Lumar Costa da Silva, que matou a própria tia a facadas e arrancou o coração dela em Sorriso, não será solto neste momento. Apesar de um laudo elaborado pela equipe do Centro Integrado de Atenção Psicossocial Adauto Botelho, em Cuiabá, recomendar a desinternação, a Justiça decidiu manter o acusado internado e determinou uma nova avaliação sobre sua periculosidade.
A decisão foi tomada pela juíza Caroline Schneider Guanaes Simões no dia 2 de setembro. A magistrada determinou que Lumar seja submetido, com prioridade, a um exame de cessação de periculosidade pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Somente depois do resultado dessa perícia o Judiciário deverá analisar se ele poderá deixar novamente a internação e seguir o tratamento em regime ambulatorial em Campinas (SP), sob supervisão do pai.
Lumar ficou conhecido nacionalmente pelo crime cometido em julho de 2019. Na ocasião, matou a tia, Maria Zélia da Silva, de 55 anos, a facadas, retirou o coração da vítima e o entregou à filha dela, que era sua prima.
O acusado foi considerado inimputável após exames apontarem que, na época do crime, ele não tinha capacidade de compreender o caráter ilícito da própria conduta. O diagnóstico apontou transtorno afetivo bipolar tipo 1.
Em junho de 2025, Lumar já havia deixado o hospital para continuar o tratamento fora da unidade. A experiência, porém, terminou poucos meses depois. Em novembro, ele voltou a ser preso após ameaçar a ex-esposa, e a Justiça determinou seu retorno à internação.
Agora, embora o relatório médico indique que Lumar está lúcido, orientado, sem delírios, agitação ou sintomas psicóticos e sem comportamento agressivo, a juíza considerou o histórico de violência e o fracasso da experiência anterior fora do hospital.
Por isso, a Justiça entendeu que apenas a melhora clínica observada dentro do ambiente hospitalar não é suficiente para comprovar que ele possa retornar ao convívio social sem representar risco.