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Wilson Santos confirma comissão especial para avaliar os serviços prestados pela Energisa

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O deputado Wilson Santos (PSD) confirmou, nesta quarta-feira (20), que foi autorizada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), a criação de uma comissão especial para analisar a renovação ou eventual reversão da concessão dos serviços de distribuição de energia elétrica no estado. A iniciativa prevê o acompanhamento da atuação da concessionária Energisa, nos últimos 28 anos, junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com participação da sociedade civil e de órgãos públicos.

O parlamentar adiantou que algumas cláusulas não foram cumpridas pelo grupo Rede e a Energisa, como a implantação de energia trifásica, usada em indústrias e comércios com aparelhos de alta potência, para todos os municípios de Mato Grosso. Wilson Santos também destacou que há localidades no interior do estado que ainda não contam com agências físicas para atendimento à população.

“Muito boa a postura do nosso chefe do poder legislativo, Max Russi, em autorizar essa comissão especial. Estamos às vésperas da Aneel autorizar mais 30 anos para a Energisa em Mato Grosso. Mas, não podemos deixar essa autarquia federal autorizar, como fez em Mato Grosso do Sul, de forma silenciosa e discreta. Não permitiremos que essa concessão seja feita nas escuras e na calada da noite. Não sou contra a renovação. Mas, a Energisa precisa se adequar e cumprir as cláusulas do contrato vigente para ter credibilidade para pleitear mais 30 anos de concessão”, posicionou Wilson Santos.

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Além de Max e Wilson, também vão integrar a comissão especial os deputados estaduais Chico Guarnieri (PRD), Faissal Calil (Cidadania), Elizeu Nascimento (PL), Júlio Campos e Eduardo Botelho, ambos do União Brasil.

Energisa em Mato Grosso – A concessão tem validade até 11 de dezembro de 2027. A Aneel aprovou um termo que possibilita a renovação dos contratos de distribuição por mais 30 anos, abrangendo 19 empresas cujos contratos vencem entre 2025 e 2031.

Fonte: ALMT – MT

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Trajetória de vida inspira Professora Mazé a disputar vaga na Assembleia Legislativa

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Muito antes de se tornar professora, pesquisadora, escritora e doutora em Educação, Maria José de Oliveira Arruda, conhecida como Professora Mazé  precisou vencer obstáculos que marcaram sua infância e juventude. Natural de Goiatuba (GO), filha de pais de vida simples que tiravam da terra o sustento da família, ela cresceu em meio às dificuldades financeiras e teve na educação o caminho para transformar sua realidade.

Sem acesso à escola durante os primeiros anos de vida, foi alfabetizada pela própria mãe dentro de casa. A família vivia em condições de extrema dificuldade, situação que impossibilitou o acesso ao ensino formal na infância. Parte dessa trajetória aconteceu em um garimpo no Pará, onde viveu antes de decidir buscar novas oportunidades.

Aos 14 anos, deixou o garimpo e chegou sozinha a Cuiabá. Na capital mato-grossense, contou inicialmente com o apoio de um tio e sua família, mas precisou construir sua independência conciliando trabalho e estudo. Morou em repúblicas e pensionatos até concluir o ensino fundamental e médio no tradicional Colégio Estadual Liceu Cuiabano.

A dedicação aos estudos abriu as portas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde cursou Letras. A formação acadêmica foi apenas o início de uma carreira voltada à educação. Professora efetiva da rede estadual de ensino, Mazé também atuou como pesquisadora e escritora, conquistando posteriormente os títulos de mestre e doutora em Educação antes de se aposentar do magistério.

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Casada, mãe de três filhos, avó e cristã, ela afirma que a educação sempre foi o instrumento que mudou sua vida e que a experiência acumulada ao longo de décadas na sala de aula despertou o desejo de contribuir também na formulação de políticas públicas.

Esse novo capítulo ganhou forma com o anúncio de sua pré-candidatura ao cargo de deputada estadual. Segundo Mazé, a decisão representa uma forma de retribuir a Cuiabá e a Mato Grosso as oportunidades que encontrou desde que chegou ao Estado ainda adolescente.

De acordo com a professora, sua vivência pessoal permite compreender as dificuldades enfrentadas por famílias que convivem com a falta de oportunidades. Ela afirma que pretende defender políticas voltadas ao fortalecimento da participação feminina, à liberdade de escolhas individuais e ao desenvolvimento social.

Entre os temas que pretende levar ao debate público estão a valorização da mulher nos espaços de decisão, a segurança feminina, a liberdade para que mulheres possam construir suas carreiras profissionais, a possibilidade de as famílias participarem das decisões relacionadas à educação dos filhos e a defesa de uma gestão pública eficiente.

“A mulher não nasceu para assistir à política. Nasceu para decidir”, afirma a pré-candidata ao explicar o que considera ser um dos principais desafios da representação feminina na vida pública.

Mazé também defende que a política deve estar voltada à solução dos problemas da população. Segundo ela, sua experiência de vida permite compreender as necessidades das pessoas que enfrentam dificuldades semelhantes às que marcaram sua própria trajetória.

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Outra bandeira apresentada pela professora é a valorização da família e do mérito. Ela defende que o Estado amplie oportunidades para quem estuda e trabalha, permitindo que o esforço individual seja reconhecido. “A mulher não precisa de favor. Precisa de oportunidade”, declara.
Ao falar sobre o papel do poder público, Mazé afirma que um Estado eficiente deve administrar os recursos com responsabilidade, ampliar a segurança para as mulheres e criar condições para melhorar a qualidade de vida da população.

Para a professora, a independência econômica feminina também deve fazer parte das políticas públicas. “Dinheiro no bolso da mulher vale mais que discursos no palanque”, afirma.

Encerrando a apresentação de sua pré-candidatura, Mazé diz acreditar que o país precisa fortalecer a participação de pessoas preparadas para a vida pública. “O Brasil não precisa mais de promessas. Precisa de mulher com coragem para falar a verdade e fazer o que é certo”, conclui.
Da menina alfabetizada pela mãe em uma casa sem escola à professora que alcançou o doutorado e dedicou décadas ao ensino público, a história de Maria José de Oliveira Arruda é marcada pela superação. Agora, ela busca levar essa experiência para um novo desafio na vida pública, tendo a educação como principal referência de sua trajetória.

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