POLÍTICA NACIONAL

Vai à sanção apoio ao empreendedorismo de pessoas com deficiência

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O Plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (29) o projeto de lei que prevê incentivo ao empreendedorismo das pessoas com deficiência (PL 1.769/2024). O texto também atualiza a terminologia referente a essas pessoas. Agora o projeto segue à sanção do presidente da República.

O PL 1.769/2024 é um substitutivo da Câmara dos Deputados ao PLS 105/2008 — este, por sua vez, era um projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS) que havia sido aprovado pelo Senado em 2011.

No início deste mês, o PL 1.769/2024 recebeu parecer favorável na Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), onde a relatora da matéria foi a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Terminologia

Inicialmente, o objetivo do projeto era prever o incentivo ao empreendedorismo das pessoas com deficiência. Mas, na Câmara dos Deputados, o texto foi ampliado para, além do incentivo, corrigir a terminologia utilizada na Lei de Apoio às Pessoas com Deficiência (substituindo todas as referências a “portadores de deficiência” por “pessoas com deficiência”).

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Damares Alves concordou com a decisão feita na Câmara. Em seu parecer, ela destaca que a revisão terminológica está em conformidade com os tratados internacionais e a legislação brasileira de inclusão. E também afirma que a substituição de termos que carregam uma “carga discriminatória desnecessária” é necessária para eliminar termos que reforçam estigmas.

Dispositivo excluído

O substitutivo que veio da Câmara também previa a criação dos “centros para a vida independente”, destinados a oferecer serviços para o desenvolvimento da autonomia, da independência, dos talentos e das potencialidades das pessoas com deficiência. Damares, porém, excluiu esse dispositivo da proposta.

Ela argumentou que tal medida não pode ser implementada por iniciativa do Poder Legislativo, pois isso faria o projeto incidir em vício de inconstitucionalidade.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

TSE abre investigação sobre Lula e Alckmin por desfile de Carnaval com recursos públicos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu dar andamento a uma ação que coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) diante de um novo questionamento na Justiça Eleitoral. O processo, apresentado pelo Partido Novo, busca apurar se a utilização da imagem e da trajetória política de Lula em um desfile de Carnaval pode ter ultrapassado os limites legais e produzido vantagem eleitoral.

A controvérsia envolve a Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí, em fevereiro deste ano, um enredo dedicado à história política e pessoal de Lula. Para o Novo, a homenagem ganhou dimensão eleitoral justamente em um momento próximo ao início da disputa presidencial e teria contado com recursos públicos.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, entendeu que os fatos apresentados podem, em tese, justificar a investigação de possíveis práticas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Lula e Alckmin foram chamados a apresentar suas defesas.

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O episódio abre uma discussão que vai além do Carnaval: até que ponto dinheiro público e estruturas de grande alcance podem ser utilizados em eventos que promovam a imagem de um político que disputa a Presidência?

Na avaliação apresentada pelo Novo, a exposição de Lula não teria ocorrido simplesmente como uma homenagem cultural. O partido sustenta que a associação entre a imagem do presidente, o enredo da escola e a ampla divulgação do desfile poderia ter produzido uma vantagem eleitoral diante dos demais concorrentes.

Outro ponto levantado na ação é o financiamento do desfile. Segundo a legenda, cerca de R$ 9,65 milhões teriam sido destinados ao projeto por meio de recursos públicos de diferentes esferas. A tese apresentada à Justiça Eleitoral é que os repasses precisam ser analisados diante da exposição política proporcionada pelo evento.

A decisão do TSE, entretanto, ainda não representa uma condenação. O tribunal não declarou que Lula ou Alckmin cometeram irregularidades. A partir de agora, a Justiça deverá analisar as acusações, as provas e as defesas dos investigados.

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Mesmo assim, o processo cria um novo desgaste para o grupo governista em plena corrida eleitoral. Caso as acusações sejam comprovadas e a Justiça reconheça abuso de poder econômico ou uso indevido dos meios de comunicação, a ação poderá resultar em sanções eleitorais, incluindo pedidos formulados pelo Novo de cassação dos registros ou diplomas e inelegibilidade.

O caso também reforça uma cobrança frequente dos setores de oposição: a necessidade de separar ações de Estado, recursos públicos e promoção política durante o período eleitoral. Para a direita, a questão central é garantir que nenhum candidato tenha acesso privilegiado a estruturas financiadas pelo contribuinte para ampliar sua exposição diante do eleitor.

Por enquanto, porém, o processo está apenas começando. O que existe é uma investigação autorizada pelo TSE, e não uma decisão definitiva contra Lula ou Alckmin. A eventual responsabilização dependerá da comprovação das irregularidades apontadas na ação.

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