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Polícia prende idoso condenado a 10 anos e seis meses por estupro de vulnerável

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Um homem de 86 anos foi preso pela Polícia Civil neste domingo, 23 de agosto, em Rondolândia, a 1.064 quilômetros de Cuiabá, para cumprir uma condenação definitiva de 10 anos e seis meses de prisão por estupro de vulnerável.

O mandado de prisão foi cumprido por investigadores da Delegacia de Rondolândia após informações repassadas pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol).

Com os dados sobre a identidade do procurado, os policiais iniciaram diligências para descobrir onde ele estava morando. O homem foi localizado em uma residência na região central da cidade.

Após a confirmação da identidade e da ordem judicial, o idoso foi conduzido à delegacia para os procedimentos previstos.

Pena deverá ser cumprida em regime fechado

Segundo a decisão judicial, a prisão ocorreu em razão de uma condenação definitiva pelo crime de estupro de vulnerável. O mandado foi expedido pela Primeira Vara Criminal e Cível da Comarca de Comodoro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

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A ordem determina que a pena de 10 anos e seis meses seja cumprida inicialmente em regime fechado.

Após ser apresentado à autoridade policial, o homem permaneceu à disposição da Justiça para o cumprimento da decisão.

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Ouro extraído ilegalmente movimentou R$ 20,5 milhões e era inserido no mercado formal, aponta investigação

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Uma investigação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal revelou uma estrutura financeira que teria movimentado cerca de R$ 20,5 milhões para sustentar atividades relacionadas à extração ilegal de ouro na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. O esquema é alvo da Operação Solo Sagrado, deflagrada nesta terça-feira (18).

A ofensiva busca atingir não apenas os responsáveis pela exploração mineral irregular, mas também a estrutura que permitia financiar o garimpo, transportar equipamentos, movimentar os recursos e inserir o ouro no mercado formal com aparência de legalidade.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e uma ordem de prisão preventiva. A Justiça também autorizou o bloqueio e sequestro de bens e valores, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Segundo as apurações, um dos núcleos financeiros identificados movimentou aproximadamente R$ 20,5 milhões entre 2022 e 2025. Os investigadores também encontraram mais de R$ 3,5 milhões em transações envolvendo instituições de pagamento e empresas de serviços digitais.

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A investigação aponta que o grupo utilizava empresas e cooperativas para dificultar a identificação da origem do ouro. O minério seria adquirido de produtores ou intermediários ligados ao garimpo e, posteriormente, passaria por diferentes integrantes da cadeia comercial até chegar a estruturas formalmente constituídas no setor mineral.

Na prática, a suspeita é de que o sistema permitisse transformar ouro extraído ilegalmente em produto com aparência regular perante o mercado.

A operação também revelou a existência de uma estrutura logística necessária para manter as áreas de exploração em funcionamento. Segundo os investigadores, o esquema envolvia escavadeiras hidráulicas, caminhões-prancha, combustível, peças, oficinas e transporte de equipamentos.

A atuação integrada entre PF, MPF e Receita permitiu cruzar informações bancárias, fiscais, patrimoniais, policiais e telemáticas. A estratégia busca identificar todos os integrantes da cadeia, desde os responsáveis pelo financiamento e suporte ao garimpo até aqueles envolvidos na circulação e comercialização do minério.

Além de interromper o fluxo financeiro, a Operação Solo Sagrado pretende recuperar recursos que, segundo as investigações, seriam provenientes da exploração ilegal de ouro e ampliar a identificação de outros possíveis envolvidos.

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Até o momento, os investigados são alvos de apuração e as suspeitas ainda deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

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