POLÍTICA NACIONAL

Senado entrega o Prêmio Adoção Tardia, na sua 4ª edição, nesta quinta

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O Senado realiza nesta quinta-feira (29), às 15h, no Plenário, a sessão especial de entrega da quarta edição do Prêmio Adoção Tardia – Gesto Redobrado de Cidadania. A premiação reconhece pessoas e instituições que contribuem para a integração familiar de crianças e adolescentes que enfrentam maiores barreiras no processo de adoção, como os que têm mais de três anos, fazem parte de grupos de irmãos ou vivem com deficiências, doenças crônicas ou necessidades específicas de saúde.

O prêmio foi instituído em 2021, por meio do Projeto de Resolução do Senado (PRS 35/2021), de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES). A proposta estabeleceu que o Senado deve promover, anualmente, uma sessão especial para homenagear até cinco pessoas físicas ou jurídicas que desenvolvam ações voltadas à promoção da adoção tardia.

A entrega ocorre na semana em que se celebra o Dia Nacional da Adoção, em 25 de maio. Para Contarato, é necessário fomentar uma nova cultura de adoção, com mais inclusão e compromisso social.

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“Impõe-se prestigiar o trabalho de quem lida com uma das situações mais delicadas e complexas que se podem encontrar na vida em sociedade. O reconhecimento e a divulgação dessas iniciativas podem favorecer a ampliação de boas práticas nesse campo”, afirma o senador.

A escolha dos homenageados foi feita por senadores que compõem o conselho do prêmio, com base em votação nominal. Nesta edição, foram escolhidos seis agraciados entre os 17 indicados:

  • Alexandre Caetano Rank, pai solo que adotou quatro irmãos: João Carlos, João Paulo, Jailton e Ailton, após forte conexão com o caçula;
  • Aline, que, junto com o marido Cleber, já tinha filhos biológicos e acolheu os irmãos gêmeos Felipe e Rebeca, com hidrocefalia;
  • Eliane Carlos de Oliveira, presidente do Grupo Acalanto Fortaleza, que atua desde 2013 promovendo a cultura da adoção com apoio psicológico e jurídico às famílias;
  • Fundação Betel, de Cruzeiro do Sul (AC), instituição que acolhe crianças e adolescentes de 2 meses a 18 anos, com atuação destacada na promoção da adoção tardia no Vale do Juruá;
  • Maria Bárbara Toledo Andrade e Silva, fundadora do Instituto Quintal de Ana, com 25 anos de atuação em apoio à adoção e à convivência familiar;
  • Senador Magno Malta (PL-ES), que adotou a filha Jaisliny há mais de 20 anos, após conhecê-la em um orfanato do Espírito Santo.
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Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Projetos reajustam bolsa de médicos residentes

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O aumento do valor pago a médicos residentes, com mecanismo de atualização automática do benefício, é tema de dois projetos em tramitação no Senado. O objetivo das duas proposições é valorizar a residência médica, considerada etapa fundamental na formação de especialistas.

Do senador Rogério Carvalho (PT-SE), o PL 1.800/2026 altera a legislação que rege a residência médica (Lei 6.932, de 1981) para atualizar o valor da bolsa e estabelecer reajustes anuais. A bolsa, atualmente fixada em R$ 2.384,82, passaria a ser corrigida periodicamente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de modo a evitar a defasagem dos pagamentos ao longo do tempo.

“Com efeito, a defasagem da bolsa tem gerado consequências negativas para a formação médica no Brasil. É possível observar que há abandono de programas de residência, especialmente nas especialidades consideradas menos lucrativas no mercado privado, bem como dificuldade de retenção de médicos residentes em regiões e especialidades de maior necessidade social”, pontua o senador na justificação do projeto.

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Natureza educacional

Outra proposta, da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), prevê que a bolsa dos médicos residentes passaria a ser de R$ 8.105 mensais, para jornadas de até 60 horas semanais. O PL 1.809/2026, com o objetivo de valorizar a formação especializada dentro do sistema público de saúde, estabelece que o valor seja reajustado todos os anos com base na inflação oficial. A proposta também permite que estados, municípios ou instituições complementem esse valor, se desejarem.

Outro ponto da proposição destaca a manutenção da natureza educacional da residência médica. Segundo o texto, a bolsa não configura vínculo empregatício, mas uma etapa de formação profissional, ainda que em regime intensivo de trabalho. A medida busca dar segurança jurídica ao modelo já adotado no país.

Para a senadora, o valor de R$ 8.105 ainda não é ideal diante das exigências da atividade, mas representa “avanço relevante”.

“Programas federais de incentivo à atuação médica em regiões prioritárias chegam a prever bolsas em valores significativamente superiores, podendo ultrapassar R$ 12.000,00 mensais, o que demonstra a defasagem atualmente existente entre a bolsa da residência médica e outros programas estratégicos da área da saúde. A proposta busca, portanto, reduzir essa assimetria, ainda que de forma gradual e responsável do ponto de vista fiscal”, acrescenta Roberta Acioly.

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Os dois projetos foram apresentados em abril de 2026 e aguardam despacho para análise nas comissões temáticas do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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