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Como era fazer assessoria de imprensa nos anos 80? A profissão antes da era digital

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A onda de fotos recriadas com estética dos anos 80 tem despertado mais do que nostalgia. Para quem trabalha com comunicação, ela também provoca uma pergunta interessante: como era fazer assessoria de imprensa quando não existiam internet, e-mail, redes sociais ou WhatsApp?

A resposta revela uma profissão muito diferente na forma, mas surpreendentemente parecida na essência.

Nos anos 80, uma pauta começava muitas vezes em uma máquina de escrever. O release era produzido linha por linha, e um erro no final da página poderia significar corretivo, refação ou uma nova folha. Não havia a facilidade de editar, copiar, colar e disparar uma informação para centenas de contatos em poucos segundos.

A notícia precisava literalmente circular.

Cópias eram feitas em xerox ou mimeógrafo. Releases eram colocados em envelopes e levados às redações por mensageiros, motoboys ou pelos próprios profissionais. Quando a informação era urgente, recursos como o telex faziam parte da rotina.

E havia as fotografias.

Nada de selecionar uma imagem no celular e anexá-la ao e-mail. As fotos precisavam ser reveladas, muitas vezes em preto e branco, e entregues fisicamente às redações junto com o material da pauta.

O clipping também era outro capítulo.

O assessor precisava comprar ou receber os jornais, ler página por página, identificar a publicação sobre o cliente, recortar a matéria com uma tesoura e organizar tudo em pastas. Era um trabalho artesanal, paciente e minucioso.

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Mas talvez a maior diferença não estivesse nas ferramentas.

Estivesse no relacionamento.

Sem redes sociais, sem grupos de WhatsApp e sem mensagens instantâneas, o assessor precisava conhecer jornalistas, entender suas editorias, saber o que era notícia e construir credibilidade ao longo do tempo. A ligação para a redação era parte da rotina. Muitas vezes, a conversa demorava.

A pauta não era apenas enviada. Era apresentada.

E isso nos leva a uma reflexão importante sobre a assessoria de imprensa atual.

A tecnologia acelerou praticamente todas as etapas do trabalho. Hoje, um release pode ser produzido, revisado, fotografado, distribuído e acompanhado em questão de minutos. O clipping é digital. O relacionamento pode acontecer por WhatsApp. A entrevista pode ser realizada por videoconferência. O alcance de uma informação pode ser nacional ou até global.

Ganhamos velocidade.

Mas velocidade não substitui estratégia.

Hoje, existe uma quantidade gigantesca de informação disputando a atenção dos jornalistas e do público. O assessor não precisa apenas saber escrever. Precisa saber identificar o que merece virar notícia, construir uma narrativa, compreender o posicionamento do assessorado, antecipar crises, trabalhar reputação e, principalmente, estabelecer relações de confiança.

É aí que a assessoria de imprensa dos anos 80, apesar de todas as limitações tecnológicas, ainda tem muito a ensinar.

A ferramenta mudou. O princípio continua.

Uma boa pauta continua dependendo de relevância. Uma boa entrevista continua dependendo de preparo. Uma boa relação com a imprensa continua sendo construída com credibilidade. E um bom assessor continua precisando entender que seu trabalho não é simplesmente “divulgar” alguém.

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É transformar informação em notícia.

É fazer com que uma história encontre o veículo certo, o jornalista certo e, consequentemente, o público certo.

Talvez a nostalgia dos anos 80 nos faça perceber algo que a velocidade do mundo digital às vezes esconde: comunicação nunca foi apenas tecnologia.

Máquina de escrever, telefone fixo, telex, fax, e-mail, redes sociais, WhatsApp, inteligência artificial. As ferramentas mudam.

O olhar jornalístico, a capacidade de relacionamento e a confiança continuam sendo os verdadeiros instrumentos de trabalho.

Por isso, ao olhar para aquela estética oitentista, com telefone fixo, papel, máquina de escrever e pilhas de jornais sobre a mesa, dá para imaginar o quanto era trabalhoso fazer assessoria de imprensa naquela época.

