POLÍTICA NACIONAL

Barômetro da Lusofonia será apresentado nesta quinta no Senado

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O Senado Federal sedia, nesta quinta-feira (19), o seminário de lançamento do Barômetro da Lusofonia no Brasil, pesquisa inédita realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). A partir da escuta direta das populações, o Barometro produz dados sobre vida cotidiana, democracia, intercâmbios culturais e expectativas de cooperação entre os países que têm o português como língua oficial.

O objetivo do estudo é o fortalecimento da integração entre os países de língua portuguesa, aprofundando a compreensão sobre percepções, valores e expectativas compartilhadas e destacando o papel estratégico do português — que possui cerca de 300 milhões de falantes, uma das línguas mais faladas do mundo em número de falantes nativos.

Durante o seminário serão apresentados os resultados da primeira edição do Barômetro, que ouviu mais de 5 mil pessoas nos oito países que têm o português como língua oficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Brasil, Timor-Leste e Portugal.

Lançado em janeiro de 2026, em Lisboa, o Barômetro da Lusofonia é um dos marcos dos 30 anos de existência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Estudo comparativo

“Cidadãos de nações de língua portuguesa avaliam melhor a própria vida do que a realidade dos seus países”. Esse é um dos achados do Barômetro da Lusofonia. A pesquisa também aponta que a maioria dos cidadãos dos países de língua portuguesa é otimista e acredita que seu país vai melhorar nos próximos 12 meses e avalia melhor a própria vida do que a situação do país. A maior parte dos entrevistados também concorda sobre a importância de ensinar a história e os efeitos da escravatura nas escolas, declara que já recebeu fake news e se interessa por manifestações culturais de outros países de língua portuguesa. A maioria entende ainda que a integração econômica e cultural entre as nações é muito importante.

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— O Barômetro revela que as preocupações centrais dos cidadãos da lusofonia estão ligadas à qualidade dos serviços públicos e às condições de inserção econômica. Em um segundo patamar, surgem temas como violência, inflação e acesso a água, energia e saneamento básico — afirma Antonio Lavareda, diretor-geral do Barômetro e presidente do conselho científico do Ipespe.

Os resultados darão origem a um livro e a um ciclo de seminários no Brasil e demais países. Serão integrados a uma base de dados disponibilizada a centenas de instituições de ensino e pesquisa, por meio da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (Aulp), que reúne 120 universidades com cursos de língua portuguesa, de Macau às Américas. Alunos, professores e pesquisadores poderão usar as informações em dissertações, teses, artigos e publicações.

Dados

De acordo com os responsáveis pelo Barômetro, a pesquisa tem relevância pelos seguintes aspectos;

  • Crescimento: projeções indicam que, até 2100, serão mais de 500 milhões de falantes do português, consolidando-o como uma das grandes línguas globais.
  • Protagonismo: há interesse geopolítico e cultural crescente em torno da CPLP em temas como meio ambiente, recursos naturais, diversidade cultural e inovação.
  • Produção de dados: pesquisa e dados científicos são valorizados como base para políticas culturais e sociais.
  • Influência global: a lusofonia está cada vez mais reconhecida como ativo estratégico global, cultural, econômico e diplomático.

Os organizadores da pesquisa destacam que a comunidade linguística do português tem características que a diferenciam de outras: ela é policêntrica e marcada por grande diversidade cultural e econômica entre seus países, que são conectados por fluxos históricos, migratórios e comunicacionais mediados pela língua comum. Nenhum dos países de língua portuguesa tem fronteiras contíguas e todos são banhados pelo mar.

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Programação do seminário

Após a abertura do seminário, que contará com a presença de representantes dos países da CPLP e autoridades, Antonio Lavareda falará sobre a concepção e os objetivos do projeto. A diretora-executiva do Ipespe, Marcela Montenegro, apresentará a metodologia da pesquisa.

Estão previstos os painéis:

  • A vida nos países lusófonos: valores, fake news, voto e democracia, intercâmbio cultural entre os países, por Joaquim Migueis (Angola, Isope);
  • CPLP: conhecimento e relevância, pelo professor doutor Antonio Lavareda (Brasil, Ipespe);
  • Próximos passos do Barômetro da Lusofonia, pelo professor doutor Marcelo Pimentel (Brasil, Ipespe e Unitau).

