Mato Grosso

Webinário: especialista afirma que prevenção às drogas custa 20 vezes menos que tratamento

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O Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com a Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), promoveu o webinário “Ciência da prevenção em relação à drogadição”. Ofertada via plataforma Teams, a iniciativa foi aberta pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, que preside o Comitê e é a atual diretora-geral da Esmagis. Ela agradeceu a presença de todos e deu boas-vindas aos participantes, além de apresentar o palestrante, professor Paulo Martelli. O evento foi realizado na segunda-feira.
 
Paulo Martelli é coordenador nacional da Mobilização Freemind (www.freemind.com.br) e diretor para América Latina da ISSUP – International Society of Substance Use, Prevention and Treatment Professionals (Associação Internacional de profissionais e voluntários na área de Prevenção e Tratamento ao uso de Drogas), e presidente da Associação ISSUP Brasil.
 
“A ciência da prevenção é algo novo no mundo, deve ter entre 10, 12 anos, mas que é algo que cada vez mais vem se mostrando muito importante para quem atua nessa área. A gente sabe que a questão do tratamento é complexa, a questão do combate é muito complexa, mas a prevenção se faz muito necessária e as evidências mostram que ela custa 20 vezes menos do que o tratamento”, assinalou.
 
Segundo explicou, o principal objetivo da ciência de prevenção é melhorar a saúde pública, identificando os fatores de risco e de proteção maleáveis, avaliando a eficácia e efetividade das intervenções preventivas e identificando os meios ideias para disseminação e difusão. Ela é uma ciência multidisciplinar, pois muitos campos contribuem para a compreensão do desenvolvimento humano e dos fatores que levam a comportamentos e resultados de saúde positivos ou negativos.
 
Ainda segundo o palestrante, o principal objetivo da prevenção é ajudar os jovens a evitar ou postergar o uso de substâncias ou, se já tiverem começado, evitar que progridam para um uso mais problemático. “Existem estudos que falam que quanto mais você posterga, menores são as chances de dependência química”, assinala. Outro objetivo é ajudar os jovens a se envolverem positivamente com família, escola, locais de trabalho e comunidade, e introduzir intervenções que tornem cada ambiente propício para o desenvolvimento saudável.
 
“Prevenção é um processo, não são ações pontuais. A prevenção se faz através da capacitação dos gestores dos ‘prospects’ ao uso de substâncias, ou seja, os pais, os educadores. Esses gestores precisam entender como criar a resiliência nos jovens, nas crianças. Hoje temos estudo que mostram crianças até a partir de oito anos que já estão usando.”
 
Na apresentação, entre outros assuntos, o professor falou ainda sobre fatores de risco (como ambiente familiar negativo, uso abusivo ou dependência química dos pais e indiferença ou pouco monitoramento por parte dos pais na vida dos filhos) e de proteção ao uso de drogas (como a presença de vínculos positivos na família, presença marcante dos pais na vida e nos interesses dos filhos, o desempenho escola satisfatório, e dificultar o acesso às drogas).
 
O evento contou com a participação do juiz Gerardo Humberto Alves da Silva Junior, que também integra o Comitê.
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: print de tela onde aparece o professor. Ele é um homem branco, calvo, de bigode, que usa óculos de grau. Ao lado, em telas menores, aparecem a desembargadora Helena Maria, que veste uma blusa lilás, e a intérprete de libras, que veste uma roupa preta.
 
Lígia Saito 
Assessoria de Comunicação 
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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