POLÍTICA NACIONAL

CRA debate impactos da agricultura e pecuária no Plano Clima

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A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) promove audiência pública na quarta-feira (27), às 14h, para discutir impactos, riscos e inconsistências do Plano Setorial de Agricultura e Pecuária ligado à Estratégia Nacional de Mitigação do Plano Clima. O requerimento para o debate (REQ 32/2025 – CRA) foi apresentado pelo presidente do colegiado, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA).

O Plano Clima, proposta de política nacional de enfrentamento às mudanças climáticas, está em consulta pública e tem gerado críticas por atribuir ao setor agropecuário um conjunto considerado desproporcional de obrigações climáticas. Entre os pontos em discussão estão a ausência de reconhecimento das remoções de gases de efeito estufa em propriedades rurais, a falta de transparência na metodologia utilizada pelo modelo Blues (padrão que simula o cenário econômico e ambiental do Brasil no período de 2010 a 2060) e a fusão das categorias “mudança de uso do solo” e “agropecuária”, em desacordo com padrões internacionais.

Segundo Zequinha, a proposta não tem clareza técnica. “Não há acesso público aos parâmetros, algoritmos, bases de dados ou justificativas técnicas das simulações utilizadas. Isso inviabiliza qualquer processo de verificação externa ou auditoria independente, em violação ao princípio da transparência. Soma-se a isso o uso de bases não oficiais, como os dados do MapBiomas — originalmente voltados à geração de alertas — para fundamentar estimativas de desmatamento, o que compromete a consistência técnica dos resultados”, afirma no requerimento.

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De acordo com a justificativa do requerimento, a proposta concentra no setor rural a maior parte das metas de redução de emissões de gases do efeito estufa, enquanto áreas como a de energia poderiam ampliar seus índices. Além disso, o plano inclui no cálculo do setor agropecuário todo o desmatamento nacional, legal ou ilegal, o que, na avaliação dos críticos, distorce a realidade e transfere responsabilidades que ultrapassam a produção agrícola e pecuária.

Foram convidados para o debate:

  • secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Aloísio Melo;
  • chefe da Assessoria de Relações Internacionais da Embrapa, Marcelo Morandi;
  • coordenador de Sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Nelson Ananias Filho; e
  • consultor de Assuntos Ambientais da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Leonardo Papp.

Também foram chamados representantes da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que ainda não confirmaram presença.

Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira 

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Flávio Bolsonaro lança campanha à Presidência em Copacabana com discurso centrado na família e no legado de Jair Bolsonaro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) lançou oficialmente neste domingo (16) sua candidatura à Presidência da República em um ato realizado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Em um discurso marcado por referências ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o candidato buscou reforçar a continuidade do projeto político associado ao sobrenome Bolsonaro e apresentou propostas voltadas principalmente à economia, segurança pública e valores familiares.

Durante o evento, Flávio afirmou reconhecer o peso de carregar o nome do ex-presidente na disputa nacional e disse estar preparado para enfrentar os adversários. Em diferentes momentos, o público foi chamado a homenagear Jair Bolsonaro, com manifestações de apoio ao ex-presidente.

Uma gravação com uma mensagem de Jair Bolsonaro foi reproduzida durante o ato. O momento também foi marcado pela participação de Fernanda Bolsonaro, mulher de Flávio, que escreveu nas costas da camisa do candidato a frase “o Brasil vai vencer”. Ao subir ao palco, ela relacionou a participação feminina à defesa da família.

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“Quando as mulheres vencem, a família vence. E o Brasil vai vencer”, afirmou.

Flávio também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal adversário citado durante o discurso. O senador classificou a gestão petista como responsável pelo aumento do custo de vida e apresentou sua candidatura como alternativa ao atual governo.

Na área econômica, Flávio prometeu reduzir impostos e a burocracia. Na segurança pública, defendeu medidas mais rigorosas, incluindo a redução da maioridade penal. O candidato também mencionou os índices de feminicídio ao abordar a segurança das mulheres.

O discurso foi acompanhado por referências a temas que fazem parte da agenda política do bolsonarismo, como liberdade, segurança, família e críticas ao Supremo Tribunal Federal.

O ato contou com a presença de integrantes do PL e aliados da campanha, entre eles o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha. Também participaram candidatos do partido ao governo e ao Senado pelo Rio de Janeiro, como Douglas Ruas, Carlos Portinho e Carlos Jordy.

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou apoio à composição da chapa e afirmou que o partido pretende realizar uma ampla mobilização durante a campanha.

A família também teve papel de destaque no lançamento. A mãe de Flávio, Rogéria Bolsonaro, candidata a deputada federal pelo PL no Rio de Janeiro, discursou antes do filho e defendeu a construção de um governo que, segundo ela, seja forte para enfrentar os problemas do país.

Michelle Bolsonaro não participou do evento. Segundo a organização, a ex-primeira-dama, que é candidata ao Senado pelo Distrito Federal, permaneceu em Brasília em razão dos cuidados com Jair Bolsonaro, além de compromissos relacionados à própria campanha.

Realizado em um dos principais pontos de mobilização do bolsonarismo no Rio de Janeiro, o lançamento marcou o início oficial da corrida de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. O candidato deverá agora ampliar a agenda nacional e buscar consolidar seu nome junto ao eleitorado durante a campanha.

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