POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho defende Michelle em polêmica sobre aliança do PL e pede união da direita

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (2), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comentou as críticas dirigidas a Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, após ela manifestar sua posição política para as próximas eleições em um evento no Ceará. A polêmica envolve a rejeição de Michelle à aproximação do partido com o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, para uma possível aliança nas eleições ao Senado, em 2026.

Cleitinho destacou que a ex-primeira-dama foi atacada inclusive por setores da direita. O parlamentar leu a nota divulgada por Michelle, na qual ela afirma que “agiu com sinceridade e tem o direito de expressar seus posicionamentos com liberdade”.

— O que mais me chama atenção é ver as próprias mulheres, inclusive mulheres que são políticas, fazendo piada com uma mulher. Naquele momento do  discurso no palanque [no Ceará], Michelle Bolsonaro não foi política. Foi mãe, foi esposa, foi humana. Porque a verdade é que o Ciro sempre falou mal da família do Bolsonaro. Um dos motivos pelos quais o Bolsonaro está inelegível foi o partido do Ciro Gomes. O que eu espero do Ciro Gomes, já que ele quer ter um apoio da direita, é que ele tenha a humildade para reconhecer que errou, que mudou de opinião — disse.

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O senador defendeu a união dos parlamentares de direita e afirmou que as divergências internas têm dificultado a articulação política. O parlamentar advertiu que o grupo deve seguir orientações políticas alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

— Vamos nos unir. O inimigo está adorando isso, rindo da cara da gente, e tem eleição daqui a meses. Vamos parar com isso e nos juntar, para podermos libertar não só o Ceará, mas libertar o Brasil — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Nunes Marques restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL

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Às vésperas do prazo final para o registro de candidaturas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A decisão ocorre após o nome do parlamentar aparecer como filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral, justamente no período em que ele busca registrar sua candidatura à Presidência da República.

A medida foi tomada a pedido do próprio PL. Na decisão, Nunes Marques considerou que a filiação partidária é uma condição necessária para que o cidadão possa disputar uma eleição e destacou que o vínculo não poderia ser alterado sem a manifestação de vontade do filiado.

Segundo o ministro, documentos apresentados no processo comprovam que Flávio Bolsonaro mantém vínculo com o PL desde 30 de novembro de 2021. Uma certidão da Justiça Eleitoral, citada na decisão, apontaria a regularidade e a exclusividade da filiação do senador à legenda.

Nunes Marques também considerou incompatível com as circunstâncias do caso a hipótese de uma mudança voluntária de partido. Flávio é apresentado publicamente como pré-candidato do PL à Presidência, enquanto o Missão já possui Renan Santos como nome lançado para a disputa ao Palácio do Planalto.

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A decisão ocorreu no mesmo dia em que o presidente do TSE determinou a abertura de investigação para apurar como a filiação ao Missão foi registrada. De acordo com o tribunal, não houve invasão ou ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. A suspeita é de uso indevido das credenciais de acesso de alguém autorizado a realizar filiações em nome do partido.

O caso também deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral para as providências cabíveis, enquanto a Polícia Federal investigará as circunstâncias do registro.

Em nota, o Missão afirmou ter sido alvo de uma tentativa de filiação fraudulenta e informou que já havia comunicado o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre as tentativas de inclusão do senador no quadro partidário desde o dia 2 de agosto.

O partido também declarou que pretende colaborar com as investigações e disponibilizar informações técnicas, como registros de acesso, e-mails e endereços de IP, para ajudar na identificação dos responsáveis.

Com a decisão do TSE, Flávio Bolsonaro volta a ter oficialmente o PL como partido de filiação, afastando, neste momento, um dos obstáculos para o registro de sua candidatura à Presidência da República.

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