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Mandante e executores de homicídio na região de fronteira são presos pela Polícia Civil

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O mandante e dois executores investigados por um homicídio, ocorrido no município de São José dos Quatro Marcos, foram presos nesta terça-feira (08.11), durante uma operação da Polícia Civil para cumprimento de sete mandados judiciais.

Foram cumpridos pelas equipes policiais de três delegacias, quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária por nas cidades de Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda. Uma pistola de calibre 380 foi apreendida. 

O delegado de São José dos Quatro Marcos, Jean Paulo Nascimento, explica que a investigação identificou os envolvidos no homicídio ocorrido no dia 16 de junho, em um hotel da cidade. A vítima, Amarílio Libório de Freitas, de 54 anos, foi encontrado dentro do apartamento no hotel, com disparos de arma de fogo na cabeça.

Testemunhas informaram à polícia que foram ouvidos três disparos vindos do quarto da vítima e logo depois um dos hóspedes escutou passos rápidos indo em direção à saída do hotel. A apuração apontou ainda que no dia do crime, dois homens realizaram reserva de um quarto no hotel e depois do crime não foram mais vistos no estabelecimento.

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A investigação da Delegacia de São José dos Quatro Marcos apurou que o crime foi motivado por desavenças comerciais entre a vítima e o mandante

Um dos executores tem diversas passagens pelo crime de roubo.

Fonte: PJC MT

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Facção usava empresas para esconder peças furtadas de caminhões, aponta investigação

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Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso desarticula, nesta quarta-feira (12), uma organização criminosa suspeita de furtar módulos eletrônicos de caminhões e alimentar um esquema de receptação e comércio clandestino de peças em Sinop.

Batizada de Operação Módulo Oculto, a ação cumpre 88 ordens judiciais, entre elas 13 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 11 milhões em contas bancárias, além do sequestro de quatro imóveis e 13 veículos ligados aos investigados.

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop aponta que o grupo atuava de forma organizada, identificando previamente caminhões estacionados em vias públicas e pátios de empresas para realizar os furtos.

Após a retirada dos módulos, os componentes eram encaminhados para receptadores e comerciantes. Segundo a Polícia Civil, empresas dos setores de mecânica e comércio de peças automotivas teriam sido utilizadas para receber, armazenar e revender os produtos.

Vítimas pagavam para recuperar peças furtadas

Um dos pontos identificados durante a investigação foi o chamado “resgate” dos módulos. Conforme as apurações, proprietários de oficinas atuavam como intermediários e cobravam das próprias vítimas para devolver as peças que haviam sido furtadas dos caminhões.

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Além da comercialização em Sinop, parte dos componentes era enviada para compradores de outros municípios e estados.

A investigação também apontou um mecanismo para ocultar o dinheiro obtido com os crimes. Os valores eram movimentados entre diferentes contas bancárias e, em alguns casos, passavam por empresas formalmente constituídas, dificultando a identificação da origem dos recursos.

Empresas são atingidas

As medidas judiciais alcançam pessoas físicas e jurídicas investigadas. Além do bloqueio financeiro e do sequestro de bens, a Justiça determinou a suspensão das atividades de quatro empresas e proibiu quatro investigados de exercer atividades empresariais.

A estratégia busca atingir diferentes etapas do esquema, desde os responsáveis pelos furtos até possíveis receptadores, comerciantes e pessoas envolvidas na movimentação e ocultação dos valores obtidos com os crimes.

Os presos e materiais apreendidos serão encaminhados à Derf-Sinop para os procedimentos legais. As provas coletadas serão analisadas e poderão integrar o inquérito policial.

Após os procedimentos, os presos ficarão à disposição da Justiça para audiência de custódia e demais atos processuais.

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Investigação mira toda a cadeia

A Polícia Civil afirma que a Operação Módulo Oculto não se concentra apenas nos autores dos furtos, mas busca atingir toda a estrutura responsável pela circulação e comercialização dos componentes.

O nome da operação faz referência aos módulos eletrônicos retirados dos caminhões e à suspeita de que a organização ocultava tanto a origem das peças quanto dos recursos obtidos com a atividade criminosa.

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