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Mandantes da execução de prefeito do interior de MT são condenados a mais de 40 anos de prisão

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Os mandantes da execução do ex-prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes, morto em dezembro de 2017, foram condenados a 40 anos de prisão, cada um, pelo homicídio qualificado. A decisão foi tomada em júri popular realizado nesta semana, na Comarca de Juara, na região médio-norte do estado.

O julgamento do mandante e da esposa dele, ambos presos desde 2017, durou quatro dias e a sentença foi proferida nesta quinta-feira.

O júri foi realizado na Comarca de Juara a pedido do Ministério Público Estadual. Na ocasião do julgamento dos outros dois réus, em outubro do ano passado, a Promotoria de Justiça de Colniza argumentou que a dúvida na imparcialidade dos jurados não possibilitariam o julgamento justo dos dois réus na comarca onde ocorreu o crime. Enfatizou ainda que vários jurados que foram intimados para participar das sessões de julgamento manifestaram informalmente o desejo de não participar de eventual julgamento com temor dos acusados.

Indiciamento e prisões

A investigação conduzida pela Polícia Civil de Colniza indiciou cinco pessoas pelo crime – o empresário de Colniza e a esposa dele, e os dois executores do crime, além de um adolescente, irmão do empresário, que teve a internação provisória decretada à época e respondeu por ato análogo aos crimes cometidos.

Os quatro adultos responderam por homicídio qualificado cometido por motivo fútil, por pagamento ou promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima; associação criminosa e tentativa de homicídio.

O inquérito foi concluído no final de dezembro de 2017 pelo delegado Edison Pick e contou com o apoio investigativo de uma equipe da Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, além da união de diversas unidades operacionais das Polícias Civil e Polícia Militar na busca pelos criminosos.

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O empresário e os executores foram presos pela Polícia Civil logo após o crime. A dupla contratada pelo empresário para assassinar o prefeito foi presa em uma estrada, entre as cidades de Juruena e Castanheira.

Fuga

Os executores e o empresário fugiam de Colniza, quando foram abordados por uma equipe do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra), da  Regional da Polícia Civil de Juína, que desde o crime, ocorrido no início da noite de 15 de dezembro de 2017, auxiliava nas investigações junto a uma força-tarefa coordenada pela Secretaria de Segurança Pública.

Com a dupla foram apreendidos R$ 60 mil em espécie. Já o empresário, morador de Colniza e que arregimentou os dois comparsas oriundos do Pará para o crime, foi apontado como o mandante e também participou da execução do prefeito.

De acordo com o delegado Caio Fernando Albuquerque, que conduziu as investigações junto com o delegado de Colniza, Edison Pick, o dinheiro encontrado no carro pertencia ao mandante do crime, que atuava no ramo de rede de combustível e táxi-aéreo.

Crime e motivação

Antônio Esvandir Mendes conduzia uma Toyota SW4 preta, quando foi interceptado pelos criminosos, que estavam em um veículo SUV preto, a sete quilômetros da entrada da cidade.

A dupla de executores foi ao encontro da caminhonete e fez diversos disparos contra o prefeito, que ainda conseguiu dirigir, mas acabou morrendo depois de entrar no perímetro urbano, na Rua 7 de Setembro. Outros dois disparos feriram um secretário da prefeitura que estava com o gestor.

De acordo com os criminosos, em depoimento, foram usadas quatro armas de fogo no crime, mas somente um revólver calibre 38 e um fuzil 22, com numeração raspada, foram encontrados pela Polícia Militar, dentro de uma bolsa deixada no mato. As armas estavam a cerca de 15 km de Colniza,  localidade onde também foi abandonada a caminhonete da ação criminosa. Duas pistolas, que segundo as informações levantadas,  também foram usadas, teriam sido jogadas dentro de um rio.

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Celulares apreendidos foram analisados pela equipe da Delegacia Regional de Juína e, a partir das informações obtidas, foi possível identificar a participação também da mulher do empresário.

Segundo as investigações, o crime foi motivado por uma cobrança de dívida e o mandante também participou da execução do prefeito. A mulher e o irmão dele foram presos dias depois do crime, por decisão judicial, após representação da Polícia Civil.

De acordo com o delegado Edison Pick, a mulher tinha conhecimento do crime e acobertou a ação do marido. Em interrogatório, ela se reservou ao direito de permanecer calada. Já o adolescente, declarou que auxiliou a fuga dos executores, a pedido do irmão, mas negou que soubesse antes da ação criminosa.

Pick agradeceu o apoio das forças de segurança e de todos os que auxiliaram para o esclarecimento do crime. “Agradeço o delegado Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz que disponibilizou a equipe da GOE, delegado Marco Remuzzi com a equipe do Garra de Juína, força-tarefa coordenada pelo delegado Caio Albuquerque, além da equipe local, sem os quais não seria possível a rápida e eficiente resolução do caso”, destacou o delegado.

Julgamento

Em outubro do ano passado, os dois executores do homicídio foram a julgamento. Eles foram condenados a, respectivamente, 28 e 25 anos de prisão pelo homicídio qualificado em decisão de júri popular realizado em Colniza.

Fonte: PJC MT

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Condenada por tráfico e organização criminosa é recapturada após ação de inteligência

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Uma mulher de 27 anos, considerada integrante de uma facção criminosa e procurada pela Justiça, foi presa nesta quinta-feira (31), em Barra do Garças, durante uma operação da Polícia Civil. A ação foi conduzida por equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste, após trabalho de inteligência que identificou o paradeiro da foragida.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação apontou que a mulher, condenada pela Justiça e com dois mandados de prisão em aberto, estava escondida em Barra do Garças. Após monitoramento e levantamentos de campo, os policiais confirmaram o endereço onde ela permanecia e realizaram a abordagem logo após a suspeita deixar o imóvel.

Para efetuar a prisão, equipes da Derf de Primavera do Leste se deslocaram até o município e montaram uma operação de vigilância que resultou no cumprimento das ordens judiciais.

Segundo a investigação, a mulher possui dois mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste. Um deles foi emitido após a regressão do regime semiaberto para o fechado, em processo relacionado aos crimes de organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. O outro decorre de condenação por tráfico de drogas, com pena superior a sete anos de reclusão.

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As decisões judiciais destacam que a condenada descumpriu medidas impostas pela Justiça, voltou a praticar crimes mesmo utilizando tornozeleira eletrônica e passou a ser considerada foragida.

A suspeita também já havia sido investigada em outras operações da Polícia Civil voltadas ao combate às facções criminosas na região de Primavera do Leste, entre elas a Operação Cartório Central, deflagrada no início deste ano.

Conforme as apurações, ela exercia papel de liderança dentro da organização criminosa, sendo responsável por transmitir ordens aos integrantes, coordenar punições internas conhecidas como “salves”, participar de atos de tortura contra desafetos e atuar na logística do tráfico de drogas.

Após a prisão, a mulher foi encaminhada à delegacia para os procedimentos legais e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

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