SERVIÇO

Evento: Seminário de lançamento do Barômetro da Lusofonia no Brasil.
Data: 19/03/2026 – quinta-feira
Horário: 15h
Local: Auditório senador Antonio Carlos Magalhães -Interlegis
Via N2, Brasília-DF
Transmissão pelo Youtube da TV Senado: https://youtu.be/9d21-HhTZAk
Acesso ao estudo: Barômetro da Lusofonia.
Contato: Assessoria de Imprensa do Senado Federal, +55 (61) 99837-4366 | [email protected]

O Barômetro da Lusofonia conta com apoio e participação das seguintes instituições: Comunidade dos países de Língua Portuguesa (CPLP); Associação das Universidades de Língua Portuguesa (Aulp); Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); Ministério da Cultura do Brasil; Missão Brasileira junto à CPLP; CC&P; Fundação Itaú; Duplimétrica; FGV Conhecimento; Federação Lusófona de Ciências da Comunicação (Lusocom): Instituto Camões de Cooperação da Língua; Universidade Católica da Guiné-Bissau; Fundação Joaquim Nabuco; Universidade Federal de Minas Gerais; Universidade Federal de Pernambuco; Universidade Federal do Rio Grande Sul; Universidade Federal de Santa Maria; Universidade de Taubaté (Unitau); Universidade Católica de Pernambuco; Universidade Autónoma de Lisboa; e da Universidade de Coimbra.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho pede para sair, muda de ideia e Republicanos confirma candidatura ao Governo de Minas

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A novela envolvendo Cleitinho Azevedo e a disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou, ao menos por enquanto, um novo capítulo. Depois de pedir para deixar a corrida eleitoral e, posteriormente, manifestar o desejo de voltar à disputa, o senador foi novamente escolhido pelo Republicanos como candidato ao Palácio Tiradentes.

A decisão foi definida nesta sexta-feira (7), após uma reunião entre Cleitinho e o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), em São Paulo. A chapa deve ser oficializada nos próximos dias.

A confirmação encerra uma sequência de idas e vindas que transformou a candidatura de Cleitinho em um dos principais assuntos da articulação eleitoral em Minas. O senador chegou a pedir para sair da disputa, mas posteriormente mudou de posição e passou a defender novamente seu nome como candidato ao governo.

A confusão obrigou o Republicanos a reorganizar seus planos. O partido havia colocado o ex-prefeito de Patos de Minas, Luis Eduardo Falcão, como opção para a disputa. Falcão, porém, é aliado de Cleitinho e passou a atuar pela retomada da candidatura do senador.

A movimentação também ganhou força dentro do próprio partido. Candidatos a deputado estadual e federal pressionaram pela permanência de Cleitinho na chapa, avaliando que sua presença poderia fortalecer as candidaturas proporcionais. O senador é considerado um dos principais nomes eleitorais da legenda em Minas.

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Pedido de desculpas e novo compromisso

Na tentativa de colocar um ponto final na crise, o Republicanos informou que Cleitinho pediu desculpas à população mineira e às forças políticas envolvidas nas negociações para a formação da chapa.

O senador também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim, numa tentativa de encerrar as dúvidas provocadas pelas mudanças anteriores de posição.

Além da confirmação da candidatura, outro acordo foi estabelecido: Cleitinho não utilizará recursos do fundo eleitoral do Republicanos para financiar sua campanha.

Liderança nas pesquisas pesou na decisão

A força eleitoral do senador foi um dos principais fatores considerados pela direção nacional do partido. Pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho apontou Cleitinho com 35% das intenções de voto para o Governo de Minas, 23 pontos à frente do segundo colocado, Alexandre Kalil (PDT), que apareceu com 12%.

O desempenho nas pesquisas ajudou a mudar o cálculo político do Republicanos. Mesmo depois das sucessivas mudanças de posição do senador, a possibilidade de abrir mão de um candidato que aparece na liderança tornou-se mais difícil para a legenda.

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A decisão também atende a uma pressão que vinha dos próprios candidatos do partido, interessados em contar com Cleitinho como principal puxador de votos na disputa proporcional.

Reviravolta mexe com o PL

A volta de Cleitinho à corrida pelo governo também provoca impacto direto na estratégia do PL em Minas Gerais.

O partido vinha trabalhando com a possibilidade de contar com o senador como um nome importante para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República no estado. Diante da possibilidade de Cleitinho deixar a disputa, o PL havia lançado o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para o governo.

Agora, com o retorno de Cleitinho ao páreo, o cenário volta a mudar e obriga as forças políticas de direita a recalcularem suas estratégias para a eleição estadual.

O deputado federal Domingos Sávio também está no tabuleiro do PL para a disputa ao Senado.

Por enquanto, a principal novidade é que Cleitinho voltou ao jogo. Depois de pedir para sair, reconsiderar a decisão e enfrentar uma verdadeira queda de braço dentro do próprio campo político, o senador agora promete transformar a candidatura em compromisso definitivo.

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