Pular para o conteúdo

Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Justiça

Caso Unimed Cuiabá: juiz mantém ação penal sobre suspeitas envolvendo R$ 400 milhões

A Operação Bilanz foi deflagrada em outubro de 2024 pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal para investigar possíveis irregularidades na gestão financeira e administrativa da cooperativa.

Redação Assembleia News2 min de leitura
WhatsApp
Caso Unimed Cuiabá: juiz mantém ação penal sobre suspeitas envolvendo R$ 400 milhões

A Justiça Federal em Mato Grosso rejeitou pedidos apresentados por defesas de réus na Operação Bilanz, que apura suspeitas de irregularidades financeiras e contábeis na Unimed Cuiabá. A decisão, assinada em 8 de outubro pelo juiz federal Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal, manteve o andamento da ação penal e o recebimento da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF).

O caso envolve suspeitas relacionadas à ocultação de aproximadamente R$ 400 milhões em passivos no balanço patrimonial da cooperativa referente a 2022, durante a gestão de Rubens Carlos de Oliveira Júnior, que presidiu a instituição entre 2019 e 2023.

Segundo reportagem publicada pelo Olhar Direto nesta quarta-feira (14), as defesas solicitaram a retirada de laudos periciais, relatórios investigativos e exames bancários dos autos, além de pedirem novas diligências. Os advogados também contestaram pontos relacionados ao recebimento da denúncia.

O magistrado negou os pedidos de retirada dos documentos e de realização das novas diligências. Conforme a decisão relatada pelo veículo, eventuais questionamentos sobre as provas deverão ser examinados nas etapas processuais apropriadas.

Seis pessoas respondem à ação

A ação penal movida pelo MPF tem como réus Rubens Carlos de Oliveira Júnior, Jaqueline Proença Larrea Mees, Eroaldo de Oliveira, Ana Paula Parizotto, Erikson Tesolini Viana e Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma.

A Operação Bilanz foi deflagrada em outubro de 2024 pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal para investigar possíveis irregularidades na gestão financeira e administrativa da cooperativa.

De acordo com o MPF, a investigação identificou indícios de inconsistências contábeis que teriam ocultado um déficit de aproximadamente R$ 400 milhões no balanço de 2022. As acusações ainda estão sujeitas à análise judicial.

Processo continuará

Com a rejeição dos pedidos, a ação penal seguirá seus trâmites. A decisão não representa condenação dos réus nem encerra a discussão sobre a validade das provas. O processo deverá avançar para as próximas etapas, nas quais as defesas poderão apresentar seus argumentos e indicar as provas que pretendem produzir.

A apuração busca esclarecer as responsabilidades individuais e verificar se as irregularidades apontadas pelo Ministério Público Federal configuram crimes.

Os envolvidos devem ser tratados como réus, e não como condenados, enquanto não houver decisão judicial definitiva sobre as acusações.

Mais em Justiça

Ver editoria