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CST de Políticas sobre Saúde Mental presta contas e discute prioridades para 2025

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A Câmara Setorial Temática (CST) de Políticas sobre Saúde Mental retomou suas atividades, na manhã de segunda-feira (10), para prestar contas das ações e dos resultados da CST em 2024, e ainda discutiu as diretrizes prioritárias para 2025. O foco é promover debates e avançar nas melhorias do atendimento e acolhimento de pessoas que enfrentam transtornos mentais.

Na reabertura dos trabalhos, o presidente da CST, deputado Carlos Avallone (PSDB), reforçou a tese que a CST está trabalhando para melhorar a política pública de saúde mental em todos os 142 municípios mato-grossenses. Segundo ele, os recursos estão assegurados pelo Plano Plurianual (PPA/2024-2027) no total de R$ 88 milhões.

“Em 2024, foram investidos R$ 14 milhões. Mas em 2025, a meta é aplicar pelo menos R$ 22 milhões. Os repasses do Estado são feitos para os municípios onde já tem implantado os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e nos lugares que ainda não existem. É no município que é feito o primeiro atendimento”, explicou Avallone.

As normas do Ministério da Saúde (MS), segundo o parlamentar, determinam que os municípios com mais de quinze mil habitantes têm que ter o CAPS I, que é a primeira unidade, a mais simples. Ela atende as demandas de pessoas com qualquer tipo de transtorno, qualquer problema de saúde mental.

Em 2025, de acordo com Avallone, a meta é implantar o CAPS I em 11 municípios. “Para isso todos os meses, vamos disponibilizar recursos, os recursos serão disponibilizados pelo Estado e pelo Governo Federal. Nós passamos R$ 40 mil durante nove meses para instalarem o CAPS I. Isso sem contar os repasses para os 39 CAPS I que já estão implantados”, explicou Avallone.

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Os 11 municípios que a CST está trabalhando a implantação do CAPS I são: Chapada dos Guimarães, Santo Antônio do Leverger, Alto Araguaia, Paranatinga, Poxoréu, Nobres, Aripuanã, Brasnorte, Colniza, Araputanga e Comodoro.

Avallone afirmou ainda que em 2025, a CST tem a meta de implantar o CAPS Infantojuvenil no município de Barra do Garças. Já o CAPS II, que tem a função atender as pessoas em sofrimento psíquico, tem uma participação maior em atendimento nos municípios de Sinop, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Várzea Grande, Tangará da Serra, Rondonópolis e Cáceres.

O parlamentar lembrou que Várzea Grande é o único município de Mato Grosso que possui o CAPS III, que atende pessoas com transtorno psíquico relacionado ao uso de drogas e álcool. Segundo ele, Cuiabá ainda não possui. “A capital precisa muito desse tipo centro. Já existem recursos na conta, disponibilizado por Termo de Ajustamento de Conduta e mais uma emenda, de minha autoria, em R$ 2 milhões. Já está depositado na conta da Prefeitura de Cuiabá”, afirmou Avallone.

De acordo com o promotor de Justiça, Milton Mattos da Silveira Neto, titular da 7ª Promotoria de Justiça Civil da Capital – Defesa da Cidadania da Saúde – em Cuiabá comportaria até quatro CAPS III. “É um problema de 20 anos. Isso é um absurdo. Até hoje não tem um CAPS III em Cuiabá. Sem ele, acaba sobrecarregando as Unidades de Pronto Atendimento da capital. Vamos mudar esse cenário. Não tem o porquê a Prefeitura não implantá-los, tem dinheiro em caixa”, afirmou Milton Neto.

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Entre as conquistas realizadas pela CST em 2024 está a inclusão da saúde mental como programa prioritário de governo. No ano passado, a Secretaria de Estado de Saúde editou a Portaria nº 0252/2024, que estabelece revisão de critérios de co-financiamento do Programa Estadual de Incentivo a Regionalização à implementação da Rede de Atenção Psicossocial, no âmbito do Sistema Único de Saúde de Mato Grosso.

Essa Portaria prevê à destinação mensal, por exemplo, de recursos para custeio. Para o CAPS I o montante é da ordem de R$ 18 mil. Para o CAPS II, o valor é de R$ 22 mil. Já para o CAPS III, a quantia é de 28 mil. O documento prevê ainda para o CAPS Infanto-Juvenil o valor de R$ 26 mil. Para o CAPS III Álcool e Droga (CAPS AD) a quantia é de R$ 40 mil.

O documento produzido pela CST aponta que antes de 2024, o recurso para custeio ao CAPS era de R$ 1 mil por mês para os municípios com o centro, e de R$ 2 mil para as cidades que não tinham instalados os CAPS. Mas após a publicação da Portaria 0252/2024, o CAPS I passou a receber 18 mil por mês, e CAPS AD a quantia de R$ 40 mil mensal.

Fonte: ALMT – MT

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Candidata à Presidência defende tratar faccionados como terroristas e prisão perpétua no Brasil

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A advogada Clariana Barão, de Várzea Grande, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), colocou a segurança pública entre as principais bandeiras de sua pré-campanha e defendeu mudanças na legislação para ampliar o rigor contra integrantes de organizações criminosas.

Em entrevista ao Conexão Poder, Clariana afirmou ser favorável à equiparação de integrantes de facções criminosas a terroristas. Segundo ela, a medida poderia criar mecanismos jurídicos para permitir punições mais severas contra criminosos envolvidos com organizações estruturadas.

A candidata, no entanto, fez uma ressalva sobre a necessidade de individualizar as penas. Para Clariana, nem todas as pessoas envolvidas com o crime organizado ocupam a mesma posição dentro das estruturas criminosas.

“Não defendo bandido, mas a pena tem que ser individualizada, pois têm pessoas que são cooptadas pela criminalidade”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas pela candidata está também a adoção da prisão perpétua no Brasil. Atualmente, a Constituição Federal não permite esse tipo de pena.

Clariana também defendeu que o país possa discutir a utilização da castração química em determinados casos. A proposta faz parte de seu discurso de endurecimento das medidas contra criminosos, especialmente em crimes considerados de maior gravidade.

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Sobre a pena de morte, a candidata adotou uma posição mais cautelosa e afirmou que o tema precisa ser analisado dentro de um debate mais amplo sobre segurança pública e legislação penal.

Combate às facções

A equiparação de faccionados a terroristas é uma das principais propostas apresentadas por Clariana durante a entrevista. Na avaliação da candidata, organizações criminosas possuem estruturas capazes de ameaçar a segurança da população e precisam receber uma resposta mais rigorosa do Estado.

A advogada defende que o enfrentamento ao crime organizado deve envolver mudanças na legislação e mecanismos capazes de atingir principalmente as lideranças das facções.

Ao mesmo tempo, ela afirma que eventuais mudanças não devem eliminar o princípio de individualização da pena, justamente para diferenciar os diferentes níveis de participação dentro de uma organização criminosa.

Natural de Várzea Grande, Clariana Barão disputa espaço na corrida presidencial pelo DC apresentando um discurso voltado principalmente à segurança pública e ao endurecimento das políticas de combate à criminalidade.

A entrevista completa aborda ainda outras propostas da candidata para o país.

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