POLÍTICA NACIONAL

Estande do Senado na Bienal do Livro do CE vende quase 9 mil exemplares

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Com 8,7 mil exemplares vendidos, o Senado participou da 15ª edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará, realzada entre os dias 4 e 13 de abril, em Fortaleza. Os itens mais vendidos foram, mais uma vez, a Constituição Federal e volumes de legislação, como o Código Civil e o Código Penal. Mas, para o representante da Secretaria de Editoração e Publicações do Senado, Rodrigo Melo, o sucesso da participação do Senado foi muito além da venda dos livros.

— A nossa presença nos eventos literários pelo Brasil busca levar um pedacinho do Senado para mais perto da população, com a pluralidade de ações desenvolvidas em parceria com outros órgãos da Casa, como o e-Cidadania e o Jovem Senador. Isso reforça que estamos ali representando o Senado e não só a Livraria — ressaltou.

Lançamentos e visitantes ilustres

No sábado (12) houve o lançamento de Após a Morte do Conto de Fadas, a Ressurreição, com a presença da organizadora do livro, Mirelle Costa, e algumas das autoras dos textos presentes na obra.

A obra foi editada pelo Senado Federal e é resultado da oficina “Escrita Afetuosa”, realizada na Casa da Mulher Brasileira do Ceará em 2024. Ao longo de 24 relatos, 11 mulheres anônimas contam as experiências vividas, as revoluções feitas e os testemunhos de esperança.

Também passaram pelo estande Ésio de Souza, autor do livro O Nordeste Brasileiro: invenção, espaço e dinâmica, também editado pelo Senado, e o ex-senador Lúcio Alcântara (CE).

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Da Bienal para o Instagram

No evento, a Livraria do Senado preparou um local especial para divulgar a Coleção Escritoras do Brasil. Em um espaço criado para tirar — e postar — muitas fotos, os visitantes puderam se imaginar no quarto onde a poetisa potiguar Auta de Souza escreveu Dálias, o oitavo volume da coleção.

— Tivemos um recorde de interações no nosso perfil da Livraria do Senado no Instagram. O cantinho “instagramável” foi muito disputado pra tirar fotos. As pessoas postavam as fotos nas redes sociais e marcavam o perfil da Livraria — contou Rodrigo.

A edição do Senado baseou-se no manuscrito original da autora. Ainda que alguns dos poemas tenham sido publicados no livro Horto, de 1900, a obra nunca havia sido impressa antes.

E-Cidadania marca presença com Oficina Legislativa

Além das obras impressas, o estande do Senado também contou com as oficinas legislativas do Programa e-Cidadania. Nas oficinas escolares, os alunos aprenderam noções básicas de política: a separação dos Poderes, o papel do Legislativo, e o funcionamento dos diferentes entes da Federação. Já para os estudantes do ensino superior, o conteúdo foi adaptado para dialogar com a área de formação deles. A ação foi conduzida pela servidora Sophia Borges de Oliveira.

— Realizamos seis edições em formato reduzido para apresentar o projeto aos professores e alunos e incentivá-los a replicar a experiência em suas instituições. Foram quatro oficinas com turmas de ensino fundamental e médio, e duas com estudantes universitários — contou.

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Ao final de cada oficina, os alunos foram convidados a cadastrar suas propostas no portal e-Cidadania e receberam um certificado pela participação.

Jovem Senador

A servidora Lucyana Vega também participou do estande, com destaque para a divulgação dos programas do Senado, como o Jovem Senador. O projeto consiste na seleção, por meio de um concurso nacional de redação, de alunos de ensino médio de escolas públicas estaduais para passarem uma semana em Brasília vivenciando o processo legislativo. 

— Além de contar com o apoio de uma equipe enxuta e incrível, tive a oportunidade de divulgar o Jovem Senador às escolas do Ceará, principalmente as escolas que não participaram das edições anteriores. Senti-me realizada por mais essa experiência tão rica, ainda mais que as inscrições das escolas terminarão no final deste mês.

A Livraria do Senado

A Livraria do Senado oferece todas as obras editadas pela Casa a preço de custo e com frete grátis pelo site. A maior parte de seu acervo também está disponível gratuitamente em formato digital.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto proíbe abate de jumentos devido ao risco de extinção

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O projeto de lei que proíbe o abate de jumentos em todo o território nacional pode receber emendas de senadoras e senadores até terça-feira (2). O PL 2.613/2026 impede o abate do jumento (Equus asinus), exceto em casos de abate sanitário motivado por doenças infectocontagiosas. Após acabar o prazo de emendas, a Mesa do Senado despachará o projeto para as comissões pertinentes à matéria.

A proposta teve origem em uma sugestão legislativa, a SUG 9/2025, que foi apresentada pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal por meio do Portal e-Cidadania

Ao ser analisada na Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), a sugestão recebeu parecer favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES), sendo então transformada em projeto de lei.

Para Contarato, a proposta atende à necessidade de se proteger um animal historicamente ligado ao desenvolvimento do país e reconhecido como patrimônio cultural.

“Além de preservar a espécie frente ao risco iminente de extinção, a medida promove o bem-estar animal e mitiga sérios riscos sanitários causados pelas condições precárias de transporte e abate. Trata-se de uma iniciativa que reflete o compromisso com valores éticos, a saúde pública e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro, sem acarretar prejuízos significativos à economia nacional”, afirma Contarato em seu parecer.

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Patrimônio brasileiro

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal argumenta que a forma como o jumento abatido é transportado e comercializado coloca em risco a biossegurança e, consequentemente, a própria imagem do agronegócio brasileiro — que, ressalta a entidade, é respeitado pelos elevados padrões sanitários e de controle de zoonoses.

A entidade lembra que os jumentos — também conhecidos como asnos, jegues ou jericos — foram trazidos da África para o Brasil há centenas de anos e, por serem dóceis e resistentes, ajudaram no desenvolvimento brasileiro carregando água, alimentos, materiais de construção e pessoas.

Com o passar do tempo, destaca o fórum, o jumento virou símbolo da “luta, da força e da resistência do sertanejo”, recebendo homenagens de artistas como Luiz Gonzaga e Chico Buarque e se tornando “verdadeiro patrimônio histórico e cultural”.

Ainda de acordo com o fórum, há anos os jumentos são capturados ou comprados, transportados por longos trajetos, confinados em fazendas sem biossegurança e com rastreabilidade quase inexistente. Depois, são abatidos para exportação de sua pele para a China, onde ela é usada para produzir o ejiao — que teria “propriedades medicinais não comprovadas cientificamente”. A entidade também informa que a carne do jumento é exportada para o Vietnã ou eventualmente consumida no Brasil (como charque ou jabá).

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Se o abate continuar, argumenta o fórum, os jumentos podem se extinguir em poucos anos. 

Biossegurança

Os autores da sugestão também afirmam que “a rastreabilidade precária e frequentemente inexistente dentro do comércio de pele de jumento” deixa o Brasil vulnerável aos riscos de biossegurança, que podem afetar as pessoas e outros equídeos (como os cavalos), facilitando a propagação de doenças como o mormo (zoonose com 95% de letalidade em humanos).

Por essas razões, o fórum defende a proibição imediata do abate — para proteger o valor histórico-cultural da espécie, evitar sua extinção, preservar a saúde pública, preservar o agronegócio e evitar “escândalos sanitários”.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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