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Abilio rejeita aliança com MDB e diz que prefere ser expulso do PL a apoiar Janaína Riva

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou duramente a decisão do Partido Liberal de compor aliança com o MDB em Mato Grosso e afirmou que não apoiará a deputada estadual Janaína Riva (MDB) ao Senado, mesmo que a candidatura seja oficializada pela legenda. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (3), o gestor declarou que prefere ser expulso do partido a fazer campanha ao lado da emedebista.

Na postagem, Abilio afirmou que não aceitará apoiar adversários políticos em nome da fidelidade partidária.

“Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera ou me expulsa. Com PT e MDB eu não vou”, escreveu.

Em outro trecho, reforçou sua posição ao afirmar: “Não estarei com o MDB”.

O prefeito justificou a resistência lembrando que lideranças do MDB foram adversárias do PL em diversas disputas municipais em Mato Grosso.

Entre os exemplos citados estão o deputado estadual Eduardo Botelho, adversário de Abilio na eleição para a Prefeitura de Cuiabá em 2024; o ex-prefeito de Várzea Grande Kalil Baracat; o ex-prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin; e Thiago Silva, que disputou a Prefeitura de Rondonópolis contra o candidato apoiado pelo PL.

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“Não posso ser incoerente. O Botelho, que foi meu oponente em Cuiabá e fala mal de mim e do Bolsonaro, está no MDB. O Thiago, que foi oponente do Cláudio em Rondonópolis, está no MDB. O Léo, que foi contra o Manich em Primavera do Leste, está no MDB”, afirmou.

Abilio também mencionou sua ex-vice-prefeita, que deixou o partido e se filiou ao MDB, destacando que ela passou a fazer críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à sua administração.

As declarações ocorrem um dia após o senador Wellington Fagundes (PL) anunciar que a chapa ao Senado será composta pelo deputado federal José Medeiros (PL) e pela deputada estadual Janaína Riva (MDB). Segundo Wellington, o acordo recebeu o aval da direção nacional do Partido Liberal e faz parte da construção de um grupo de oposição ao projeto liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A manifestação de Abilio expõe um novo foco de divergência interna no PL de Mato Grosso, às vésperas da definição oficial das chapas para as eleições de 2026. Até o momento, a direção estadual do partido e Janaína Riva não haviam se pronunciado sobre as declarações do prefeito.

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Política MT

Galvan critica “política ping-pong” e aguarda definição das chapas para se manifestar

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O pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), evitou comentar nesta segunda-feira (3) as articulações que envolvem a formação das chapas para as eleições de 2026. Em entrevista ao Jornal da CBN Cuiabá, ele afirmou que aguardará a conclusão das convenções partidárias antes de se posicionar sobre a possível composição entre PL, MDB e outras siglas.

Questionado sobre a eventual confirmação de José Medeiros (PL) e Janaína Riva (MDB) como candidatos ao Senado na chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL), Galvan descartou fazer qualquer avaliação neste momento.

“Eu não entro nessa discussão da política ping-pong. Uma hora está aqui, outra hora está ali. Na quinta-feira, quando estiver tudo consolidado, quem é quem e onde cada um vai estar, eu vou me manifestar sobre esse assunto”, afirmou.

Segundo o pré-candidato, o cenário político ainda é marcado por mudanças constantes, o que, na avaliação dele, impede qualquer análise definitiva antes do encerramento das convenções.

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“O que o político fala de manhã já muda ao meio-dia. O que fala ao meio-dia já muda à tarde. Vamos deixar consolidar para depois definir o que pode ser falado sobre esse assunto”, acrescentou.

Durante a entrevista, Galvan também voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a responsabilização de ministros da Corte. Ao responder perguntas sobre sua posição em relação ao Judiciário, afirmou discordar das decisões envolvendo os atos de 8 de Janeiro e do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O pré-candidato citou ainda o caso de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu enquanto estava preso preventivamente por envolvimento nos atos de 8 de janeiro, e questionou decisões tomadas pelo STF.

Galvan também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que há denúncias envolvendo diferentes ministérios e voltou a defender a instalação de investigações relacionadas às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ao final da entrevista, ao ser questionado sobre investigações envolvendo integrantes da família Bolsonaro, Galvan respondeu que também deveriam ser discutidos casos envolvendo integrantes do governo federal e afirmou que eventuais irregularidades devem ser apuradas pela Justiça.

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A entrevista foi concedida ao vivo ao Jornal da CBN Cuiabá na manhã desta segunda-feira (3).

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