POLÍTICA NACIONAL

Beto Faro homenageia papa Francisco

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O senador Beto Faro (PT-PA) homenageou nesta terça-feira (22) o papa Francisco, que morreu na madrugada da segunda-feira (21). Para o senador, o pontífice foi uma das figuras mais marcantes da era atual e sua partida representa uma perda inestimável para a Igreja Católica, para os cristãos e para a humanidade. Seu legado, disse o parlamentar, incluiu o respeito a minorias e reformas no Vaticano.

Ele ressaltou que o papa Francisco tinha “raízes” profundas na realidade social do povo latino-americano, e que isso trouxe ao papado uma nova sensibilidade, mais próxima das dores e das esperanças do povo do Sul Global. Para Beto Faro, a escolha do nome Francisco pelo papa — que originalmente se chamava Jorge Mario Bergoglio — já indicava que sua luta seria por uma igreja voltada para os pobres, comprometida com a paz e com a preservação da natureza.

O senador lembrou que o pontífice, desde que assumiu o papado em 2013, surpreendeu o mundo com gestos de simplicidade e humildade, como a recusa ao luxo do Vaticano. Durante mais de uma década como papa, na visão de Beto Faro, Francisco foi um incansável defensor da justiça social, que denunciou com firmeza a cultura da exclusão e o culto ao dinheiro.

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— Sua opção preferencial pelos pobres não foi apenas retórica. Criou o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, fortalecendo a ação social da igreja. Visitou favelas, campos de refugiados, prisões. Lavou os pés de mulheres muçulmanas e detentas em cerimônias da Quinta-feira Santa, relembrando a todos que a autoridade cristã se exerce pelo serviço.

Para o senador, o papa Francisco foi um reformador corajoso: promoveu reformas administrativas no Vaticano; nomeou mulheres para cargos de liderança nunca antes ocupados por elas; e abriu espaço de diálogo sobre temas sensíveis, como a comunhão para divorciados em segunda união, a acolhida de pessoas LGBTQIA+ e o papel das mulheres na igreja.

— Não se trata apenas de lembrar suas palavras, mas de tornar realidade os valores que ele viveu e pregou: a justiça para os excluídos, o diálogo entre os diferentes, a fraternidade universal, a paz entre as nações e o cuidado com a nossa casa comum. Que sua memória permaneça viva entre nós como farol de humanidade e coragem! Que descanse em paz aquele que foi, para tantos, não apenas um pastor, mas também um irmão universal!

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Nunes Marques restabelece filiação de Flávio Bolsonaro ao PL

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Às vésperas do prazo final para o registro de candidaturas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao Partido Liberal (PL). A decisão ocorre após o nome do parlamentar aparecer como filiado ao Partido Missão no sistema da Justiça Eleitoral, justamente no período em que ele busca registrar sua candidatura à Presidência da República.

A medida foi tomada a pedido do próprio PL. Na decisão, Nunes Marques considerou que a filiação partidária é uma condição necessária para que o cidadão possa disputar uma eleição e destacou que o vínculo não poderia ser alterado sem a manifestação de vontade do filiado.

Segundo o ministro, documentos apresentados no processo comprovam que Flávio Bolsonaro mantém vínculo com o PL desde 30 de novembro de 2021. Uma certidão da Justiça Eleitoral, citada na decisão, apontaria a regularidade e a exclusividade da filiação do senador à legenda.

Nunes Marques também considerou incompatível com as circunstâncias do caso a hipótese de uma mudança voluntária de partido. Flávio é apresentado publicamente como pré-candidato do PL à Presidência, enquanto o Missão já possui Renan Santos como nome lançado para a disputa ao Palácio do Planalto.

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A decisão ocorreu no mesmo dia em que o presidente do TSE determinou a abertura de investigação para apurar como a filiação ao Missão foi registrada. De acordo com o tribunal, não houve invasão ou ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral. A suspeita é de uso indevido das credenciais de acesso de alguém autorizado a realizar filiações em nome do partido.

O caso também deverá ser encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral para as providências cabíveis, enquanto a Polícia Federal investigará as circunstâncias do registro.

Em nota, o Missão afirmou ter sido alvo de uma tentativa de filiação fraudulenta e informou que já havia comunicado o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre as tentativas de inclusão do senador no quadro partidário desde o dia 2 de agosto.

O partido também declarou que pretende colaborar com as investigações e disponibilizar informações técnicas, como registros de acesso, e-mails e endereços de IP, para ajudar na identificação dos responsáveis.

Com a decisão do TSE, Flávio Bolsonaro volta a ter oficialmente o PL como partido de filiação, afastando, neste momento, um dos obstáculos para o registro de sua candidatura à Presidência da República.

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