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Ala pediátrica de Cuiabá avança com recursos da ALMT, anuncia Botelho

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Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) vai destinar recursos próprios para a reforma do terceiro andar do antigo Pronto-Socorro de Cuiabá, que será transformado em uma ala materno-infantil. A garantia foi dada pelo presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho, durante uma vistoria realizada nesta terça-feira (7), a pedido da juíza Gleide Bispo dos Santos, da Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, que solicitou apoio da Casa de Leis.

No ano passado, Botelho já havia destinado recursos para a implantação da UTI Neonatal do Hospital de Câncer. Agora, ele aguarda o levantamento dos custos da obra do antigo Pronto- Socorro Municipal para liberação dos recursos.

“Fizemos um grande auxílio para implantar a UTI Neonatal do Hospital de Câncer e estamos trabalhando para realizar melhorias e atender as crianças do nosso estado. Vamos ajudar com recursos próprios da ALMT”, afirmou Botelho.

Durante a visita, a juíza Gleide destacou que a luta é antiga. Em 2016, articulou por meio da Vara da Infância e com o então prefeito Mauro Mendes, a reforma do terceiro andar do Pronto-Socorro e a implantação de 40 leitos para pediatria, considerando uma necessidade extrema na época.

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“Já se passaram nove anos, e até hoje essa ala não recebeu manutenção para melhorar o atendimento às crianças e aos profissionais. Procurei a deputada Janaina Riva e os deputados Botelho, Júlio Campos e Dr. João, que se dispuseram ajudar na reforma. Também temos sugestões de médicos para a implantação de um Pronto Atendimento Infantil”, explicou a juíza Gleide Bispo.

Segundo a magistrada, a obra teve início e foi paralisada durante a intervenção do governo na gestão da saúde municipal. “O que mais preocupa é a falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Por isso, é fundamental essa reforma no terceiro andar, onde temos 15 leitos de UTI, sendo cinco semi-UTI, que atendem muito bem a demanda de todo o estado”, ressaltou a juíza.

Time empenhado

O antigo Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá está localizado na avenida General Valle, no bairro Bandeirantes. Após a reforma, o pronto atendimento pediátrico receberá novos leitos e o centro médico infantil deverá ser porta de entrada para urgência e emergência pediátrica, na capital. Também participaram da visita os deputados Janaina Riva, Dr. João, Júlio Campos e o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini.

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Fonte: ALMT – MT

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Pivetta endurece discurso contra Wellington e promete levar disputa sobre emendas para campanha

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL), principal adversário na corrida ao Palácio Paiaguás. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14), Pivetta rebateu críticas do senador, questionou sua trajetória política e afirmou que pretende transformar a discussão sobre emendas parlamentares em um dos principais temas da campanha.

A declaração representa uma mudança no discurso do governador, que vinha adotando uma postura mais moderada em relação aos adversários. O acirramento ocorre em meio à aproximação entre Wellington e lideranças que se afastaram do grupo governista, entre elas o senador Jayme Campos (União Brasil).

Ao responder sobre uma comparação feita entre as trajetórias dos dois candidatos, Pivetta afirmou que possui uma trajetória ligada à iniciativa privada e à administração pública, enquanto Wellington teria construído sua carreira predominantemente no Legislativo.

“Ele precisa comparar a trajetória dele com a minha. A minha é a trajetória de um trabalhador que começou aos 15 anos, produziu, gerou resultados e entrou para a política com a vida feita para servir ao povo”, afirmou.

Na sequência, o governador fez críticas à atuação política do senador e disse que Wellington teria concentrado sua carreira na política e na negociação de recursos por meio de emendas parlamentares.

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“Ele é um negociador voraz de emendas. Essa é a profissão dele”, declarou.

Pivetta questiona destino de emendas

Durante a entrevista, Pivetta afirmou que Wellington teria destinado mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares nos últimos 12 anos e questionou onde os recursos teriam sido aplicados.

“Ele está há dez mandatos no Congresso. Só nos últimos 12 anos em que é senador, distribuiu mais de R$ 1,5 bilhão em emendas. Procurem saber onde estão as emendas dele”, disse.

O governador comparou o valor mencionado ao custo de grandes obras de infraestrutura hospitalar e afirmou que o montante seria suficiente para construir quatro unidades semelhantes ao Hospital Central de Mato Grosso.

“Um bilhão e meio daria para fazer quatro hospitais centrais como esse que está sendo inaugurado. Tem algum hospital que ele fez?”, questionou.

Pivetta também afirmou que pretende explorar o assunto durante a campanha e prometeu apresentar informações sobre a destinação das emendas parlamentares.

“Durante a campanha, nós vamos mostrar muita coisa sobre emenda”, afirmou.

Críticas à trajetória política

O governador ainda questionou a atuação de Wellington no Congresso Nacional e afirmou que o senador não teria apresentado, ao longo da carreira, uma legislação de grande impacto para a sociedade brasileira.

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“Eu não vou suportar uma comparação com alguém que nunca trabalhou no Executivo, só no Legislativo, e não tem uma lei sequer na história dele que tenha sido importante para a sociedade brasileira”, declarou.

Pivetta também fez referência à passagem de Wellington por governos federais do PT e citou as administrações de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

“Lula 1, Lula 2, Dilma 1 e Dilma 2. Ele mandava em todas as emendas, mandava em todas as áreas”, afirmou.

As declarações sobre corrupção, negociação de emendas e atuação de Wellington em governos anteriores foram feitas por Pivetta durante a entrevista e, no material apresentado, não foram acompanhadas de documentos que comprovem irregularidades. A reportagem deverá ouvir Wellington Fagundes para que apresente sua versão sobre as acusações.

O confronto entre os dois candidatos sinaliza uma mudança no ambiente da disputa pelo Governo de Mato Grosso. Com a aproximação do período de campanha, críticas relacionadas à experiência administrativa, uso de recursos públicos e atuação parlamentar tendem a ganhar espaço no debate eleitoral.

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