Mas também dá para reconhecer ali a origem de uma profissão que continua essencial.

A diferença é que, hoje, o assessor precisa fazer em minutos o que antes podia levar horas ou dias.

E talvez esse seja o grande desafio da assessoria contemporânea: não deixar que a facilidade de apertar “enviar” faça o profissional esquecer que, antes de qualquer disparo, existe algo muito mais importante para construir.

Reputação. Credibilidade. Relacionamento.

E isso nenhuma tecnologia consegue entregar sozinha.

Ana Barros é jornalista em Cuiabá e atua em assessoria de imprensa

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O Brasil precisa de senadores que não se ajoelhem diante do poder

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O Brasil chegou a um ponto em que não basta mais observar os acontecimentos de Brasília. É preciso ter coragem para questionar, cobrar e, quando necessário, tomar providências dentro dos limites da Constituição.

As recentes notícias envolvendo mensagens atribuídas a conversas entre o empresário Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, levantam questionamentos que precisam ser esclarecidos pelas instituições competentes. Independentemente de posições políticas ou ideológicas, qualquer situação que possa colocar em dúvida a independência, a transparência ou a imparcialidade das instituições deve ser investigada com seriedade.

É justamente nesse momento que o Senado Federal precisa cumprir o seu papel constitucional.

O Senado não pode existir apenas para aprovar projetos, participar de acordos políticos ou assistir passivamente aos acontecimentos. Os senadores têm responsabilidades institucionais importantes, inclusive relacionadas à fiscalização dos integrantes da mais alta Corte do país.

Não defendo a impunidade para ninguém. Também não defendo privilégios para quem ocupa cargo de poder. Defendo o princípio mais básico de uma democracia: ninguém está acima da lei e toda autoridade deve prestar contas de seus atos.

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Hoje, como candidato, posso denunciar, cobrar e me posicionar. A partir de 1º de janeiro de 2027, se o eleitor de Mato Grosso me confiar uma das cadeiras do Senado, pretendo fazer muito mais: exercer o mandato com independência, fiscalizar, cobrar explicações e defender a segurança jurídica que o Brasil precisa para voltar a crescer.

Se houver elementos concretos que apontem para crimes ou infrações político-administrativas, os mecanismos constitucionais precisam ser utilizados. Isso inclui, quando juridicamente cabível, a discussão sobre processos de impeachment. Não como instrumento de vingança política, mas como mecanismo previsto pela própria Constituição para situações em que autoridades possam ter ultrapassado os limites de suas funções.

O que não podemos aceitar é um Brasil em que o cidadão comum tenha de responder por seus atos enquanto autoridades poderosas pareçam intocáveis.

O Senado precisa deixar de ser espectador.

Senador não pode se ajoelhar diante do Supremo Tribunal Federal, do Palácio do Planalto ou de qualquer outro centro de poder. Senador deve se ajoelhar somente diante da Constituição e do povo que o elegeu.

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É essa postura que pretendo levar para Brasília.

Mato Grosso é um Estado de gente que trabalha, produz, empreende e paga impostos. São milhões de brasileiros que querem segurança para investir, liberdade para trabalhar e instituições que respeitem os limites estabelecidos pela Constituição.

Não podemos normalizar a insegurança jurídica. Não podemos aceitar que decisões de enorme impacto sejam tomadas sem transparência. E não podemos permitir que o medo de enfrentar estruturas poderosas faça com que representantes eleitos abandonem sua responsabilidade.

O Brasil precisa recuperar o equilíbrio entre os Poderes.

Precisa recuperar a confiança nas instituições.

E precisa, acima de tudo, de homens e mulheres públicos dispostos a cumprir o mandato para o qual foram eleitos.

É por isso que apresento meu nome ao Senado.

Um mandato para fiscalizar, cobrar e defender a Constituição.

Porque o Brasil não precisa de mais senadores de joelhos.

Precisa de senadores de pé.

Benny Godoy, candidato ao Senado por Mato Grosso

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