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CCJR aprova parecer pela derrubada de dez vetos em reunião ordinária

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) analisou 34 matérias em reunião ordinária realizada na tarde desta terça-feira (17). Dos 16 vetos apreciados, dez receberam parecer pela derrubada, como o Veto Total nº 43/2025 aposto ao Projeto de Lei (PL) nº 215/2023.

O texto rejeitado pelo governo é de autoria do deputado Valdir Barranco (PT) e visa dar prioridade a pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida na compra de apartamentos localizados no térreo de edifícios construídos por programas habitacionais do estado. O mesmo tratamento também é previsto para idosos pela proposta vetada.

Os deputados também aprovaram parecer pela derrubada do Veto Total nº 37/2025 ao PL nº 833/2023, de Wilson Santos (PSD), que pretende criar o “Observatório Estadual de Combate à Fome”. O organismo teria entre as atribuições o gerenciamento de ações voltadas à erradicação da fome em Mato Grosso e a elaboração de estudos sobre o tema. Os outros vetos que devem ser derrubados na avaliação da CCJR são o Veto Parcial nº 47/2025 e os vetos totais nº 38/2025, 44/2025, 45/2025, 48/2025, 49/2025, 50/2025 e 53/2025.

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Sobre a predominância de pareceres pela derrubada do veto, o presidente em exercício da CCJR, Diego Guimarães (Republicanos), disse acreditar que seja normal. “Isso é cada poder fazendo seu papel, atuando conforme suas convicções. A CCJR sempre vai ser independente na sua postura, cabe ao plenário acolher ou não nossos pareceres”, comentou.

Muitas vezes em posição contrária à maioria da comissão, o líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União) opinou pela manutenção de alguns dos vetos que receberam parecer pela derrubada. Dal Bosco está substituindo o deputado Eduardo Botelho durante o período de licença do presidente da comissão. Diego Guimarães falou sobre essa divergência. “Cada deputado tem suas convicções. Ele pode nos convencer uma vez ou outra e nós também podemos convencê-lo conforme as nossas argumentações, é normal”, avaliou.

Além dos vetos, foram analisadas 18 propostas. 14 receberam parecer favorável, como o Projeto de Lei nº 173/2025. O objetivo do PL é obrigar autoescolas com mais de 10 veículos a disponibilizarem ao menos um veículo adaptado e um instrutor capacitado para formação de condutores com deficiência. A matéria é de autoria do presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB) e prevê ainda que autoescolas menores poderão fazer parcerias para atender esse público.

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Além de Guimarães e Dal Bosco, participaram da reunião Thiago Silva (MDB) e Sebastião Rezende (União), pelo sistema remoto.

Fonte: ALMT – MT

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Pivetta endurece discurso contra Wellington e promete levar disputa sobre emendas para campanha

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL), principal adversário na corrida ao Palácio Paiaguás. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), Pivetta rebateu críticas do senador, questionou sua trajetória política e afirmou que pretende transformar a discussão sobre emendas parlamentares em um dos principais temas da campanha.

A declaração representa uma mudança no discurso do governador, que vinha adotando uma postura mais moderada em relação aos adversários. O acirramento ocorre em meio à aproximação entre Wellington e lideranças que se afastaram do grupo governista, entre elas o senador Jayme Campos (União Brasil).

Ao responder sobre uma comparação feita entre as trajetórias dos dois candidatos, Pivetta afirmou que possui uma trajetória ligada à iniciativa privada e à administração pública, enquanto Wellington teria construído sua carreira predominantemente no Legislativo.

“Ele precisa comparar a trajetória dele com a minha. A minha é a trajetória de um trabalhador que começou aos 15 anos, produziu, gerou resultados e entrou para a política com a vida feita para servir ao povo”, afirmou.

Na sequência, o governador fez críticas à atuação política do senador e disse que Wellington teria concentrado sua carreira na política e na negociação de recursos por meio de emendas parlamentares.

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“Ele é um negociador voraz de emendas. Essa é a profissão dele”, declarou.

Pivetta questiona destino de emendas

Durante a entrevista, Pivetta afirmou que Wellington teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares nos últimos 12 anos e questionou onde os recursos teriam sido aplicados.

“Ele está há dez mandatos no Congresso. Só nos últimos 12 anos em que é senador, distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão em emendas. Procurem saber onde estão as emendas dele”, disse.

O governador comparou o valor mencionado ao custo de grandes obras de infraestrutura hospitalar e afirmou que o montante seria suficiente para construir quatro unidades semelhantes ao Hospital Central de Mato Grosso.

“Um bilhão e meio daria para fazer quatro hospitais centrais como esse que está sendo inaugurado. Tem algum hospital que ele fez?”, questionou.

Pivetta também afirmou que pretende explorar o assunto durante a campanha e prometeu apresentar informações sobre a destinação das emendas parlamentares.

“Durante a campanha, nós vamos mostrar muita coisa sobre emenda”, afirmou.

Críticas à trajetória política

O governador ainda questionou a atuação de Wellington no Congresso Nacional e afirmou que o senador não teria apresentado, ao longo da carreira, uma legislação de grande impacto para a sociedade brasileira.

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“Eu não vou suportar uma comparação com alguém que nunca trabalhou no Executivo, só no Legislativo, e não tem uma lei sequer na história dele que tenha sido importante para a sociedade brasileira”, declarou.

Pivetta também fez referência à passagem de Wellington por governos federais do PT e citou as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

“Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2. Ele mandava em todas as emendas, mandava em todas as áreas”, afirmou.

As declarações sobre corrupção, negociação de emendas e atuação de Wellington em governos anteriores foram feitas por Pivetta durante a entrevista e, no material apresentado, não foram acompanhadas de documentos que comprovem irregularidades. A reportagem deverá ouvir Wellington Fagundes para que apresente sua versão sobre as acusações.

O confronto entre os dois candidatos sinaliza uma mudança no ambiente da disputa pelo Governo de Mato Grosso. Com a aproximação do período de campanha, críticas relacionadas à experiência administrativa, uso de recursos públicos e atuação parlamentar tendem a ganhar espaço no debate eleitoral.

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