"FÉ"

Virginia Mendes publica oração de São Bento após ser alvo de operação da PF

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A candidata a deputada federal Virginia Mendes (União) publicou nesta quinta-feira (6) uma oração de São Bento em suas redes sociais após ser citada como um dos alvos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal.

Na mensagem, Virginia afirmou que encontra na fé uma forma de manter a confiança diante do momento. “Sob a proteção da Santa Cruz, sigo firme. A oração de São Bento me lembra que o bem sempre vence o mal, que a fé é nosso maior escudo e que Deus está no comando de cada passo”, escreveu.

Além de Virginia Mendes, também foram alvos da operação o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes e os filhos do casal, Luis Antônio Mendes e Ana Carolinne Mendes Facure.

Conforme a decisão judicial que autorizou as medidas cautelares, os investigados tiveram os passaportes recolhidos e estão proibidos de deixar o país.

A Operação Heritage foi conduzida pela Polícia Federal e resultou em medidas determinadas pela Justiça no âmbito das investigações. Até o momento, os citados não foram condenados e eventuais responsabilidades deverão ser apuradas durante o andamento do processo.

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De aliado do PT a vice do PL: trajetória de Alencar Farina reacende disputa interna na direita de MT

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A escolha de Farina para a vice de Wellington Fagundes cria um movimento político que reconecta duas pontas de sua trajetória.

Foi Wellington quem participou de sua entrada no PL em 2003. Agora, mais de duas décadas depois, o senador volta a colocá-lo em uma posição de destaque dentro de uma chapa majoritária, desta vez na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

O retorno ocorre em um cenário político completamente diferente daquele de 2004. O PL passou a ser uma das principais forças do campo conservador no país, enquanto a disputa eleitoral em Mato Grosso é marcada pela forte influência do bolsonarismo.

É justamente nesse contexto que o passado partidário de Farina ganha peso.

A presença de um nome que teve passagem pelo PT pode alimentar questionamentos dentro da ala mais identificada com o bolsonarismo no PL de Mato Grosso.

A escolha também acontece depois da retirada de Marcelo Maluf, do Novo, da vaga de vice. Maluf afirmou publicamente que havia aceitado o convite para integrar a chapa e acusou o grupo de Wellington de romper um compromisso político.

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Com Farina, Wellington opta por um nome com trajetória política conhecida e uma relação antiga com o próprio senador, mas que também carrega em seu currículo eleitoral passagens pelo campo petista.

A composição coloca em evidência uma característica que acompanha a carreira de Farina desde sua entrada na política: a capacidade de transitar entre diferentes grupos e projetos partidários.

A história política de Alencar Farina começou no PL, passou pelo PT e agora retorna à legenda que marcou sua entrada na vida pública.

Em 2004, esteve em uma chapa formada por PT, PL e PCdoB. Em 2008, disputou uma eleição pelo PT. Em 2012, foi lançado pelo partido como pré-candidato à Prefeitura de Várzea Grande.

Agora, em 2026, volta ao PL pelas mãos de Wellington Fagundes para disputar a vice-governadoria de Mato Grosso.

A escolha transforma o passado político de Farina em um dos elementos que deverão acompanhar a campanha. Mais do que uma mudança partidária, sua trajetória revela como as alianças eleitorais de Mato Grosso foram se reorganizando ao longo de mais de duas décadas, atravessando diferentes partidos e espectros ideológicos.

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Inf. GD

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