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Max Russi articula linhas de crédito do BNDES para MT

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O fortalecimento da economia de Mato Grosso e a ampliação da oferta de crédito foram os temas centrais de uma reunião entre o deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa e representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O encontro, realizado nesta terça-feira (28), buscou aproximar o banco das demandas reais do estado, com foco em armazenamento e na industrialização de produtos locais.

Para o deputado Max Russi, o apoio do BNDES é estratégico para que o estado deixe de ser apenas um exportador de matéria-prima. “O debate sobre o desenvolvimento precisa estar acima de questões ideológicas. O BNDES é um patrimônio nacional e nossa parceria visa gerar emprego e renda para o mato-grossense, focando no que realmente precisamos, como a ampliação da capacidade de armazenamento”, destacou.

Os representantes da instituição, José Carlos e Dannyel Lopes, da área de crédito para micro e pequenas empresas, detalharam as linhas disponíveis, como o Fundo Clima e o Fundo Floresta. O objetivo é fortalecer a agência de fomento estadual, Desenvolve MT, para que o crédito chegue de forma mais ágil ao empreendedor local.

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“Estamos rodando os estados da Amazônia para mostrar como o BNDES pode ser parceiro no desenvolvimento. Mato Grosso produz muito, mas ainda pouco se industrializa. Viemos ouvir o presidente Max para entender onde a demanda por crédito é mais urgente, como no caso do armazenamento, que hoje é um gargalo para a nossa produção”, explicaram os representantes do banco.

A proposta prevê que a Assembleia Legislativa atue como uma ponte para identificar as necessidades regionais e ajudar a remodelar linhas de crédito que atendam às especificidades de Mato Grosso. O encontro contou também com a presença do vereador por Cuiabá, Alex Rodrigues (Podemos), reforçando a união de esforços para impulsionar a economia regional através de financiamentos sustentáveis e geração de valor aos produtos da floresta e do agronegócio.

Fonte: ALMT – MT

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Reportagem sobre fala de Pivetta é retirada do ar por decisão do TRE-MT

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Uma decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinou a retirada de uma reportagem e de um vídeo publicados pelo MidiaNews com declarações do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) a respeito do senador Wellington Fagundes (PL), ambos envolvidos na disputa eleitoral deste ano.

A determinação partiu do juiz auxiliar da propaganda eleitoral Marcelo Morgado e estabeleceu prazo de 24 horas para a retirada do material. A decisão também determinou que o veículo se abstivesse de promover nova divulgação ou reproduzir os mesmos fatos até nova manifestação da Justiça Eleitoral, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

O caso abriu uma discussão sobre os limites entre a atuação da Justiça Eleitoral no controle da propaganda e o exercício da atividade jornalística durante uma campanha.

O veículo afirmou que apenas reproduziu declarações feitas publicamente por Pivetta durante uma entrevista coletiva realizada no Palácio Paiaguás, sem atribuir ao governador novas acusações ou alterar o conteúdo de suas falas. Segundo o site, também houve publicação posterior com a manifestação de Wellington Fagundes sobre as declarações.

Debate sobre liberdade de imprensa

A Constituição Federal estabelece proteção à liberdade de expressão e à atividade jornalística. O artigo 220 determina que nenhuma lei pode criar obstáculos à plena liberdade de informação jornalística e veda a censura de natureza política, ideológica e artística.

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Ao mesmo tempo, a liberdade de imprensa não impede a responsabilização por eventuais abusos cometidos na divulgação de informações. A legislação também prevê mecanismos como direito de resposta e medidas judiciais para situações em que haja possível violação de direitos.

É justamente nessa fronteira que se concentra o debate provocado pela decisão: até que ponto a Justiça Eleitoral pode determinar a retirada de conteúdo jornalístico relacionado a declarações feitas por candidatos ou autoridades em período eleitoral.

Conteúdo eleitoral sob análise

Durante campanhas, a Justiça Eleitoral possui competência para analisar conteúdos que possam caracterizar propaganda irregular, divulgação de informações falsas ou violação das regras eleitorais.

A discussão ganha complexidade quando o material questionado está inserido em uma reportagem jornalística e reproduz declarações efetivamente feitas por uma fonte identificada.

Nesse cenário, é necessário distinguir a declaração atribuída ao político da atuação editorial do veículo responsável pela publicação. Eventual responsabilidade pelas afirmações feitas durante uma entrevista não se confunde automaticamente com a responsabilidade do meio de comunicação que noticia que determinada declaração ocorreu.

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Precedente em discussão

A decisão também chama atenção pela determinação para que o veículo não volte a divulgar ou reproduzir os mesmos fatos enquanto a ordem estiver vigente.

Para críticos da medida, uma determinação dessa natureza pode produzir efeito sobre a liberdade de imprensa e gerar insegurança para veículos que cobrem disputas eleitorais. Já sob a perspectiva da Justiça Eleitoral, decisões desse tipo buscam impedir que conteúdos considerados potencialmente irregulares continuem circulando durante o processo eleitoral.

O caso ainda pode ser submetido a novas análises e recursos dentro da própria Justiça Eleitoral. Portanto, a decisão liminar não representa necessariamente o encerramento da controvérsia.

Mais do que uma disputa entre dois candidatos, o episódio coloca em evidência uma questão que costuma ganhar força em períodos eleitorais: como preservar a liberdade de informação sem permitir que veículos de comunicação sejam utilizados para ampliar eventuais abusos cometidos durante a campanha.

A discussão envolve, de um lado, o poder da Justiça Eleitoral de fiscalizar a disputa e, de outro, a garantia constitucional de que a sociedade tenha acesso a informações de interesse público.

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