O empresário Reinaldo Gomes de Morais, conhecido como “Rei do Porco”, ganhou força nas articulações para ocupar a vaga de vice na chapa do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026.
A definição ainda deve ser oficializada pelo grupo político. Wellington convocou uma coletiva para esta quinta-feira (13), em Cuiabá, quando a composição da chapa deverá ser apresentada.
Ligado ao agronegócio e ao setor de proteína animal, Reinaldo reúne características consideradas estratégicas para a candidatura, especialmente pela proximidade com produtores rurais e empresários do setor. Seu nome também ganhou força dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Reinaldo mantém relação política com Bolsonaro desde a campanha presidencial de 2022, quando participou da coordenação da candidatura do ex-presidente em Mato Grosso. Naquele período, sua aproximação com o PL também contou com articulações envolvendo Wellington Fagundes e outras lideranças da legenda.
A relação entre os dois grupos continuou nos anos seguintes. Em 2024, Bolsonaro esteve em uma propriedade de Reinaldo, em Diamantino, durante uma agenda que também contou com a participação de Wellington.
Empresário do agronegócio
Formado em Zootecnia, Reinaldo construiu sua trajetória empresarial nos setores de avicultura e suinocultura. A atuação na produção de proteína animal fez com que recebesse o apelido de “Rei do Porco”, que passou a ser associado à sua imagem pública.
A eventual escolha para a vice reforçaria o discurso de Wellington voltado ao setor produtivo. Em Mato Grosso, o agronegócio tem peso central na economia e representa uma das principais bases políticas do Estado.
Durante uma eventual campanha, Reinaldo poderia atuar como interlocutor da chapa com produtores rurais, empresários e entidades ligadas ao agronegócio.
Experiência política
Apesar da carreira empresarial, Reinaldo já teve participação em disputas eleitorais. Em 2004, foi candidato a vice-prefeito de Maringá, no Paraná.
Em Mato Grosso, disputou a eleição suplementar para o Senado em 2020, quando recebeu aproximadamente 36,5 mil votos.
Em 2022, passou a atuar de forma mais próxima ao grupo bolsonarista no Estado e fortaleceu sua relação política com lideranças do PL.
A possível composição reúne perfis diferentes. Wellington chega à disputa com uma longa trajetória política e parlamentar, enquanto Reinaldo representa o setor empresarial, o agronegócio e uma parcela do eleitorado alinhada ao campo conservador.
A confirmação do vice deverá ocorrer nesta quinta-feira, durante o anúncio oficial da chapa. Até lá, o nome de Reinaldo permanece como uma das principais apostas para ocupar a vaga.