POLÍTICA NACIONAL

Marcos Rogério volta à presidência da Comissão de Infraestrutura

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Por aclamação, o senador Marcos Rogério (PL-RO) foi eleito nesta quarta-feira (19) presidente da Comissão de Infraestrutura (CI) para os próximos dois anos. Composta por 23 titulares e 23 suplentes, a CI tem reuniões previstas para toda terça-feira, a partir das 9h.

Empossado no novo cargo, o senador expressou a gratidão pela confiança depositada pelos colegas parlamentares e relembrou a experiência anterior na presidência da comissão, em 2019 e 2020. Ele destacou o compromisso de dar continuidade à agenda de infraestrutura e reconheceu a importância crucial do tema para o desenvolvimento do país.

— Volto a ser presidente dessa comissão com a mesma disposição de antes. Meu foco é tocar essa agenda de infraestrutura, que é tão relevante. E aqui faço um apelo aos meus colegas senadores que compõem a comissão: que todos nós façamos um esforço colaborativo, no sentido de dar ao setor, nas suas mais diversas áreas, o ambiente mais favorável para ajudar o Brasil e o brasileiro no campo da infraestrutura — declarou.

Setor elétrico

Durante a reunião de instalação da CI, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), ex-ministro de Minas e Energia, tratou da problemática do setor elétrico, especialmente para a necessidade de uma revisão estrutural. Ele questionou os altos custos da energia no Brasil, apesar da diversidade de fontes disponíveis.

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— Em que pesem os grandes desafios que ainda temos na infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária do Brasil, um dos grandes desafios que o Brasil terá que enfrentar neste ano é uma revisão estrutural no setor elétrico. Todo o setor produtivo e o cidadão brasileiro se perguntam por que, em um país que tem como base a energia hidrelétrica, eólica e solar, temos a conta de energia mais cara do mundo — pontuou.

Marcos Rogério reconheceu o desafio da modernização do setor elétrico ao afirmar que os avanços obtidos até o momento não foram suficientes para atender às necessidades da população. Ele destacou, ainda, que o tema é um dos mais sensíveis para o consumidor brasileiro e que a CI estará atenta a essa questão.

Por sua vez, o senador Sergio Moro (União-PR) falou sobre a “falta de investimento crônico” em infraestrutura no Brasil. Ele enfatizou a necessidade de um ambiente econômico e regulatório mais seguro e ressaltou o papel relevante da CI na apresentação de projetos que podem contribuir para o avanço estrutural do país.

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Biografia

Marcos Rogério da Silva Brito é jornalista, radialista e político brasileiro. Tem 46 anos de idade e iniciou a trajetória profissional no jornalismo, onde atuou por 12 anos antes de ingressar na política.

Foi vereador em Ji-Paraná (RO) e deputado federal por dois mandatos. Em 2018, foi eleito senador da República. No Senado, tem atuação predominante em temas relacionados à infraestrutura, sobretudo no setor elétrico.

A comissão

Cabe aos senadores da comissão, entre outras atribuições, a análise de temas relacionados a transportes de terra, água e ar; obras públicas em geral; minas e recursos geológicos; serviços de telecomunicações; parcerias público-privadas; e agências reguladoras pertinentes ao setor.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho pede para sair, muda de ideia e Republicanos confirma candidatura ao Governo de Minas

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A novela envolvendo Cleitinho Azevedo e a disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou, ao menos por enquanto, um novo capítulo. Depois de pedir para deixar a corrida eleitoral e, posteriormente, manifestar o desejo de voltar à disputa, o senador foi novamente escolhido pelo Republicanos como candidato ao Palácio Tiradentes.

A decisão foi definida nesta sexta-feira (7), após uma reunião entre Cleitinho e o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), em São Paulo. A chapa deve ser oficializada nos próximos dias.

A confirmação encerra uma sequência de idas e vindas que transformou a candidatura de Cleitinho em um dos principais assuntos da articulação eleitoral em Minas. O senador chegou a pedir para sair da disputa, mas posteriormente mudou de posição e passou a defender novamente seu nome como candidato ao governo.

A confusão obrigou o Republicanos a reorganizar seus planos. O partido havia colocado o ex-prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão, como opção para a disputa. Falcão, porém, é aliado de Cleitinho e passou a atuar pela retomada da candidatura do senador.

A movimentação também ganhou força dentro do próprio partido. Candidatos a deputado estadual e federal pressionaram pela permanência de Cleitinho na chapa, avaliando que sua presença poderia fortalecer as candidaturas proporcionais. O senador é considerado um dos principais nomes eleitorais da legenda em Minas.

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Pedido de desculpas e novo compromisso

Na tentativa de colocar um ponto final na crise, o Republicanos informou que Cleitinho pediu desculpas à população mineira e às forças políticas envolvidas nas negociações para a formação da chapa.

O senador também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim, numa tentativa de encerrar as dúvidas provocadas pelas mudanças anteriores de posição.

Além da confirmação da candidatura, outro acordo foi estabelecido: Cleitinho não utilizará recursos do fundo eleitoral do Republicanos para financiar sua campanha.

Liderança nas pesquisas pesou na decisão

A força eleitoral do senador foi um dos principais fatores considerados pela direção nacional do partido. Pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho apontou Cleitinho com 35% das intenções de voto para o Governo de Minas, 23 pontos à frente do segundo colocado, Alexandre Kalil (PDT), que apareceu com 12%.

O desempenho nas pesquisas ajudou a mudar o cálculo político do Republicanos. Mesmo depois das sucessivas mudanças de posição do senador, a possibilidade de abrir mão de um candidato que aparece na liderança tornou-se mais difícil para a legenda.

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A decisão também atende a uma pressão que vinha dos próprios candidatos do partido, interessados em contar com Cleitinho como principal puxador de votos na disputa proporcional.

Reviravolta mexe com o PL

A volta de Cleitinho à corrida pelo governo também provoca impacto direto na estratégia do PL em Minas Gerais.

O partido vinha trabalhando com a possibilidade de contar com o senador como um nome importante para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República no estado. Diante da possibilidade de Cleitinho deixar a disputa, o PL havia lançado o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para o governo.

Agora, com o retorno de Cleitinho ao páreo, o cenário volta a mudar e obriga as forças políticas de direita a recalcularem suas estratégias para a eleição estadual.

O deputado federal Domingos Sávio também está no tabuleiro do PL para a disputa ao Senado.

Por enquanto, a principal novidade é que Cleitinho voltou ao jogo. Depois de pedir para sair, reconsiderar a decisão e enfrentar uma verdadeira queda de braço dentro do próprio campo político, o senador agora promete transformar a candidatura em compromisso definitivo.

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