O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), voltou a explorar, durante entrevista após o debate eleitoral, a relação do senador Wellington Fagundes (PL), também candidato ao Governo de Mato Grosso, com o histórico do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado.
Ao comentar a atuação do órgão ao longo de diferentes governos federais, Pivetta atribuiu ao ex-presidente Jair Bolsonaro a mudança que, segundo ele, permitiu ao Estado assumir a gestão de importantes trechos de rodovias federais.
“Todos os governos, Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 2, Temer, e o Bolsonaro veio e salvou Mato Grosso”, declarou.
Na avaliação do governador, a mudança no comando do Dnit foi determinante para que Mato Grosso pudesse assumir a administração de trechos das BRs-163 e 174.
“Foi a partir da expulsão desse cara do Dnit que nós conseguimos. O Governo do Estado conseguiu assumir a 163, conseguiu assumir a 174. Ele não queria. Por isso ele está frustrado”, afirmou Pivetta, em referência ao adversário.
A declaração ocorreu depois de o governador ser questionado sobre um integrante de sua própria campanha que, conforme a pergunta feita durante a entrevista, também teria ligação com o Dnit e teria sido mencionado em um episódio envolvendo o órgão.
Questionado especificamente sobre o assunto, Pivetta disse não ter conhecimento de eventual irregularidade envolvendo o aliado.
“Não existe nenhuma história que eu saiba do Pagô”, respondeu.
Na sequência, o governador mudou o foco da entrevista para as propostas de sua campanha e os resultados que atribui à atual gestão estadual.
“Eu vou falar sobre o que eu tenho de propósito para Mato Grosso. Nós vamos continuar fazendo, nós vamos continuar investindo, nós vamos continuar cuidando da educação, da saúde, aumentando a disponibilidade de serviços”, afirmou.
A troca de acusações envolvendo o Dnit ocorre em meio à disputa pelo Governo de Mato Grosso, que tem Pivetta e Wellington Fagundes entre os principais nomes na corrida eleitoral de 2026.