REINAUGURAÇÃO

Nova fase é celebrada com casa cheia, homenagens e encontro entre gerações em Cuiabá

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A manhã da última quarta-feira (8) foi marcada por reencontros, homenagens e momentos de emoção durante a reinauguração da Stilo Auto Peças, em Cuiabá. Clientes, parceiros, fornecedores, colaboradores e convidados participaram da programação preparada para celebrar a trajetória da empresa e o início de um novo capítulo de sua história.

Com o tema “Raízes Fortes. Sonhos Maiores.”, a celebração reuniu dezenas de participantes e transformou a sede da empresa em um espaço de convivência, onde o principal destaque foi o relacionamento construído ao longo dos anos.

 

Os convidados puderam conhecer ambientes inspirados na cultura cuiabana, participar da Arena do Palpite, testar a pontaria no Desafio do Craque e deixar mensagens no Mural da Família Stilo, criado para homenagear clientes, colaboradores, parceiros e fornecedores que fizeram parte da construção da empresa.

Outro momento especial foi a participação do criador de conteúdo automotivo Rick Lima, reconhecido nacionalmente pelo trabalho voltado ao universo das oficinas mecânicas, manutenção automotiva e eventos do setor. Hoje parceiro da Stilo Auto Peças, ele compartilhou uma lembrança que remete ao início de sua relação com a empresa.

 

Os irmãos,  Wellington, Lucas e Leandro

 

“A lembrança que eu tenho da Stilo Auto Peças é dos domingos, que era o único dia em que eu conseguia acompanhar meu pai, que trabalhava com manutenção automotiva. Eu ia com ele comprar peças para a oficina e lembro dele sentado no balcão fazendo o pedido, enquanto eu ficava ao lado observando tudo. É uma memória muito afetiva e especial para mim”, recordou.

Durante a programação de reinauguração durante a semana, os participantes também concorreram ao sorteio de uma televisão de 50 polegadas e de uma caixa de ferramentas, ações que ampliaram a interação com o público ao longo da manhã.

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Mais do que apresentar uma estrutura física totalmente renovada, a reinauguração simbolizou a continuidade de um legado iniciado há anos, quando o fundador Manoel (Em memória) escolheu Cuiabá para transformar um sonho familiar em uma empresa construída sobre trabalho, confiança e relações duradouras.

 

Fundador Manoel (Em memória) escolheu Cuiabá para transformar um sonho familiar em uma empresa construída sobre trabalho

 

Durante a cerimônia, familiares agradeceram a presença dos convidados e reforçaram que cada cliente, colaborador, parceiro e fornecedor faz parte dessa história.

Lucas Lopes, representante da nova geração da família, destacou que a modernização da empresa representa um compromisso com o futuro sem abrir mão dos valores que deram origem ao negócio. “Esta reinauguração representa muito mais do que uma nova estrutura. Ela simboliza o respeito pela história que o meu pai construiu ao lado da nossa família e de tantas pessoas que acreditaram na Stilo desde o começo. Nosso compromisso é continuar esse legado, inovando, crescendo e oferecendo um atendimento cada vez melhor, mas sem perder aquilo que sempre nos trouxe até aqui: a confiança das pessoas e o trabalho feito com dedicação. Cada cliente, colaborador, parceiro e fornecedor faz parte dessa caminhada.”

Entre os presentes Dona Margarida, esposa do fundador Manoel, que relembrou os primeiros anos da empresa e a trajetória construída ao lado do marido.

“Começou com muita luta e muito sacrifício. Eu e meu esposo trabalhávamos enquanto nossos filhos ainda eram pequenos. Muitas vezes saíamos para trabalhar e eles ficavam cuidando uns dos outros. São justamente eles que hoje estão à frente da empresa. Meu marido trabalhou muito para realizar esse sonho. Em 2013 decidimos abrir a Stilo Auto Peças e, aos poucos, os filhos começaram a participar do negócio. Em 2020, Deus o recolheu. Foi um momento muito difícil para todos nós. Ficamos sem chão. Mas, como os meninos já estavam conosco, conseguimos dar continuidade. Hoje fico feliz em ver a evolução deles e em perceber que continuam realizando o sonho que sempre foi da nossa família. Tenho certeza de que, de onde ele estiver, está feliz e orgulhoso.”

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Ao lado de Margarida, a irmã e sócia. Márcia Lopes também relembrou o processo de recomeço após enfrentar a perda também do marido e a união das famílias para fortalecer o negócio. “Minha história também é de superação. Fiquei viúva em 2009 e administrava três lojas. Como meus filhos ainda eram pequenos precisei reorganizar toda a empresa. Em 2014 vendi duas unidades e permaneci apenas com a loja do Coxipó. Foi quando entrei em sociedade com o senhor Manoel. Depois da partida dele, seus filhos assumiram a continuidade do trabalho e seguimos juntos até hoje. Ver essa expansão é motivo de muita alegria. Tenho certeza de que, com Deus à frente, vamos continuar crescendo.”

