu, Reserva do Cabaçal e Várzea Grande.

De acordo com o coordenador do projeto, Marcos Natanael Silva de Andrade, o projeto vem conquistando cada vez mais espaço e efetivando parcerias importantes com prefeituras, escolas e outras instituições, alcançando números expressivos de atendimento.

“Ainda temos uma extensa agenda até o fim do ano em busca de proporcionar ao cidadão mato-grossense grandes vivências e experiências no contexto da ciência”, destacou.

Agenda

Em setembro, a primeira ação do mês será realizada em Vila Bela da Santíssima Trindade (a 520 km de Cuiabá), entre os dias 4 a 6. A carreta vai permanecer na Quadra Melânio Assumpção, região central do município. Além dos estudantes da rede municipal e estadual, as instalações também estarão disponíveis para visita da comunidade externa.

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Para saber mais sobre as ações do MT Ciências, clique aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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