POLÍTICA NACIONAL

Bittar pede CPI dos Correios e denuncia prejuízos na estatal

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O senador Márcio Bittar (União-AC), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (8), defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os prejuízos acumulados pelos Correios. Segundo ele, a suspensão da Lei das Estatais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu o retorno de indicações políticas que, na sua avaliação, contribuíram para os resultados negativos da empresa.

— O Senado não pode continuar vendo uma empresa, a mais antiga estatal do Brasil, se deteriorando diante dos nossos olhos. É por isso que estamos propondo a instalação da CPI dos Correios, para investigar com responsabilidade os prejuízos, as indicações políticas e a má gestão que levaram a esse colapso — afirmou.

O senador repercutiu denúncias publicadas na imprensa na última semana sobre problemas na estatal. Ele observou que o plano de saúde dos servidores dos Correios foi afetado pelos atrasos nos repasses, o que levou à suspensão de atendimentos médicos. Também mencionou paralisações de transportadores terceirizados por falta de pagamento e prejuízo superior a R$ 3 bilhões no ano passado.

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— Parte dos terceirizados que transportam as encomendas dos Correios estão parados por falta de pagamento, e, agora, muitos servidores que precisarem recorrer ao plano de saúde não terão mais como fazê-lo, a não ser que tirem do seu próprio bolso, porque alguns hospitais já deixaram de atender o plano dos Correios após calote milionário.

Bittar informou que vai solicitar a realização de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com a presença de ex-presidentes, dirigentes e funcionários dos Correios. Segundo ele, o objetivo será esclarecer denúncias de má gestão e prejuízos bilionários na empresa. O senador também quer colher depoimentos de servidores que, segundo ele, têm recebido ameaças por quererem colaborar com investigações.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Mendonça incluiu Flávio Bolsonaro como investigado no caso Dark Horse

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar a possível participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em supostos crimes relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação foi solicitada pela Polícia Federal e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a PF, a apuração busca esclarecer a possível ocorrência de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento da produção cinematográfica.

Flávio foi incluído formalmente na investigação em 22 de julho. O caso está relacionado a um repasse de R$ 61 milhões atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. A suspeita investigada é de que os recursos tenham sido disponibilizados a pedido do senador.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também aparece como alvo da apuração. Segundo os investigadores, ele é apontado como possível beneficiário de parte dos valores.

O inquérito corre sob sigilo. Mendonça retirou o segredo de Justiça de documentos relacionados a 15 procedimentos derivados da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção envolvendo agentes públicos e fraudes financeiras de grande dimensão atribuídas a Vorcaro e integrantes de seu grupo.

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A decisão de tornar parte dos documentos públicos ocorreu após pedido do presidente do STF, ministro Edson Fachin. A publicidade, porém, não alcança diligências cujo sigilo seja considerado necessário para o andamento das medidas investigativas.

PF cita quatro possíveis crimes

No pedido encaminhado ao STF, a Polícia Federal afirma que pretende apurar a possível prática de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos no contexto do financiamento de Dark Horse junto ao Banco Master.

A abertura do procedimento não significa que os crimes tenham sido comprovados. O objetivo do inquérito é justamente reunir elementos para esclarecer a origem, a movimentação e a eventual destinação dos recursos.

Na quarta-feira (11), Mendonça também homologou a delação premiada do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Ele é apontado como responsável por realizar repasses em dinheiro vivo relacionados ao filme.

Áudios colocaram Flávio e Vorcaro no centro da investigação

A relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ganhou repercussão após a divulgação, pelo The Intercept Brasil, de áudios nos quais o senador aparece conversando com o banqueiro e solicitando recursos para a produção de Dark Horse.

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Desde a divulgação das gravações, Flávio não contesta a autenticidade dos áudios. O senador sustenta que não há irregularidade em procurar financiamento privado para uma produção cinematográfica sobre seu pai.

A defesa do parlamentar ainda não havia se manifestado publicamente sobre a abertura do novo inquérito até a publicação da informação.

A investigação seguirá sob sigilo, e caberá à Polícia Federal esclarecer se houve irregularidades na origem, movimentação ou utilização dos recursos destinados ao filme.

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