 

Toda a programação contou com cobertura fotográfica, produção audiovisual da SM Digital, ações nas redes sociais e atendimento à imprensa, permitindo que a celebração ultrapassasse os limites do evento e alcançasse também o público pelos canais digitais.

Ao final da manhã, o sentimento compartilhado entre os participantes era de gratidão por uma história construída com dedicação, confiança e parceria.

Mais do que marcar a reinauguração de uma loja, o evento reafirmou que empresas sólidas são construídas por pessoas. Famílias, colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores seguem sendo o maior patrimônio da Stilo Auto Peças e a base para os próximos capítulos de sua história.

 

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CIDADES

Em defesa do jornalista Enock Cavalcanti e da liberdade de imprensa em Mato Grosso

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Mato Grosso — SindJor/MT — vem a público manifestar sua preocupação com a situação enfrentada pelo jornalista e advogado Enock Cavalcanti da Silva, profissional com décadas de atuação na imprensa mato-grossense.

Artigo de crítica jornalística publicado por Enock Cavalcanti em 2023, construído a partir de reportagem de veículo nacional sobre tema de evidente interesse público, foi retirado do ar por força de ordem judicial obtida por agente público que ocupa uma das mais altas posições do Poder Judiciário estadual. O jornalista responde, ainda, a demanda indenizatória com pedido fixado no valor máximo admitido no rito processual escolhido.

O SindJor/MT não discute, nesta nota, o mérito de processo judicial em curso — e confia que as instâncias competentes o farão com a profundidade que o tema exige. O que cumpre ao sindicato registrar é a dimensão institucional do episódio, que ultrapassa a situação individual do colega.

A remoção integral de conteúdo jornalístico por decisão liminar, antes de qualquer contraditório, é medida que o Supremo Tribunal Federal há muito qualifica como excepcionalíssima. Desde o julgamento da ADPF 130, em 2009, a Corte assentou que não há liberdade de imprensa sob censura prévia, inclusive a proveniente do Poder Judiciário, e que os direitos da personalidade se protegem, em regra, pela via da responsabilização posterior — direito de resposta e indenização — e não pelo silenciamento do conteúdo. Em 2024, no julgamento conjunto das ADIs 6.792 e 7.055, o Supremo foi além: reconheceu a figura do assédio judicial contra jornalistas, afirmou a posição preferencial da liberdade de expressão e fixou, com efeito vinculante, que a responsabilidade civil de jornalista somente se configura em caso inequívoco de dolo ou de culpa grave, entendida como evidente negligência profissional na apuração dos fatos.

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Preocupa o sindicato, igualmente, o peso econômico que vem sendo imposto ao profissional. Enock Cavalcanti tem sido alvo de condenações e de pedidos indenizatórios em valores expressivos — nesta última demanda, o pedido foi fixado no próprio teto do rito processual. A imposição reiterada de valores dessa ordem a um jornalista produz efeito inibitório — o chamado chilling effect — sobre o exercício futuro da atividade jornalística: cada condenação elevada não pune apenas um texto, condiciona todos os que ainda não foram escritos. O Supremo Tribunal Federal nomeou o fenômeno com precisão ao julgar a ADPF 130: “a excessividade indenizatória é, em si mesma, poderoso fator de inibição da liberdade de imprensa, em violação ao princípio constitucional da proporcionalidade”. Quando o autor da demanda é agente público de alta hierarquia e o alvo é o jornalista que o criticou, esse efeito não se limita ao processo — ele se projeta sobre toda a categoria, sinalizando a cada repórter, colunista e editor deste estado o custo de fiscalizar o poder.

Jornalismo crítico sobre agentes públicos não é afronta — é função constitucional. A crítica dura, irônica, incômoda, está no núcleo do que a Constituição protege quando garante a liberdade de imprensa, precisamente porque agentes públicos, sobretudo os que exercem parcela do poder do Estado, submetem-se a escrutínio mais intenso, não menos.

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O SindJor/MT manifesta integral solidariedade ao jornalista Enock Cavalcanti, já acompanha o caso em todos os seus desdobramentos e adotará as providências institucionais cabíveis em defesa do livre exercício da profissão, inclusive perante os órgãos nacionais de defesa da liberdade de imprensa. O sindicato reafirma, ao mesmo tempo, seu respeito ao Poder Judiciário de Mato Grosso e sua confiança em que o caso será reexaminado à luz dos precedentes vinculantes do Supremo Tribunal Federal.

A liberdade de imprensa não é privilégio de jornalistas. É direito da sociedade de ser informada — e ela se mede, sempre, pela proteção que se dá à crítica que incomoda.

Cuiabá-MT, 31/08/2026.

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Mato Grosso — SindJor/MT

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