POLÍTICA NACIONAL

Aprovada transferência da capital do país para Belém durante a COP 30

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O projeto de lei que transfere simbolicamente a capital do Brasil para Belém durante a realização da COP 30, entre 11 e 21 de novembro, foi aprovado pelo Plenário do Senado nesta terça-feira (7). O projeto (PL 358/2025), que contou com o parecer favorável do Jader Barbalho (MDB-PA), segue para a sanção do presidente da República.

A COP 30 é a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá em Belém. O evento reúne líderes de vários países para discutir a crise climática global, tratando de temas como a redução das emissões dos gases do efeitos estufa e a proteção da Amazônia. Será a primeira vez que o Brasil sediará a conferência.

De acordo com o projeto, da deputada federal Duda Salabert (PDT-MG), a capital do Brasil — papel que cabe a Brasília desde 1960 — será transferida, simbolicamente, para a cidade de Belém durante a COP 30.

O texto prevê que, nesse período, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário poderão se instalar nessa cidade. Também prevê que os atos e despachos do presidente da República e dos ministros de Estado, assinados no período, terão o registro da cidade de Belém.

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O Poder Executivo terá de regulamentar as medidas administrativas, operacionais e logísticas necessárias à transferência temporária da sede do governo federal.

Para Jader Barbalho, o projeto “homenageia não apenas o grande evento internacional sediado no Brasil, como a Amazônia e a cidade de Belém, bem como permite que o Congresso Nacional destaque a importância dos temas que lá serão debatidos”.

O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) manifestou apoio ao projeto, que considera um chamado à responsabilidade diante dos “desafios históricos e estruturais” da Amazônia.

— Que esse gesto não se limite ao campo do simbolismo. Que essa mudança momentânea da sede dos três Poderes represente, de fato, uma guinada no olhar do Brasil para a região Norte, para o Pará, para as populações amazônicas.

Por sua vez, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) propôs a criação da Comissão da Amazônia no Senado.

— Está na hora de o Senado dar um aceno à COP — declaru ela.

Apesar de destacar o simbolismo da iniciativa, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) voto contra o projeto. Ele criticou o custo da mudança temporária e previu que o Legislativo será esvaziado ao participar de um “palco de eventos”.

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— A proposta não tem efeito prático. Serve apenas para uma encenação política (…) sem retorno efetivo para a população.

Outro parlamentar que se declarou contrário à proposta foi o senador Cleitinho (Republicanos-MG).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Justiça barra despejo forçado em prédios que governo de SP quer demolir

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A Justiça de São Paulo decidiu nesta segunda-feira (17) que o governo do estado, liderado por Tarcísio de Freitas, deve parar qualquer tentativa de tomar à força os prédios antigos que estão ocupados.

O governo quer demolir esses prédios para construir sua futura sede no bairro Campos Elíseos, no centro da capital.

  • Dois prédios na Alameda Barão de Piracicaba estão ocupados e serão demolidos.
  • A Justiça também proibiu que os moradores sofram restrições de direitos.
  • O governo já derrubou outros prédios na mesma quadra ligados ao crime organizado.
  • Moradores denunciaram intimidações por parte de funcionários da CDHU e da Guarda Municipal.
  • O governo diz que cadastrou 65 famílias e que ninguém será despejado à força.

A decisão também proíbe que os ocupantes desses imóveis percam qualquer direito. A Procuradoria-Geral de São Paulo afirmou que, até as 19h20 desta segunda-feira, não tinha sido notificada da decisão. O órgão é responsável por representar o governo na Justiça.

Os dois prédios ficam na Alameda Barão de Piracicaba e estão em situação precária. Eles funcionaram por anos como pensões. A CDHU, empresa de habitação do governo, tenta reassentar as famílias. Ao mesmo tempo, a Fazenda Pública do Estado tenta na Justiça obter a posse dos prédios.

Outros prédios na mesma rua já foram tomados pelo Estado depois que o Ministério Público descobriu que eram usados como pensões pelo crime organizado. Esses imóveis foram demolidos na semana passada.

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A decisão provisória proíbe ações para forçar despejos, depois que moradores disseram ter sido ameaçados por pessoas que se diziam funcionários da CDHU e por agentes da Romu, grupo da Guarda Municipal da gestão do prefeito Ricardo Nunes. Os dois lados negaram as acusações.

Uma das moradoras, a camareira Simone de Fátima Ferreira, de 54 anos, recebeu a reportagem no quarto onde vive com o marido. Na porta, agentes da Romu pediram identificação e disseram que não estavam impedindo a entrada no prédio.

A prefeitura de Nunes disse que a Guarda Civil Metropolitana faz policiamento no local a pedido da CDHU, para evitar novas ocupações e garantir segurança para a conclusão dos trabalhos.

Simone contou que o controle de acesso é diário. Ela também afirmou que, nesta segunda-feira, recebeu um telefonema de uma funcionária da CDHU exigindo que saísse do local imediatamente.

Na hora da ligação, Simone estava trabalhando em um hotel. ‘Eles falam que vão emparedar, que vão fechar tudo’, contou. ‘A gente tem que sair correndo do trabalho porque tem risco de jogarem as nossas coisas na rua.’

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O governo de Tarcísio confirmou que entrou com ação de desapropriação dos dois imóveis, mas negou que tenha adotado medidas para forçar a saída dos ocupantes.

O governo disse que, desde 2024, 65 famílias viviam nos prédios. Afirmou também que a CDHU cadastrou todas para receber atendimento habitacional, cumprindo uma exigência da Justiça.

Débora Ungaretti, pesquisadora da USP, questionou o número de famílias atendidas. Ela disse que pelo menos oito famílias ainda estão no local e precisam de moradia.

O governo afirmou que, nesta segunda-feira, equipes da CDHU atenderam as últimas cinco famílias cadastradas que ainda estavam nos prédios. Elas saíram de forma voluntária e receberão auxílio-moradia até conseguirem uma casa definitiva.

A CDHU negou que tenha orientação para remoção forçada ou para levar pessoas à delegacia. O órgão disse que, durante a ação, um grupo de pessoas que não havia feito cadastro entrou nos imóveis.

Sobre Simone, a CDHU disse que ela não está no programa de moradia porque receberá um imóvel da Cohab, a companhia de habitação da prefeitura.

Simone reclamou que o apartamento que receberá ainda não está pronto. Para deixar a ocupação agora, ela precisaria receber do Estado um complemento ao auxílio-aluguel de R$ 400 que já recebe do município.

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